O Rasto de Sangue – História Verdadeira do Cristianismo

O RASTO DE SANGUE

Acompanhando os cristãos através dos séculos… ou
A história das Igrejas Batistas, desde o tempo de Cristo, seu fundador, até os nossos dias.

INTRODUÇÃO

Por Clarence Walker

I

O Dr. J. M. Carroll, autor deste livro, nasceu no Estado de Arkansas em 8 de janeiro de 1858 e faleceu em Texas em 10 de janeiro de 1931. Seu pai foi pastor batista e se mudou para Texas quando o irmão Carroll tinha apenas 6 anos de idade. Em Texas ele se converteu, foi batizado e consagrado ao ministério. O Dr. Carroll não se tornou somente um líder entre os batistas Texanos, mas um líder influente entre os batista do Sul dos EUA. e do mundo.

Há anos passados ele veio para a nossa Igreja e nos trouxe as mensagens encontradas neste opúsculo. Quando ele assim fazia me tornei grandemente interessado nos seus estudos. Eu também tinha feito pesquisas especiais em torno da História da Igreja, bem como sobre qual seria a mais antiga Igreja e a que mais se parece com as Igrejas do Novo Testamento.

O Dr. J. W. Porter ouviu os discursos. Ficou bastante impressionado e consultou o irmão Carroll se ele escreveria as mensagens para serem publicadas num livro. Ele acedeu e as escreveu, autorizando o Dr. Porter a publicá-las, juntamente com o mapa anexo, que ilustra a história assim vividamente.

Infelizmente o irmão Carroll faleceu antes que o livro fosse tirado do prelo, mas o Dr. Porter o colocou à venda e a edição foi prontamente vendida. Agora, pela graça de Deus, lançamos esta edição. Desejo pedir a todos que lerem e estudarem estas páginas que unam suas orações às minhas, no esforço por tornar sempre crescente o seu número de leitores:

“E demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo; para que agora, pela Igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida… A esse glória na Igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amem. (Efés. 3:9,10, 21).

II

Era maravilhoso se ouvir o Dr. Carroll contar como se tornou interessado na história das diferentes denominações – principalmente na sua origem. Ele escreveu este livro depois de 70 anos de idade, todavia ele disse: ” Converti-me a Deus, quando era ainda menino. Vi as diversas denominações e me interessei por saber qual delas teria sido a igreja fundada pelo Senhor Jesus”.

Quando ainda jovem ele sentiu que no estudo das Escrituras e da História, acharia a igreja mais antiga e mais semelhante às igrejas descritas no Novo Testamento.

Esta pesquisa da verdade conduziu-o a muitos lugares e habilitou-o a adquirir uma das maiores bibliotecas sobre a História da Igreja. Esta biblioteca foi oferecida após a sua morte ao Seminário Teológico Batista do Sudoeste, em Fort Worth, Texas, Estados Unidos da América.

Dr. Carroll encontrou muita coisa sobre a História da Igreja em geral, principalmente sobre a história dos católicos e protestantes. Ele descobriu que a história dos batistas foi escrita em sangue. Os batistas suportaram o ódio do povo na “Idade de Trevas”. Seus pregadores e membros foram encarcerados e um sem número deles foi morto. O mundo nunca presenciou algo que se compare à perseguição sofrida pelos batistas na Idade Média, por imposição da Hierarquia Católica. O Papa era o ditador do mundo; por causa disto os Anabatistas de antes da Reforma, chamavam-no de anticristo.

Sua história está escrita nos documentos legais e papéis avulsos daquele tempo. E é através desses testemunhos que os “RASTOS DE SANGUE” serpeiam no caminho dos séculos, como se pode notar na seguinte narração:

“Em Zurique depois de muitas disputas entre Zwingli e os Anabatistas, o Senado promulgou uma lei, segundo a qual, aquele que se atrevesse a batizar alguém que tivesse sido batizado antes, na infância, fosse afogado! Em Viena muitos Anabatistas foram ligados uns aos outros por cadeias, sendo então arrastados até ao rio, onde, um a um, foram todos afogados”. (Vide Supra, pg. 61).

” Em 1539, A. D. dois Anabatistas foram queimados além de Southwark e um pouco antes deles 5 Anabatistas holandeses foram também queimados em Smithfield” (Fuller Church History).

“No ano 1160 um grupo de Paulicianos (Batistas) entrou em Oxford. Henrique II ordenou que eles fossem publicamente marcados a fero na testa e acoitados através das ruas, com as vestes cortadas até a cintura, sendo, finalmente, enxotados para as estradas. Nas aldeias não lhes podia ser fornecido qualquer abrigo ou alimento e eles lentamente pereceram de fome e de frio” (Moore, Earlier and Later Nonconformity, in Oxford 12).

O velho cronista Stowe, 1533 A. D., relata:

“A 25 de maio na igreja de S. Paulo em Londres foram interrogados 19 homens e seis mulheres. Catorze deles foram condenados; um homem e uma senhora foram queimados em Smithfield e os outros 12 foram enviados a outras cidades para serem ali queimados.

Froude, historiador inglês, diz desses mártires anabatistas:

“As minúcias são todas perdidas, seu nomes também o são. Isto não importa à narrativa. Para eles a Europa não estava agitada; o tribunal não recebeu ordens de observar a luta, o coração dos seguidores do Papa não tremia de indignação. À sua morte o mundo olhava com complacência, ou indiferença ou mesmo com alegria. Ainda assim, de 25 pobres homens e mulheres `haviam achado 14 que nem pelo terror da fogueira ou da tortura, seriam tentados a dizer que não criam naquilo em que realmente cressem. A História não tem para eles palavras de louvor, mas ainda assim eles não estavam dando o seu sangue em vão. Suas vidas poderiam ter sido inúteis, como a vida de muitos de nós. Mas com sua morte eles ajudaram a pagar o preço da liberdade inglesa.

De igual modo nos escritos dos inimigos tanto quanto nos de seus amigos, o Dr. Carroll descobriu a Historia Batista e os rastos sanguinolentos que eles deixaram através dos séculos.

O cardeal Hosius, católico, 1524, presidente do Concílio de Trento, escreveu:

“Não fosse o fato de terem os batistas sido penosamente atormentados e apunhalados durante os mil e duzentos anos, eles seriam mais numerosos mesmo do que todos os que vieram da Reforma!” (Hosius, Letters, Apud Opera, páginas 112,113).

Nos “mil e duzentos anos” que precederam à Reforma na qual Roma atormentou os batistas com a mais cruel perseguição que se possa imaginar.

Sir Isaque Newton assim se expressou: “Os batistas são o único corpo de cristãos que nunca tiveram similitudes com Roma”.

Mosheim, luterano escreveu:

“Antes de se levantarem Lutero e Calvino, estava ocultas em quase todos os países da Europa pessoas que seguiam tenazmente os princípios dos modernos Batistas Holandeses”.

Enciclopédia de Edimburgo (autor Presbiteriano):

“Nossos leitores percebem agora que os Batista são a mesma seita dos Cristãos que antes foram escritos como Anabatistas. Realmente parece ter sido o seu princípio dominante desde o tempo de Tertuliano até o presente”.

Tertuliano nasceu exatamente 50 anos depois da morte do apóstolo João.

III

Os batistas não creem na sucessão apostólica. O ofício apostólico cessou com a morte dos apóstolos. Às suas Igrejas, que Cristo prometeu uma continua existência desde quando organizou a primeira delas durante o seu ministério terrestre até que ele venha outra vez, ele prometeu:

“Edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mat. 16:18).

Quando ele proferiu a Grande Comissão, que foi confiada à Igreja para execução, ele prometeu:

“Estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos”. Mat. 28:20.

Esta Comissão – este trabalho – não foi dado aos apóstolos como indivíduos, mas a eles e aos demais presentes na sua capacidade de membros de Igreja. Os apóstolos e demais que o ouviram pronunciá-la, cedo morreram. Mas, sua Igreja tem vivido através dos séculos, fazendo discípulos, batizando-os e ensinando-lhes a verdade – as doutrinas – que ele comissionou à Igreja de Jerusalém. E as igrejas fiéis têm sido abençoadas com a sua presença, palmilhando com Ele através dos Rastos de Sangue.

Esta história mostra como a promessa do Senhor às suas igrejas tem sido cumprida. O Dr. Carroll mostra que Igrejas tem sido encontradas em todos os séculos” que ensinam as doutrinas comissionadas por Cristo a elas. Ele chama a essas doutrinas “característicos” das Igrejas do Novo Testamento.

CARACTERÍSTICOS DAS IGREJAS DO

NOVO TESTAMENTO

  1. Seu cabeça e fundador: – Cristo. Ele é o legislador; a Igreja só executa essas leis. (Mat. 16:18, Col. 1:18).
  2. Sua única regra de fé e prática:a Bíblia – (II Tim. 3:15-17).
  3. Seu nome:“Igreja” ou “Igrejas”. (Mat. 16:18; Apoc. 22:16).
  4. Seu governo:Democrático – todos os membros iguais (Mat. 2:24-28, Mat. 23:5-12).
  5. Seus membros: – Somente pessoas salvas – (Efés. 2:21, 1 Ped. 2:5).
  6. Suas ordenanças:Batismo dos crentes e depois disto a Ceia do Senhor. (Mat. 28:19-20).
  7. Seus oficiais: – Pastores e diáconos. – (I Tim. 3:1-16).
  8. Seu trabalho: – Pregar a salvação às pessoas, batizando-as (com um batismo que concorde com todas as exigências da Palavra de Deus), “ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado”. (Mat. 28:16-20).
  9. Seu plano financeiro: – Assim (dízimos e ofertas) ordenou também o Senhor aos que anunciam o Evangelho, que vivam do Evangelho” (I Cor. 9:14). |
  10. Suas armas de combate: – Espirituais e não carnais. (1I Cor. 10-4, Efés. 6:10-20) .
  11. Sua independência – Separação entre a Igreja e o Estado. (Mat. 22:21).

IV

Em qualquer cidade onde existam diferentes igrejas, todas proclamam ser a verdadeira. Dr. Carroll fez como o senhor pode fazer agora: tome os característicos ou ensinos das diferentes igrejas e verifique quais delas apresentam esses característicos ou doutrinas. As que os possuírem conforme ensinados na Palavra de Deus, serão as verdadeiras igrejas.

Dr. Carroll seguiu este método no exame das igrejas de todos os séculos. Ele encontrou muitas que se afastaram desses “caraterísticos ou doutrinas”. Outras igrejas, contudo, ele encontrou que mantinham estes característicos em cada dia e em cada época assim corno disse Jesus:

“Edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Mat. 16:18.

“Estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos”. Mat. 28-20.

CAPÍTULO I

25 A. D.

 “Lembra-te dos dias da antiguidade, atenta para os anos de muitas gerações: pergunta a teu pai e ele te informa, aos teus anciãos e eles to dirão.” – Deut. 32:7.

  1. 0 que conhecemos hoje como “Cristianismo” ou religião cristã começou com Cristo entre os anos 25 e 30 da nossa era, dentro dos limites do Império Romano. Este foi um dos maiores impérios que o mundo tem conhecido em toda a sua história.
  1. Império Romano abrangia quase a totalidade do mundo conhecido e habitado. Tibério César era o seu imperador.
  1. Quanto à religião o Império Romano era pagão. Tinha uma religião politeísta, isto é, de muitos deuses. Alguns eram deuses materializados e outros deuses imaginários. Havia muitos devotos e adoradores desses deuses. Não era simplesmente uma religião do povo, mas também do Império. Era uma religião oficial. Estabelecida por lei e protegida pelo governo. (Mosheim Sancionada, vol. 1, cap. 1).
  2. O povo judeu deste período não constituía propriamente uma nação separada, uma vez que se encontravam judeus espalhados através de todo o Império. Eles tinham ainda o seu templo em Jerusalém e ali vinham adorar a Deus; estavam, pois, ciosos da sua religião. Mas, semelhantemente aos pagãos encheram-se de formalismo e perderam seu poder. (Mosheim, col. 1, cap. 2).
  1. Não sendo a religião de Cristo uma religião deste mundo, não lhe deu o seu fundador um chefe terreno nem qualquer poderio temporal. Sua Igreja não procurou secularizar-se, nem qualquer, apoio de qualquer governo. Ela não procurou destronar a César. Disse Jesus: “Dai pois a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mat. 22:19-22; Mar. 12:17; Luc. 20:20). Sendo uma religião espiritual, não visava rivalizar-se com os governos terrenos. Seus aderentes, ao contrário, eram ensinados a respeitar todas as leis civis, como também os governos. (Rom. 13:1-7, Tito. 3:1, I Ped. 2:13-16).
  1. Desejamos agora chamar sua atenção para alguns dos característicos ou sinais desta religião – a religião cristã. O leitor e eu vamos traçar uma linha através destes 20 longos séculos, e com especialidade, através dos 1.200 anos de trevas da meia-noite, escurecidos pelos rios e mares do sangue mártir, razão porque necessitamos compreender bem estes característicos. Eles serão muitas vezes terrivelmente desfigurados. Não obstante haverá sempre algum característico indelével. Mas ainda nos deixarão de sobreaviso, cuidadosos e suplicantes. Encontraremos muita hipocrisia como também muita farsa. É possível que até escolhidos sejam enganados e traídos. Desejamos se for possível, traçar através da história verossímil, mas principalmente através da história verdadeira e infalível, palavras e característicos da verdade divina.
ALGUNS CARACTERÍSTICOS CERTOS E INFALÍVEIS

Se atravessando os séculos encontramos um grupo ou grupos de pessoas fugindo à observância destes característicos distintivos e enunciando outras coisas além das doutrinas fundamentais, tomemos cuidado.

  1. Cristo, o autor da religião cristã, reuniu seus seguidores numa organização, a que chamou “igreja”. E aos discípulos competia organizar outras igrejas como também “fazer” outros discípulos. (Baptist. Successions – Ray – Revised Edition, 1o).
  1. Nesta organização, ou Igreja, de acordo com as Escrituras e com a prática dos apóstolos, desde cedo foram criadas duas classes de oficiais e somente duas: pastores e diáconos. O pastor era também chamado “bispo”. Ambos eram escolhidos pela Igreja, e para servirem à Igreja.
  1. As Igrejas no seu governo e disciplina eram inteiramente separadas e independentes entre si. Jerusalém não tinha autoridade sobre Antioquia; n em Antioquia sobre Éfeso; nem Éfeso sobre corinto e assim por diante. Seu governo era Democrático. Um governo do povo, pelo povo, e para o povo.
  1. À Igreja foram dadas duas ordenanças, e somente duas, o Batismo e a Ceia do Senhor. São memoriais e perpétuas.
  2. Somente os “Salvos” eram recebidos para membros das Igrejas. (At. 2:47). Eram salvos unicamente pela graça, sem qualquer obra da lei (Efés. 2:5, 8, 9). Os salvos e eles somente deviam ser imersos em nome do Pai e do Filho e do Espirito Santo (Mat. 28:19). E unicamente os que eram recebidos e batizados participavam da Ceia do Senhor, sendo esta celebrada somente pela Igreja e na capacidade de Igreja.
  1. Somente as Escrituras Sagradas e, em realidade, o Novo Testamento são a única regra de fé e de vida, não somente para a Igreja como organização, mas também para cada crente como indivíduo.
  1. Cristo Jesus, O fundador da igreja e O salvador de seus componentes, é o seu único sacerdote e rei, seu senhor e legislador e único cabeça das igrejas. Estas executavam simplesmente a vontade do seu Senhor expressa em suas leis completas, nunca legislavam ou emendavam ou abrigavam velhas leis ou formulavam novas.
  1. A religião de Cristo era individual, pessoal e puramente voluntária ou persuasiva. Sem nenhuma compulsão física ou governamental. Uma matéria de exame individual e de escolha pessoal. “Escolhei” é a ordem das Escrituras. Ninguém seria aceito ou rejeitado para viver como crente, por procuração ou compulsão de outrem.
  1. Note bem! Nem Cristo nem os seus apóstolos deram em qualquer tempo aos seus seguidores designações como “Católico”, “Luterano”, “Presbiteriano”, “Episcopal”, etc. (A não ser o nome dado por Cristo a João, que passou a ser chamado “O Batista”, João Batista”. (Mat. 11:11 e 10 ou 12). Outras vezes, Cristo chamou “discípulo” ao indivíduo que o seguia. Dois ou mais seguidores eram chamados “discípulos”. A assembleia de discípulos, quer em Jerusalém ou Antioquia ou outra qualquer parte era chamada “Igreja”.

Se eles fossem se referir a mais de uma desses organizações autônomas, as nomeariam como “Igrejas”. A palavra “igreja”, no singular, nunca foi usada para designar mais de uma destas organizações. Nunca igualmente serviu para designar a totalidade delas.

  1. Arrisco em dar mais um característico distintivo. Chamá-lo-ei – completa separação entre a Igreja e o Estado. Não combinação, não mistura da religião com o governo secular. E adiciono a isto a completa liberdade religiosa para todos.

E agora, antes de prosseguir com a história religiosa propriamente, deixai-me dizer alguma coisa sobre o

MAPA

Creio que se o leitor estudar cuidadosamente o mapa colocado no apêndice deste livro, compreenderá melhor a História e ajudará a sua memória em reter aquilo que ouvir e ler.

Lembre-se que esse mapa pressupõe cobrar um período de 2.000 anos de história religiosa.

Observe agora em cima e em baixo do mapa as indicações – 100, 200, 300, até 2.000. Elas representam os 20 séculos, sendo que cada século aparece separado pelas linhas verticais. Observe-o agora, quase em baixo. Há uma linha reta que corre da esquerda para a direita ao longo de todo o mapa.

As linhas longitudinais guardam mais ou menos as mesmas distancias das linhas verticais. Mas o leitor não pode vê-las em todo o percurso. Elas estão cobertas por muitos pontos pretos, os quais representam a época que é conhecida como “A Idade das Trevas”. (Idade média). Serão explicadas depois.

Entre as duas linhas inferiores estão os nomes dos países: Itália, Inglaterra, Espanha, França, etc., terminado com a América do Norte. Estes são os nomes dos países onde grande parte da história se desenrolou, sendo que os fatos aparecem ligados aos nomes dos países onde se deram. Certamente que nem toda a história se deu nesses países, mas alguns de seus fatos neles ocorreram, dentro de determinados períodos. Alguns fatos notáveis da História se deram nesses países naquelas épocas especiais.

Agora, observe outra vez quase em baixo do mapa, outras linhas ou pouco mais elevadas. Compreendem também um pouco da “Idade das Trevas” e estão cheias de nomes, mas desta vez não são nomes de países. Elas contêm todas as alcunhas ou nomes que Lhes foram dados por seus inimigos. Cristãos – este é o primeiro: “E em Antioquia foram os discípulos pela primeira vez chamados cristãos”. (At. 11:26). Isto ocorreu no ano 43 A. D. mais ou menos. Qualquer judeu ou pagão usava este nome contra os cristãos como um meio de escarnecê-los. Todos os demais nomes desta coluna foram dados de igual maneira: Novatistas, Montanistas, Donatistas, Paulicianos, Albingenses, Waldenses, etc. e Anabatistas. Todos estes apareceram depois e serão apresentados com o correr do estudo. Mas, olhe novamente o mapa. Veja 05 círculos vermelhos. Eles estão espalhados em todo ele. Representam igrejas. Somente igrejas locais, na Ásia, na África, na Europa, nas montanhas e nos vales e assim por diante. Visto que o vermelho representa o sangue, elas representam o sangue dos mártires. Cristo, seu fundador morreu na cruz. Todos os outros, senão dois, João e Judas, sofreram o martírio. Judas traiu o seu Senhor e suicidou-se. João, segundo a tradição, foi lançado em um grande caldeirão de óleo quente.

Poderia notar agora alguns círculos que estão salpicados de preto. Eles representam igrejas também. Mas igrejas desviadas. Igrejas que se tomaram erradas na vida e na doutrina. Houve certo número destas mesmo antes da morte de Pedro, Paulo e João.

Tendo terminado a introdução geral e dado algumas preliminares essenciais passemos à história regular.

PRIMEIRO PERÍODO
30 A 500 A.D.
  1. Sob a liderança maravilhosa e singular de João Batista, o homem eloquente do deserto e sob a delicada influencia e milagres e serviços do próprio Cristo e a maravilhosa pregação dos 12 apóstolos e os imediatos, a religião cristã se desdobrou poderosamente nos primeiros 500 anos de sua história. Contudo, por outro lado um terrível rasto de sangue deixou atrás de si. O judaísmo e paganismo contestaram amargamente todo o avanço do movimento. João Batista foi o primeiro dos grandes líderes a dar sua vida. Sua cabeça foi cortada. Logo em seguida, vem o próprio Salvador, o fundador da religião cristã, que morreu na cruz. A cruel morte de cruz.
  1. Seguindo seu Salvador em rápida sucessão muitos outros heróis foram derrubados pelo martírio. Estêvão foi apedrejado, Mateus morto na Etiópia, Marcos arrastado através das ruas até morrer, Lucas enforcado, Pedro e Simeão crucificados. André amarrado a uma cruz, Tiago degolado; Felipe, crucificado e apedrejado; Bartolomeu esfolado vivo; Tomé traspassado com lanças; Tiago, o menor, foi arrancado do templo e espancado até morrer; judas (o zelote) morreu cravejado de flechas; Matias apedrejado e Paulo decapitado!
  2. Mais que um século se passou antes que todas estas coisas tivessem sucedido. E esta cruel perseguição judeu-pagã continuou por mais dois séculos. E, ainda assim, poderosamente se espalhava a religião cristã. Ela penetrou em todo o Império Romano, Europa, Ásia, África, Inglaterra, Gales e por toda parte onde existia qualquer rasto da civilização. As igrejas multiplicaram-se grandemente e o número de discípulos aumentava continuamente. Todavia, algumas das igrejas começaram a descambar para o erro.
  1. A primeira das mudanças aos ensinos do Novo Testamento foi no tocante ao governo da Igreja e à doutrina. Nos primeiros dois séculos, as igrejas locais multiplicaram-se rapidamente e algumas mais depressa do que outras, como Jerusalém, Antioquia, Éfeso, Corinto, etc. Jerusalém, por exemplo, tinha muitos milhares de membros (At. 2:41, 4:4, 5:14) possivelmente 25.000 ou talvez 50.000 ou mais. O cuidadoso estudante do livro de Atos e das epístolas verá que Paulo estava permanentemente preocupado em manter algumas das igrejas fiéis, quanto às doutrinas. Veja as profecias de Pedro e Paulo com respeito às futuras igrejas (II Ped. 2:12, At. 20:29-31. Veja também Apoc. caps. 2 e 3).

Estas grandes igrejas possivelmente tinham grandes pregadores e anciãos. (At. 20:17). Alguns dos bispos e pastores começaram a usar de uma autoridade que não Lhes fora dada no Novo Testamento. Alguns começaram a exercer certa autoridade sobre outras igrejas maiores e também menores. E juntamente a muitos ancião, começaram a assenhorear-se da herança do Senhor (III João 9). Aqui estava o início de um desvio que se multiplicou em muitos erros igualmente perniciosos.

Aqui estava o gérmen das diferentes ordens no ministério, chegando finalmente ao que hoje é praticado por outros, tanto quanto pelos católicos. Aqui foi o início daquilo que resultou numa mudança radical no governo democrático original das primeiras igrejas. Esta irregularidade começou em pequena escala, ainda antes do início do 22 século. Este foi provavelmente, o primeiro afastamento sério da norma de uma igreja do Novo Testamento.

  1. Uma outra mudança vital encontrada na História antes do início do 2oséculo foi na grande doutrina de salvação pela graça. Os judeus, assim como os pagãos, tinham sido treinados durante muitas gerações, com a ênfase do culto, no cerimonial. Eles costumavam considerar os tipos pelos antítipos, as sombras pelas substancias reais, tornando o cerimonial como verdadeira agência de salvação. Quão simplesmente chegaram a considerar assim o batismo! Assim eles arrazoavam: A Bíblia tem muito que dizer com relação ao batismo. Muita ênfase é colocada na ordenança e no dever concernente a ela. Evidentemente ela deve ter algo a ver com a salvação. Desta forma criou corpo a ideia da ”Regeneração Batismal”, iniciada neste período que começou a ganhar aceitação em algumas igrejas” (Shackelford, pág. 57; Camp. pág. 47; Benedito, pág. 286; Mosheim, vol. 1, pág. 134; Cristiano, pág. 28).
  1. O erro seguinte a este e, do qual, encontramos menção em alguns historiadores (não todos) teve início no mesmo século e podemos dizer que veio como consequência imediata da ideia da ”Regenerarão Batismal”. Este erro consistia na mudança dos candidatos ao batismo. Depois que o batismo foi considerado como uma agência ou meio de salvação, pelas igrejas desviadas, quanto mais depressa fosse ele administrado, tanto melhor. Em consequência surgiu o “batismo infantil”. Antes disto “crentes” e “crentes” somente, eram considerados em condições de submeterem-se ao batismo. “Aspersão” e “derramamento” eram formas até então desconhecidas. Vieram muito mais tarde. Por vários séculos os infantes eram, como os demais, imersos. A Igreja Ortodoxa Grega (que é um grande ramo da Igreja Católica) até hoje não mudou a forma original de batismo. Ela pratica o batismo infantil, mas nunca procedeu de outro modo que não o da imersão das crianças. Nota: Alguns historiadores da igreja põem O início do batismo infantil neste século, mas eu citarei um pequeno parágrafo das “Robinson’s Ecclesiastical Researches” (Pesquisas Eclesiásticas de Robinson):

“Durante os primeiros três séculos as congregações espalhadas no oriente funcionaram em corpos independentes e separados, sem subvenção por parte do governo, e, consequentemente, sem qualquer poder secular da Igreja sobre o Estado ou vice-versa. Em todo esse tempo as igrejas batizavam e, segundo o testemunho os Pais dos primeiros 4 séculos, até Jerônimo (370, A. D.), na Grécia, Síria e África, é mencionado um grande número de batismos de adultos, sem a apresentação de ao menos um batismo de criança, até o ano 370 A. D.” (Compêndio de história batista por Shackelford, p. 43; Vedder p. 50; Chrishan p. 31; Orchard p. 50, etc.).

  1. Convém-nos lembrar que estas mudanças não foram feitas em um dia e nem tampouco dentro de um ano. Elas foram aparecendo lentamente e nunca, a um só tempo, dentro de todas as igrejas. Algumas igrejas vigorosamente as repudiavam. Tanto que em 251 A. D. algumas igrejas leais declararam-se contrárias às igrejas que aceitavam e praticavam tais erros. Desta maneira veio a primeira ruptura completa entre as igrejas.
  1. Notamos, pois, que durante os três primeiros século houve três e sérios desvios dos ensinos de Cristo e de seus apóstolos. E um significativo evento aconteceu. Note este sumário e recapitulação:
  • Mudança quanto à concepção da função do bispo ou pastor e do governo da Igreja, conforme aparece nas páginas do Novo Testamento. Esta mudança desenvolveu rapidamente e foi se tornando mais pronunciada, se bem que também altamente nociva.
  • Mudança quanto aos ensinos do Novo Testamento, com relação à regeneração, pela ideia da ”regeneração batismal”.
  • Mudança no tocante à administração do batismo às crianças, em vez de somente aos crentes. (Esta não se tornou geral e nem tão frequente até o século seguinte).
  1. A ”regeneração batismal” e “batismo infantil”. Estes dois erros são, na opinião da bem esclarecida história, causadores de maior derramamento de sangue dos crentes, através dos séculos, do que todos os outros erros combinados ou, possivelmente, do que todas as guerras, não contando com as perseguições se deixarmos de lado a primeira “guerra mundial”. Mais de 50.000.000 de cristãos sofreram o martírio, principalmente por causa de rejeitarem esses dois erros, no período da “idade das trevas”, portanto 12 ou 13 séculos.
  1. Três eventos significativos podem ser encontrados na história dos primeiros três séculos, os quais foram observados pela grande maioria das igrejas:
  • A separação e independência das igrejas.
  • 0 caráter subordinado dos bispos ou pastores.
  • 0 batismo somente para crentes.

Vou citar agora Mosheim, o maior de todos os historiadores luteranos – vol. 1, pág. 71 e 72: “Mas qualquer que suponha que os bispos desta idade de ouro da igreja tinham função idêntica à dos bispos dos séculos seguintes, está confundindo coisas bastante diferentes, pois que neste século e nos seguintes um bispo tinha o encargo de uma só igreja, com a qual podia ordinariamente se reunir em uma casa particular; não era ele o senhor da igreja, mas realmente o seu ministro, ou servo… Todas as igrejas nos primitivos séculos eram corpos independentes, nenhuma delas sujeita à jurisdição de qualquer outra. Além disto, as igrejas que tinham sido fundadas pelos apóstolos tinham frequentemente a honra de consultá-los sobre os casos duvidosos, e, mesmo nestes casos, eles não exerciam uma autoridade judicial, nem controle nem a prerrogativa de dar-lhes leis. Ao contrário, é tão claro como o meio-dia que todas as igrejas cristãs tinham iguais direitos e andavam sob todos os respeitos em pé de igualdade”.

  1. Durante este período, não obstante as muitas e sérias perseguições, o Cristianismo fez maravilhoso progresso. Ele tinha alcançado e ultrapassado os limites do Império Romano. Quase todo o mundo habitado ouviu o evangelho. E, de acordo com alguns historiadores da Igreja, muitas das igrejas neotestamentário, organizadas pelos apóstolos, estão ainda intactas e leais aos ensinos apostólicos. Contudo, como temos mostrado, um grande número de erros característicos e perniciosos foram introduzidos e permaneceram em muitas igrejas. Algumas tornaram-se muito irregulares.
  1. As perseguições tinham se tornado terrivelmente amargas. Próximo ao início do 4oséculo veio, possivelmente, o primeiro e definitivo édito do governo, autorizando a perseguição. O crescimento maravilhoso do Cristianismo tinha alarmado os líderes pagãos do Império Romano. Então o imperador Galério expediu um édito autorizando mais severa perseguição. Isto ocorreu em 24 de fevereiro de 303 A.D. Até este tempo parece que o paganismo tinha feito a perseguição sem a sanção de uma lei.
  1. Mas este édito falhou inteiramente no seu propósito de impediu o crescimento do Cristianismo e o mesmo imperador Galério, 8 anos depois, promulgou um outro édito anulando o primeiro e concedendo TOLERÂNCIA – permissão para viver a religião de Jesus Cristo. Esta foi provavelmente, a primeira lei favorável ao Cristianismo.
  1. Até o início do ano 313 A. D., o Cristianismo tinha alcançado uma poderosa vitória sobre o paganismo. Um novo imperador veio ocupar o trono do Império Romano. Ele evidentemente reconheceu algo do misterioso poder dessa religião que continuava a crescer, não obstante a intensidade da perseguição. A História diz que este Imperador que não era outro senão Constantino, teve uma maravilhosa e real visão. Divisou no céu uma CRUZ de brilhante luz vermelha na qual estavam escritas a fogo as seguintes palavras: “Com este sinal vencerás”. Constantino interpretou isto como uma ordem para que se tornasse cristão. Entendeu ainda que abandonando o paganismo e uniu do o poder temporal do Império Romano ao poder espiritual do Cristianismo o mundo seria facilmente conquistado. Deste modo, a religião cristã se tornaria uma religião universal e o Império Romano o Império de todo o mundo.
  1. Assim sob a liderança do Imperador Constantino veio um descanso, um galanteio e uma proposta de casamento. Império Romano por intermédio do seu imperador pediu em casamento o Cristianismo. “Dê-nos o seu poder espiritual e em troca lhe daremos nosso poder temporal.”
  1. Para tornar efetiva e consumada esta profunda união, um concílio foi convocado. Em 313 A. D. foi feita uma convocação para que fossem enviados, juntamente, representantes de todas as igrejas cristãs. Muitas, mas nem todas, vieram. A aliança estava consumada. Uma hierarquia foi formada. Na organização desta hierarquia Cristo foi destronado como cabeça das igrejas e Constantino foi entronizado (ainda que temporariamente, já se vê) como cabeça da igreja.
  1. Na hierarquia estava definitivamente começando a desenvolver-se no que conhecemos hoje como igreja Católica ou universal. Pode-se dizer que isso tinha começado, se bem que, indefinidamente, já no fim do 2oséculo ou no início do 3o quando as novas ideias com referência aos bispos e ao governo da Igreja começaram a se formar.
  1. Deve ser também claramente lembrado que, quando Constantino fez a convocação para o citado Concílio houve muitos cristãos (batistas) que deixaram de responder à mesma. Eles não aprovavam o casamento da religião com o estado, nem a centralizarão do governo religioso, nem a criação de um tribunal religioso mais elevado, de qualquer espécie que não fosse a Igreja local. Estes cristãos (batistas) bem como suas igrejas deste tempo ou mais tarde não aceitaram a hierarquia denominacional católica.
  1. Quando esta hierarquia foi criada, Constantino, que tinha sido feito o seu cabeça, não era ainda cristão. Ele tinha decidido tornar-se, mas como as igrejas que o acompanharam na fundação desta organização hierárquica, tinham adotado o erro da regenerarão batismal, uma série questão se levantou na mente e Constantino: Se eu sou salvo dos meus pecados pelo batismo, como escapar os meus pecados posteriores ao batismo?” Constantino levantou assim. uma questão que iria perturbar o mundo em todas as gerações seguintes. Pode o batismo lavar de antemão os pecados não cometidos? Ou, são os pecados cometidos antes do batismo lavados por um processo (isto é, pelo batismo) e os cometidos depois do batismo, por um outro processo?
  1. Não tendo sido possível resolver satisfatoriamente a muitas questões assim levantadas, Constantino resolveu finalmente unir-se aos cristãos, mas adiando o seu batismo para mais perto da morte, porque assim todos os seus pecados poderiam ser lavados de uma só vez. Este propósito ele seguiu e não havia sido ainda batizado até pouco antes da sua morte.
  1. Abandonando a religião pagã e aderindo ao Cristianismo, Constantino incorreu em séria reprovação por parte do Senado Romano. Eles repudiaram ou, ao menos, opuseram-se à sua resolução. Esta oposição resultou finalmente na mudança da sede do Império de Roma para Bizâncio, uma velha cidade reedificada, que logo depois teve o nome mudado para Constantinopla, em honra a Constantino.

Como resultado surgiram duas capitais para o Império Romano: Roma e Constantinopla. Essas duas cidades, rivais por vários séculos, por fim se tomaram o centro da Igreja Católica dividida: Romana e Grega.

  1. Até à organização da hierarquia e da união entre a Igreja e o Estado todas as perseguições ao Cristianismo tinham sido feitas pelo judaísmo ou então pelo paganismo. Agora houve uma séria mudança. Os cristãos nominais começaram a perseguir os cristãos. 0 desejo de Constantino de ter todos os cristãos unidos a ele, expressa pela sua nova ideia de uma religião unida ao Estado e opondo-se a muitos que conscientemente repudiavam o afastamento dos ensinos do Novo Testamento começou a usar o poder do governo para os perseguir. Começaram então os dias e anos e até séculos de uma tenaz perseguição contra os cristãos que eram leais ao Cristianismo original e aos ensinos apostólicos.
  1. Lembremo-nos agora que estamos considerando eventos que se deram entre os anos 300 e 500 A. D.

A hierarquia organizada sob a liderança de Constantino, rapidamente se concretizou naquilo que agora conhecemos como Igreja Católica. E a novel igreja se associou ao governo temporal, não mais para ser simplesmente a entidade executiva das leis completas do Novo Testamento, mas começou a ser legislativa, começando a emendar e anular leis primitivas, bem como a criar regras completamente estranhas à letra e ao espírito do Novo Testamento.

  1. Uma das primeira ações legislativas da Igreja, e uma das mais subversivas quanto aos resultados foi o estabelecimento, por lei, do batismo infantil.

Em virtude desta lei o batismo infantil tornou-se compulsório. Isto ocorreu em cerca de 416 A. D. Ele já existia, em casos esparsos, provavelmente, um século antes desde decreto. Mas, com a efetivação por lei desta prática dois princípios do Novo Testamento foram naturalmente abordados: – o do “batismo dos crentes” e o da “obediência voluntária ao batismo”.

  1. Como consequência inevitável desta nova doutrina e lei, as igrejas desviadas foram rapidamente se enchendo de membros inconversos. E de fato não se passaram muitos anos até que a maioria, provavelmente, de seus membros fosse composta de pessoas não regeneradas. Assim os grandes interesses espirituais do Reino de Deus caíram nas mãos de um incrédulo poder temporal. Que se poderia esperar então?
  1. Por outro lado, os crentes e igrejas leais rejeitaram esta nova lei. Certamente que o “batismo de crentes”, o “batismo do Novo Testamento” era a única lei para eles. Eles não só recusaram a batizar suas crianças, mas, crendo que o batismo devia ser ministrado a crentes somente, recusaram também aceitar como válido o batismo feito pelas igrejas antiescriturística. Se alguns dos membros da igreja hierárquica quisessem se filiar a uma das igrejas fiéis era-lhes exigido uma experiência cristã e o rebatismo.
  1. O rápido curso seguido pelas igrejas leais provocou um grande desprazer aos fanáticos da religião do Estado, muitos, senão a maioria, dos quais não era de genuínos convertidos. O nome “cristão” entretanto foi negado às igrejas que não aceitavam os novos erros. Uma vez privados disto, foram chamados por outros nomes, alguns por uns e outros por outros, como sejam: Montanistas, Tertulianistas, Novacianos, Patelina, e alguns, ao menos, por causa do costume de rebatizar os que haviam sido batizados na infância, foram chamados “Anabatistas”.
  1. Em 426 A.D., justamente 10 anos depois do estabelecimento legal do batismo infantil, foi iniciado o tremendo período que conhecemos como “Idade das Trevos” (Idade Média, nota do trad.). Que período! Quão tremendo e sanguinolento o foi! A partir de então, por mais uma dezena de séculos o rasto do cristianismo do Novo Testamento foi grandemente regado pelo sangue dos cristãos. Observe no mapa alguns dos muitos O Rasto de Sangue diferentes nomes suportados pelos perseguidos. Vários destes nomes foram dados por causa de alguns atos heroicos de determinado líder e alguns por outras causas, sendo que os nomes assim dados variavam frequentemente, tanto com os países como com o correr do tempo.
  1. Foi ainda no alvorecer da “Idade das Trevas” que o Papismo tomou corpo definitivo. Seu início data de Leão II de 440 a 461 A.D. Este título, semelhantemente ao nome dado à Igreja Católica, tinha possibilidade de um amplo desenvolvimento. O nome aparece aplicado primeiramente, para designar o bispo de Roma, 296404 A.D. mas foi formalmente adotado pela primeira vez por Cirilo, bispo de Roma 384-398. Mais tarde foi adotado oficialmente por Leão II, 440461. Sua universalidade foi reclamada em 707. Alguns séculos mais tarde foi declarado por Gregório VII, ser o título exclusivo do Papado.
  1. Agora darei uma súmula dos mais significativos eventos deste período de cinco séculos:
  1. A mudança gradual do governo democrático da Igreja para o governo eclesiástico.
  2. A mudança da salvação pela graça para a salvação pelo batismo.
  3. A mudança do batismo de crentes para batismo infantil.
  4. A hierarquia organizada. Casamento da Igreja com Estado.
  5. A sede do Império mudada para Constantinopla.
  6. O Batismo Infantil estabelecido por lei e tornado compulsório.
  7. Os cristãos nominais começam a perseguir os cristãos.
  8. A “Idade de Trevas” começa em 426 A. D.
  9. A espada e a tocha, de referência ao Evangelho, que se tornou o poder de Deus para a salvação.
  10. Todo o vestígio de liberdade religiosa é desfeito, coberto e enterrado por muitos séculos.
  11. As igrejas fiéis ao Novo Testamento são perseguidas e tratadas por nomes diversos. São ainda açuladas para o mais longe possível do poder temporal católico. O remanescente destas igrejas se espalhou por todo o mundo e é achado, talvez escondido, em florestas, montanhas, vales, antros e cavernas da terra.

CAPÍTULO II

600-1300 A. D.
  1. Encerramos o 1ocapítulo com o fim do 5° século. E ainda um grande número de fatos que tiveram seu princípio naqueles séculos não foi mencionado. Tínhamos iniciado as considerações em torno do terrível período que é conhecido na história como “Idade Média”. Trevas, sangue, e terror houve desde o seu início. As perseguições pelo estabelecimento da Igreja Católica Romana são duras, cruéis e perpétuas. A guerra de extermínio prosseguiu persistente e inexoravelmente, obrigando os cristãos a se refugiarem em muitas terras. O “Rasto de Sangue” é quase tudo que resta em qualquer lugar. Especialmente através da Inglaterra, Gales, África, Armênia, Bulgária. Certo é que em qualquer lugar cristãos seriam achados os que estavam decididos a permanecerem restritamente leais ao Novo Testamento.
  2. Agora chamaremos atenção aos concílios denominados ecumênicos ou Concílios do Império. Será por bem baseados no chamado concílio de Jerusalém (Ver Atos 15). Mas provavelmente nada terá sido mais dessemelhante com o mesmo nome do que estes concílios – chamamos agora a atenção para somente oito, e estes convocados por diferentes imperadores. Nenhum deles pelos Papas e todos eles realizados entre as igrejas do Oriente ou Igrejas Gregas. Assistiram-nos todavia, alguns representantes do ramo ocidental ou da Igreja Romana.
  1. O primeiro desses concílios foi realizado em Nice ou Nicéia em 325 A.D. Foi convocado por Constantino, o Grande, e foi assistido por 318 bispos.

O segundo reuniu-se em Constantinopla em 3B1 A.D. Foi convocado por Teodósio, o grande. Assistiram-no 150 bispos. (Nos séculos primitivos a palavra bispo designava simplesmente pastores de igrejas locais).

O terceiro foi convocado por Teodósio II e por Valentiano III. Este contou com a presença de 250 bispos. A reunião se efetuou em Éfeso em 431 A.D.

O quarto reuniu-se na Calcedônia em 451 A.D., e foi convocado pelo imperador Marciano. Quinhentos ou 600 bispos metropolitanos, (metropolitanos eram pastores da cidade ou pastores de primeira igreja), estiveram presentes a este concilio. Nele foi promulgada a doutrina que conhecemos como “Mariolatria“. Este dogma compreende a adoração de Maria, mãe de Cristo. Esta nova doutrina no princípio criou grande tumulto. Houve sérias objeções, mas finalmente foi aceita como doutrina da Igreja Católica.

O quinto destes 8 concílios foi realizado em Constantinopla. Foi o segundo que se realizou ali. Foi convocado por Justiniano em 553 A.D. e assistido por 165 bispos – este concílio aparentemente teve por objetivo condenar certos escritos.

No ano 680 A.D. o sexto concilio foi convocado. Também foi realizado em Constantinopla e foi convocado por Constantino Pogonato, para condenar heresias. Durante este concilio o Papa Honório foi deposto e excomungado. Até este tempo a infalibilidade não tinha sido declarada.

O sétimo concílio foi chamado para se reunir em Nicéia em 787 A.D. Foi o segundo a se realizar neste lugar. A imperatriz Irene o convocou. Nele parece ter tido início definitivo a adoração de imagens e o culto aos santos. Podeis, por esta amostra, perceber que o povo de então já estava se tornando mais paganizado que cristianizado.

O último dos concílios convocados pelos imperadores aos quais chamamos “Concílios do Oriente” reuniu-se em Constantinopla em 869 A.D. Foi convocado por Basilio Maredo. A Igreja Católica tinha entrado em séria tribulação. Havia se levantado uma calorosa controvérsia entre os cabeças dos dois grandes ramos do catolicismo: acidental e oriental ou romano e grego. Pônico, o grego, em Constantinopla, e Nicolau I em Roma. Foi tão grande a desavença entre eles que chegaram a se excomungar mutuamente. Desta forma por um pouco de tempo o catolicismo ficou inteiramente sem um cabeça. O concilio foi convocado principalmente para dirimir esta dificuldade. Esta cisão no tronco do catolicismo nunca foi até hoje, completamente desfeita. Desde esse tempo até hoje, todas as tentativas para desfazê-la têm falhado. O poder de Latrão (isto é, dos Papas) desde esse tempo começou a ter ascendência. Não os imperadores, mas os Pontífices passaram a convocar os concílios. E os últimos concílios serão considerados em estudo subsequente.

  1. Há uma nova doutrina para a qual não podemos deixar de atentar. Há, sem dúvida, outras, mas uma especialmente que remos considerar e esta é a da “comunhão infantil”. As crianças eram não somente batizadas, mas recebidas na Igreja e consideradas membros dela, e portanto, devidamente habilitadas A Ceia do Senhor. Como administrar isto, era o problema, mas foi resolvido embebendo o pão no vinho. Isto foi praticado por anos. E depois de algum tempo uma nova doutrina foi adicionado a esta. Passou a ser ensinado que a ceia era um outro meio de salvação. Uma outra nova doutrina foi mais tarde adicionada a esta. E sobre ela voltaremos a falar mais tarde.
  1. Durante o 5oséculo, no 4o concílio ecumênico, reunido em Calcedônia em 451, uma doutrina inteiramente nova foi acrescentada à já crescente lista de inovações. É a doutrina conhecida como “Mariolatria” ou adoração de Maria, mãe de Jesus. Parece ter sido sentida a necessidade de um novo Mediador. A distância entre o homem e Deus era grande demais para um só mediador, ainda que fosse Cristo o Filho de Deus e realmente Deus-homem. Pensaram ser Maria necessária como outro mediador e orações foram – feitas a ela. Ela existia para levá-los a Cristo.
  1. Duas outras novas doutrinas foram adicionadas no século 8oà fé católica. Ambas foram promulgadas pelo 2o concílio reunido em Nicéia. O 2o concílio reuniu-se ali em 787. A primeira das doutrinas ali adicionadas foi a que é conhecida como “A adoração de imagens”, uma violação direta do seguinte mandamento de Deus:

“Não farás para ti imagens de escultura”. Ex. 20:3, 4, 5. Essa adição é também oriunda do paganismo. Logo depois seguiu-se “o Culto dos Santos”, doutrina que não tem justificação na Bíblia. Somente um exemplo de invocação dos santos aparece na Bíblia e esse mesmo para mostrar sua perfeita insensatez – o rico orando a Abraão em Luc. 16: 24-31. Estas são algumas, não todas, das mudanças revolucionárias aos ensinos do Novo Testamento, que vieram durante esse período da História da Igreja.

  1. Durante o período que estamos considerando os perseguidos foram conhecidos por muitos e variados nomes. Entre eles encontramos Donatistas, Paterinos, Paulicianos Cátaros, e Anabatistas. Um pouco mais tarde sugiram Petrobrussianos, Arnoldistas, Henricianos, Albingenses e Waldenses. Algumas vezes um desses grupos se destacava e outras vezes o outro. Alguns sempre se evidenciavam, por estarem sob persistente e cruel perseguição.
  1. Não devemos pensar que todos os que sofrerem perseguições estavam integralmente fiéis ao Novo Testamento. Na maioria eram leais. E alguns deles, consideradas as circunstancias em que viveram e lutaram, eram maravilhosamente leais. Lembremo-nos de que muitos dos que viveram neste longo período, possuíam somente partes do Novo Testamento ou do Velho Testamento para usar. A imprensa não tinha sido inventada. O que possuíam eram manuscritos em pergaminho ou peles, ou coisa parecida, sendo por isto, grandes e volumosos. Poucas famílias (se é que alguma) ou Igreja possuíam cópias completada da Bíblia. Antes do término formal do Cânon (em fins do século IV), havia provavelmente, muito poucos manuscritos completos do N. T. Dos 1.000 Mss. conhecidos somente uns 30 incluem todos os livros.
  1. Além disso, durante toda a “Idade Média” e o período da perseguição, tenazes esforços foram feitos para destruir os Mss. das Escrituras, nas mãos dos perseguidos. Assim, em muitos casos, os grupos só possuíam pequenas partes da Bíblia.
  1. Será bem de notar também que para prevenir a disseminação dos pontos de vista, de certo modo contrários aos da Igreja Católica, muitos planos e medidas extremas foram adotados. Em primeiro lugar, todo e qualquer escrito, que contivesse ideias diferentes das Católicas, seria queimado, especialmente os livros. Por vários séculos esses planos e medidas foram estrita e persistentemente seguidos. Esta é, de acordo com a História, a principal razão porque é difícil de se apresentar um relato minucioso da História. Por toda parte, os que persistiam em escrever e pregar, experimentaram a morte pelo martírio. Este era um período desesperadamente sangrento. Todos os grupos de heréticos persistentes (assim chamados) e por quaisquer nomes apelidados, em qualquer parte onde vivessem eram cruelmente perseguidos. Os Donatistas e Paulicianos foram proeminentes entre os primeiros desses grupos. Os católicos, estranho como pareça, acusavam a todos que recusavam a abandonar sua fé, que recusavam a crer como católicos – chamando-os de heréticos e os condenavam como tais. Os chamados católicos tinham se tornado mais completamente paganizados e judaizados do que mesmo cristianizados e estavam sendo manejados mais pelo poder civil do que pelo poder religioso. Eles cuidavam mais de fazer novas leis do que de obedecer as de antes estabelecidas.
  1. Daremos em seguida um pouco das muitas variações por que passaram os ensinos do Novo Testamento, durante esses séculos. Elas, provavelmente, nem sempre aparecerão na ordem em que surgiram. De fato, em alguns casos é difícil senão impossível, dar-se a data exata da origem de várias dessas mudanças. Algumas apareceram provavelmente com todo o sistema católico. Cresceram e se desenvolveram. Principalmente nos primeiros anos, seus ensinos foram sujeitos constantemente a mudanças. Estas vinham por acréscimo ou subtração; por substituição ou abrogação. A Igreja Católica não era mais uma igreja conforme o N. T., se é que o foi algum dia. Ela não era mais um corpo puramente executivo, para cumprir as leis de Deus já estabelecidas, mas uma entidade legislativa, não somente por fazer novas leis, como também por ab-rogar a seu jeito as de antes estabelecidas.
  1. Uma das suas declarações deste tempo foi: fora da Igreja não há salvação, da Igreja Católica, criando portanto um dilema: ou o homem é católico, ou está perdido. Não há outra alternativa.
  1. A doutrina das indulgências e a venda de indulgências foi um novo acréscimo absolutamente contrário às doutrinas do Novo Testamento. Mas para tornar prática essa heresia, uma outra precisa ser criada: o estabelecimento de um crédito, que não obstante tivesse o lastro no céu era contudo acessível à terra. Assim, o mérito das “boas obras” como um meio de salvação, devia ser ensinado. Para justificá-lo, colocaram as reservas celestes que davam valor às indulgências passíveis de aumento. O primeiro lastro do fundo das indulgências, foi o que veio pelo trabalho perfeito de Jesus. Como Ele não praticou o mal, a totalidade de suas boas obras não seriam usadas em seu próprio benefício mas colocada no fundo de reservas das indulgências. Ainda mais, todo o excedente das boas obras necessárias à salvação dos apóstolos seria adicionado a esse depósito, bem como excedentes das vidas de todos os santos, o que tornou essa reserva imensamente grande. Mais ainda. Toda essa, imensa riqueza foi creditada à única Igreja (?)!, que tinha permissão para usá-la em suprir as necessidades de algum pecador perdido, cobrindo de cada um o que julgava lhe ser possível pagar, para que lhe beneficiasse com o crédito celestial. Seguiu-se a venda das indulgências. Cada pessoa as poderia comprar para si, ou para seus amigos ou mesmo para os amigos mortos. Os preços variavam na proporção das ofensas cometidas ou a serem cometidas. Isto foi, muitas vezes, levada a absurdos terríveis, dos quais até católicos não descreem. Algumas histórias ou enciclopédias dão uma lista de preços pelos diferentes pecados para os quais as indulgências eram vendidas.
  1. Mas, uma outra nova doutrina se tomou necessária, imperativa mesmo, para tornar efetivas essas duas últimas. É a doutrina chamada do Purgatório, um lugar intermediário entre o céu e o inferno, no qual todos devem passar para serem purificados de todos os pecados veniais. Mesmo os santos devem passar através desse lugar, permanecendo lá até à completa purificação, pelo fogo – a menos que eles possam ser socorridos pela aplicação do lastro das indulgências, o que somente pode ser exercido por meio de orações e compra das mesmas pelos vivos. Daí a venda das indulgências. Um desvio do Novo Testamento leva a outro inevitavelmente.
  1. Cabe perfeitamente aqui um parênteses para mostrar as diferenças entre as igrejas Católico-Romana e Católico-Ortodoxa ou Grega:
  • Quanto às nacionalidades: os ortodoxos são eslavos, congraçando: gregos, russos, búlgaro, sérvio, etc. Os romanos são principalmente latinos, congraçando: italianos, franceses, espanhóis, americanos do Sul, mexicanos e povos da América Central, etc.
  • A Igreja Grega recusa a aspersão ou derramamento como batismo. Os Romanos usam a aspersão, reclamando a si o direito de mudar a fórmula original do batismo, conforme o plano bíblico que é o da imersão.
  • A Igreja Católica Grega continua a observar a prática de comunhão para crianças. A Igreja Romana a tem abandonado, usando-a como um outro meio de salvação.
  • A Igreja Grega na administração da Ceia do Senhor dá o pão e o vinho aos comungantes. A Igreja Romana dá aos comungantes somente o pão, reservando o vinho para o sacerdote.
  • Na Igreja Grega os sacerdotes se casam. Na Igreja Romana eles são proibidos de o fazer.
  • Os Gregos rejeitam a doutrina da infalibilidade papal; os Romanos a aceitam e insistem na sua exatidão. Estes são alguns pontos, aos menos, nos quais essas duas Igrejas divergem. No demais, ao que parece, as Igrejas Grega e Romana, permanecem unidas.
  1. Nossos estudos têm girado em tomo dos 9 primeiros séculos. Entraremos agora no 10oséculo. Olhem, por favor, no mapa. Foi justamente aqui que se deu a separação entre as igrejas Grega e Romana. Depressa veremos, como no correr desses séculos novas leis e doutrinas surgiram – e outras desesperadas n e terríveis perseguições. (Schaff. Herzogg, En. Vol. 11, pág. 90

“O Rasto de Sangue”

  1. Novamente chamamos a atenção dos leitores para aqueles que caíram sob a dura prova da perseguição. Se 50.000.000 pereceram, durante os 1.200 anos da “Idade Média”, como a história parece positivamente ensinar, então morreram em média 4 milhões de crentes por século. Isto parece ir além do que permite a concepção humana. Como já foi mencionado, essa mão de ferro se alimentava com o sangue mártir tirado dos Paulicianos, Arnoldistas, Henricianos, Petrobrussianos, Albingenses, Waldenses e Anabatistas – mais pesada sobre uns que sobre outros. Sobre esta parte terrível de nossa história, passaremos rapidamente.
  1. Vem agora o longo período dos concílios ecumênicos, que sem dúvida não foram realizados consecutivamente. Houve através dos anos muitos concílios que não eram ecumênicos, nem do “Grande Império”. Esses concílios eram principalmente legislativos para decretar ou emendar leis do poder civil ou religioso, tanto a legislação quanto as leis contrárias ao Novo Testamento. Lembre-se que esses foram atos de uma Igreja oficializada, uma Igreja casada com um Governo pagão. E esta Igreja se tomou em breve tempo mais paganizada, que o Estado cristianizado.
  1. Quando qualquer grupo rejeita o Novo Testamento como norma completa de fé e prática, quer como indivíduos, quer como Igrejas, esse grupo se atira num oceano imenso. Qualquer lei errônea (e toda adição à Bíblia é errônea) inevitável e rapidamente, exige a criação de outra e outras exigem outra, sem limite possível. Eis porque Cristo não deu nem às suas Igrejas nem aos bispos (pastores) poderes legislativos. Convém notar outra vez, mais particularmente, porque o Novo Testamento inclui no seu término essas significativas palavras: “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro, que se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro, e se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida e da cidade santa, que estão escritos neste livro”. (Apoc. 21:18-19).

Nota: Inserimos aqui esta cláusula parentética como uma advertência. Devem as igrejas batistas tomar cuidado quanto às suas resoluções, disciplinares ou não, como as que se dão nas sessões, resoluções essas que podem se constituir em regras que afetam o governo das igrejas. O Novo Testamento contém todas 55 as leis e regras necessárias.

  1. A limitação extrema deste pequeno livro impede-nos de dizer muito acerca desses concílios ou assembleias legislativas, mas é necessário que se diga alguma coisa pelo menos.
  1. O primeiro dos concílios Lateranos ou ocidentais, convocados pelos papas, foi convocado por Calixto II, em 1123 A.D. Assistiram-no cerca de 300 bispos. Nesse concílio foi declarado que o padre romano não poderia casar-se. Isto foi chamado celibato do clero. Não tentaremos, é claro, relatar todas as resoluções tomadas nesses concílios.
  1. Anos mais tarde, isto é, em 1139 A.D., o papa Inocêncio II convocou um novo concílio, que tinha por finalidade principal condenar o trabalho de dois grupos dissidentes de cristãos, os quais foram conhecidos como Petrobrussianos e Arnoldistas.
  1. Alexandre III convocou ainda outro concílio em 1179 A.D., 40 anos depois do concílio precedente, no qual foi condenado o que eles chamavam “erros e impiedades” dos Waldenses e Albingenses.
  1. Exatamente 36 anos após o concílio anterior; um outro foi convocado pelo papa Inocêncio III. Foi realizado em 1215 A.D. e parece ter sido o mais assistido dentre todos os grandes concílios. De acordo com a História “havia presentes a esse concílio 412 bispos, 800 abades e priores, Embaixadores da Corte Bizantina e um grande número de príncipes e nobres.” Pelos componentes dessa Assembleia, podemos deduzir não terem sido somente de matéria religiosa os assuntos discutidos.

Por aquele tempo foi promulgada uma nova doutrina: a da “Transubstanciação”, segundo a qual o pão e o vinho da Ceia do Senhor são transformados, realmente, no corpo e no sangue do Senhor, logo após a palavra consagratória do sacerdote. Estas doutrina entre outras, foi a pedra de toque dos reformadores, poucos séculos mais tarde. Segundo o ensino desta doutrina todos os que participaram ou participam da Ceia do Senhor comeram o próprio corpo e beberam o próprio sangue de Jesus Cristo. A Confissão Auricular – confissão dos pecados, individualmente, aos ouvidos do sacerdote – parece ter tido seu início nesse concilio. Mas provavelmente, o mais sanguinoso evento de todos que têm sido trazidos sobre os povos em toda a história do mundo, foi o que é conhecido como a “Inquisição” e outros tribunais semelhantes, criados para processar e combater a “heresia”. O mundo todo está cheio de livros que combatem esse ato de crueldade inexcedível, não obstante ter sido criado por um povo que se dizia dirigido pelo Senhor! Não existe nada, absolutamente nada, que possa ultrapassar à crueldade da Inquisição! Eu nem tentarei descrevê-la. Sugerirei simplesmente que os meus leitores procurem ler alguns dos muitos livros escritos sobre a ”Inquisição”, deixando que cada um tire a sua própria conclusão. E há ainda uma outra coisa que foi resolvida nesse concílio como se não bastasse tudo que já mencionamos. Refiro-me ao decreto de extirpação para toda a “heresia”. É certo que por causa deste decreto muitas páginas negras foram escritas na história do mundo.

  1. No ano de 1229 A.D., 14 anos depois do concílio que acabamos de mencionar; reuniu-se ainda outro concílio. (Parece, todavia, não ter sido ecumênico). Foi convocado para Toulosa. Possivelmente uma das mais vitais resoluções dos católicos foi tomada nesse concílio. Trata-se do decreto segundo o qual a Bíblia Sagrada seria negada ao uso de todos os leigos, de todas as Igrejas Católicas, a não ser aos padres e oficiais superiores. Determinação incompreensível em face do claro ensino da Palavra de Deus: “Examinais as Escrituras porque vós cuidais ter nelas a vida eterna e são elas que de mim testificam” João 5:39.
  1. Ainda outro concílio foi chamado a reunir-se em Lion. Foi convocado pelo papa Inocêncio IV em 1245 A. D. Parece ter sido o seu principal objetivo excomungar e depor o imperador Frederico I da Alemanha. A Igreja, noiva adúltera desde o ano 313, quando foi realizado o seu casamento sob a égide de Constantino, o Grande, tinha se tornado a cabeça da casa, ditando normas nos governos estabelecidos e colocando ou arrancando do trono os reis e rainhas, a seu bel prazer.
  1. Em 1274 A.D., um outro concílio foi convocado, tendo por objetivo reunir outra vez num, os dois grandes grupos – o Romano e o Grego – formando destarte a grande Igreja Católica. Esta grande assembleia falhou completamente no seu propósito.

CAPÍTULO III

1400 – 1600 A. D.
  1. Os séculos 15o,16o e 17o são dentre todos os mais acidentados na história do mundo, e especialmente na história do Cristianismo. Houve uma quase que continua revolução dentro da Igreja Católica – tanto na Grega como na Romana – procurando uma reforma. Este despertar das consciências há muito adormecidas, o desejo de uma reforma genuína, começou realmente no século 13, ou possivelmente, um pouco antes. A História certamente parece indicar isto.
  1. Voltemos um pouco. A Igreja Católica por seus muitos desvios do Novo Testamento, suas muitas estranhas e cruéis leis e por seu estado moral desesperadamente decaído e suas mãos e roupas manchadas com o sangue de milhões de mártires, tomou-se repreensível e dolorosamente repulsiva a muitos dos seus próprios adeptos, que eram muito melhores que seus próprios sistemas, leis, doutrinas e práticas. Vários de seus mais destemidos, melhores e mais espirituais sacerdotes e demais líderes, um por um, procuraram sinceramente reformar muitas de suas mais censuráveis leis e doutrinas e fazê-la voltar, o quanto antes, ao nível dos ensinos do Novo Testamento. Vamos dar alguns exemplos indiscutíveis. Notemos, não somente onde e quando começa e até que ponto vai o fogo da reforma, mas notemos também os seus líderes. Os líderes eram, ou tinham sido, todos sacerdotes católicos ou oficiais do clero. Havia, portanto, um pouco de bom entre o muito mal. Contudo, por esse tempo, provavelmente não havia nenhuma única doutrina do Novo Testamento observada—sua pureza original – mas notemos agora alguns reformadores e onde trabalhavam.
  1. É bom observar, todavia, que nos vários séculos anteriores a esse grande período de reforma, havia um número de importantes caracteres que se rebelaram contra os terríveis excessos do catolicismo e sinceramente procuraram permanecer leais à Bíblia – mas um rasto de sangue foi tudo o que deles ficou. Vamos estudar, por um momento, o período mais importante – o da Reforma.
  1. De 1320 a 1384 viveu na Inglaterra um homem que atraiu a atenção de todo o mundo. Seu nome era João Wycliff. Foi ele o primeiro dos destemidos que tiveram a coragem de intentar uma real reforma dentro da Igreja Católica. A História refere-se a ele várias vezes, como a “Estrela d’Alva da Reforma”. Viveu uma vida sincera e frutífera. Precisaríamos, sem dúvida, escrever vários volumes para contar de algum modo a história de João Wycliff. Ele foi odiado, terrivelmente odiado, pelos líderes da hierarquia. Sua vida foi persistentemente buscada. Finalmente morreu paralítico. Anos depois, era tão grande o ódio católico para com ele, que seus ossos foram desenterrados, queimados e as cinzas lançados às águas.
  1. Seguindo bem de perto as pegadas de Wycliff veio João Huss, 1373-1415, um distinto filho da longínqua Boêmia. Sua alma correspondeu ao sentimento da brilhante luz da “Estrela d’Alva da Reforma”. Sua vida foi destemida e cheia de eventos, mas dolorosa e miseravelmente curta. Ao invés de despertar um ambiente favorável a uma verdadeira reforma entre os católicos, ele despertou medo, aversão e oposição, que resultaram na sua morte amarrado a um poste e queimado – um mártir entre os seus. Todavia, ele procurou o bem de seu próprio povo. Amou o seu Senhor e o seu povo. Todavia, ele foi apenas um entre os milhões que morreram por essa causa.
  1. Depois de João Huss da Boêmia, veio um maravilhoso filho da Itália, o mui eloquente Savanarola, 1452-1498. Huss foi queimado em 1415 e Savanarola nasceu 37 anos depois. Ele como Huss, ainda que católico devoto, encontrou os líderes de seu povo – povo da Itália – como os da Boêmia, contrários a qualquer reforma. Mas por sua eloquência poderosa, foi bem sucedido no despertar de algumas consciências e assegurou um considerável número de seguidores. Uma reforma real, porém, na hierarquia significava ruína absoluta para os superiores desta organização. Assim, Savanarola, tão bom quanto Huss, devia morrer. E também ele foi amarrado num poste e queimado. Dos homens eloquentes desse grande período, Savanarola, possivelmente, a todos suplantava. Não obstante lutava contra uma organização poderosa e sua « existência reclama que combatessem a reforma, e desta forma Savanarola devia morrer.
  1. Naturalmente, muitos nomes de reformadores desse período têm sido deixados. Só os mais proeminentes na História são aqui mencionados. Seguindo a Savanarola, a “voz de ouro da Itália”, vem um líder da Suíça. Zwingli nasceu antes da morte de Savanarola. Viveu de 1484 a 1531. O espírito da Reforma alastrava por toda a terra. Seu fogo abria caminho e espalhando-se muito rapidamente, tornou difícil refreá-lo. O fogo ateado por Zwingli não tinha sido senão parcialmente sufocado e já um mais sério que todos os outros irrompera na Alemanha. Zwingli morreu na batalha.
  1. Martinho Lutero – provavelmente o mais importante de todos os reformadores do 15oe 16o séculos, viveu de 1483 a 1546, e como se pode ver pelas datas era quase contemporâneo de Zwingli. Nasceu 1 ano antes de Zwingli e viveu 15 anos mais. Seus grandes predecessores tornaram-lhes mais fácil o caminho que devera trilhar, talvez muito mais do que encontramos registrado na História. Além disso, Lutero aprendeu pela dura experiência deles, bem como das que ele próprio teve mais tarde, que uma verdadeira reforma no seio da Igreja Católica seria claramente impossível. Assim mesmo, muitas medidas reformatórias seriam necessárias. Uma exigia outra e outras exigiam ainda outras e assim por diante.
  1. Assim, Martinho Lutero, depois de ter tido muitas e difíceis batalhas com os líderes do Catolicismo foi auxiliado por Melancton e outros proeminentes alemães, tornando-se em cerca de 1530 o fundador de uma organização cristã inteiramente nova, agora conhecida por Igreja Luterana, que se tornaria em breve a Igreja da Alemanha. Esta foi a 1adas novas organizações a sair diretamente de Roma, renunciando toda lealdade à Igreja Mãe (como é chamada) para continuar a viver.
  1. Deixando por um pouco a Igreja da Inglaterra, que teve seu começo logo depois da luterana, seguiremos a Reforma no continente. De 1509 a 1564 viveu outro dos maiores reformadores. Era João Calvino, um francês, mas que parecia ao mesmo tempo ter vivido na Suíça. Era um homem realmente poderoso. Foi contemporâneo de Martinho Lutero por 30 anos, e tinha 22 anos quando Zwingli morreu. Calvino é apontado como fundador da Igreja Presbiteriana. Alguns historiadores, contudo, admitem Zwingli se bem que as mais fortes evidências favoreçam a Calvino. Indiscutivelmente o trabalho de Zwingli, tanto quanto o de Lutero, tornou muito mais fácil o trabalho de Calvino. Data de 1541, exatamente 11 anos (parece ser esse ano) depois da fundação da Igreja Luterana por Lutero, o início da Igreja Presbiteriana. Esta igreja, como no caso do Luteranismo, foi conduzida por um sacerdote ou oficial, que era católico reformado. Este seis – Wycliff, Huss, Savanarola, Zwingli, Lutero e Calvino, grandes líderes em suas batalhas para a reforma, feriram o catolicismo até o tornar cambaleante.
  1. Em 1560, 19 anos depois da 1aorganização Calvinista em Genebra, Suíça, João Knox, discípulo de Calvino, estabeleceu a 1a Igreja Presbiteriana na Escócia, e justamente 32 anos depois, em 1592, o Presbiterianismo tornou-se ali a religião de Estado.
  1. Durante todas essas difíceis lutas da Reforma, contínuo e valoroso auxílio foi dado aos Reformadores por muitos anabatistas, ou qualquer outro nome que levavam. Esperando algum alívio para sua dura sorte, eles saíram de seus esconderijos e lutaram corajosamente com os reformadores; todavia, eles estavam condenados a um medonho desapontamento. Haviam de ter, desde então, mais dois inimigos a persegui-los. Tanto a Igreja Luterana como a Presbiteriana trouxeram da sua mãe, a igreja Católica, muitos de seus males, entre os quais a ideia de uma Igreja do Estado. Ambas tornaram-se igrejas ligadas ao Estado. Ambas tomaram gosto na perseguição, faltando pouco, se alguma coisa faltava, para igualar-se à Mãe Católica.

“O Rasto de Sangue”

Triste e medonho era o destino desses grandes sofredor”, os Anabatistas. O mundo de então não oferecia sequer um lugar onde eles se pudessem esconder. Quatro temíveis perseguidores estão agora furiosos em seu rasto. Na verdade seu caminho era um Rasto de Sangue.

 

  1. Durante o mesmo período, em realidade vários anos antes que os Presbiterianos, levantou-se mais uma nova denominação, não no continente, mas na Inglaterra. Contudo, ela surgiu não tanto como Reforma (ainda que evidentemente a facilitasse) mas como consequência de verdadeira divisão ou cisão nas fileiras católicas. Semelhante à divisão em 869, quando os católicos do Leste separaram-se dos do Oeste e se tornaram conhecidos na História como Igrejas Católicas Grega e Romana. Esta nova divisão surgiu mais ou menos assim.Henrique VIII, rei da Inglaterra, casou-se com Catarina da Espanha. Infelizmente, depois de algum tempo, surgiram algumas dificuldades amorosas, porquanto ele se apaixonara por Ana Bolena. Por isso Henrique queria divorciar-se de Catarina e casar-se com Ana. Obter o divórcio naquele tempo não era coisa fácil. Somente o Papa poderia concedê-lo e, nesse caso, por razões especiais, o recusou. Henrique ficou num grande apuro. Sendo rei, sentiu que devia ter autoridade para seguir sua própria vontade no assunto. Seu 1oministro (a esse tempo Thomas Cromwell) chegou a zombar do rei. Por que se submete à autoridade papal em tais questões? Henrique seguiu a sua sugestão, retirou-se de sob a autoridade do Papa e fez-se chefe da Igreja da Inglaterra. Começa, desse modo, a nova Igreja da Inglaterra. Isto se consumou em 1534 ou 1535. Nesse ocasião não houve mudança na doutrina, mas simplesmente, uma renúncia à autoridade papal. Henrique nunca se tornou realmente protestante de coração. Morreu na fé católica.
  1. Esse rompimento, finalmente, resultou em várias e consideráveis mudanças, ou reformas. Uma reforma dentro da Igreja Católica e sob a autoridade papal, como no caso de Lutero e outros tinha sido impossível até então, mas tornou-se possível depois desta divisão. Granmer, Latimer, Ridley e outros realizaram algumas notáveis mudanças. Contudo, eles e muitos outros pagaram o preço de sangue por tais mudanças, pois poucos anos mais tarde, Maria, “Maria Sanguinária”, uma filha da divorciada Catarina, subiu ao trono da Inglaterra e levou a nova igreja a submeter-se ao domínio papal, novamente. Esta temível e terrível reação terminou com os tenazes e sanguinários 5 anos do seu reinado. Enquanto as cabeças caíam de sob o sanguinário machado de Maria, a sua acompanhou-as. O povo havia adquirido, no entanto, um pouco de gosto pela liberdade, e então, quando Elizabete, a filha de Ana Bolena, tornou-se rainha, a Igreja da Inglaterra novamente renunciou o poder do papa e foi restabelecida.
  1. Desse modo, antes de findar o século 162, havia já 5 igrejas estabelecidas – igrejas oficializadas pelos governos civis: Católica Romana e Grega, contadas como duas; depois a Igreja da Inglaterra; a Luterana ou da Alemanha; e a Igreja da Escócia, agora conhecida como Presbiteriana. Todas elas foram pródigas em seu ódio e perseguição aos povos chamados Anabatistas, Waldenses e outras igrejas separadas do Estado, igrejas que nunca, de modo algum haviam tido relação com a Igreja Católica. O grande auxílio dos Anabatistas nas pelejas em prol da Reforma foi esquecido ou estava sendo então totalmente ignorado. Milhares deles, incluindo mulheres e crianças, pereciam cada dia, como resultado de intermináveis perseguições. A grande esperança despertada e inspirada pela Reforma transformou-se em uma sangrenta desilusão. O remanescente deles encontrou um incerto refúgio nos Alpes amigos e em outros lugares escondidos do mundo.
  1. Essas 3 novas organizações, separadas ou saídas da Igreja Católica, retiveram muitos dos seus erros mais prejudiciais entre os quais os seguintes:
  • Governo eclesiástico da Igreja (diferente na forma).
  • Igreja oficializada (Igreja e Estado unidos).
  • Batismo infantil.
  • Batismo por aspersão ou ablução.
  • Regeneração batismal (algumas pelo menos, e outras, se muitos dos seus historiadores podem ser acreditados).
  • Perseguições (ao menos por alguns séculos).
  1. No começo todas essas Igrejas oficializadas perseguiram urna às outras, bem como às demais, até que num concílio realizado em Augsburgo em 1555, um tratado de paz, conhecido como a “Paz de Augsburgo” foi assinado entre católicos de um lado e luteranos de outro, concordando em não se perseguirem mais. Deixem-nos sós e nós os deixaremos sós também. Para os católicos, o lutar contra os luteranos significava guerra com a Alemanha, e para os luteranos, lutar ou perseguir os católicos significava guerra com todos os países onde o catolicismo predominava.
“O Rasto de Sangue”
  1. Mas as perseguições não cessaram. Os odiados Anabatistas (hoje chamados batistas) a despeito de todas as perseguições anteriores, e a despeito do terrível fato de que 50 milhões já haviam sido martirizados, ainda existiam em grande número. Foi nesse mesmo período que ao longo de uma só estrada n a Europa, numa distância de 56 quilômetros, encontravam-se de espaço em espaço, postes pontiagudos, no topo dos quais era colocada uma cabeça ensanguentada de um mártir Anabatista. A imaginação humana não pode retratar uma cena tão terrível. E ainda uma coisa perpetrada, de acordo com a história verossímil, por um povo que se chamava devoto seguidor do meigo e humilde Jesus Cristo
  1. Lembremo-nos que os católicos não consideram a Bíblia como a única regra de fé e prática. Eles a admitem como verdadeiramente infalível, mas há duas outras coisas igualmente certas para eles: os “Escritos dos Pais” e os decretos da Igreja (Igreja Católica) ou as declarações infalíveis do Papa.Desse modo, nunca poderia haver um debate satisfatório entre católicos e protestantes, ou entre católicos e batistas, como também nunca seria possível haver uma base de acordo final. A Bíblia, para os católicos não pode sozinha decidir coisa alguma.
  1. Tomemos corno exemplo a questão do “Batismo” e autoridade final para o ato e para a forma. Eles admitem que a Bíblia indiscutivelmente ensina o batismo e que Ela ensina a imersão como única forma. Mas entendem ao mesmo tempo que a infalível Igreja teve perfeito direito de mudar a forma de imersão para aspersão, mas que os outros não têm esse direito ou autoridade que pertence somente à autoridade infalível do Papa.
  1. O leitor estará notando por certo, e com surpresa talvez, que eu esteja fazendo muito poucas citações. Estou esforçando deveras por dar aos leitores em pequeno espaço o que houve de importante e essencial em 20 séculos de história religiosa.
  1. Cabe justamente aqui uma palavra com referência à Bíblia, durante esses séculos tenebrosos. Lembremo-nos que a Bíblia não era ainda impressa e mesmo não havia papel onde pudesse ser escrita, ainda mesmo que a imprensa tivesse sido inventada. O material usado para escrever constava de pergaminhos, que era extraído de peles de cabras ou de carneiros, e papiros, que constava de polpas te algumas espécies de madeira. Assim, para se imprimir um livro do tamanho da Bíblia nesse material em caracteres de punho escritos com estiletes em lugar de penas (como usamos hoje) seria por certo um enorme volume, talvez maior do que o que algum homem pudesse carregar. Não havia, então, mais do que 30 Bíblias completas em todo o mundo. Eram encontradas muitas porções ou livros da Bíblia, como Mateus, Marcos, Lucas, João, Atos ou algumas das Epístolas ou Apocalipse ou mesmo livros do Velho Testamento. Sem dúvida que um dos maiores milagres em toda a história do mundo – segundo o meu modo de pensar – é a união de pensamento e crença do povo de Deus, no que respeita aos princípios essenciais e vitais do Cristianismo. Naturalmente, que a única explicação para isso está em Deus. Isto nos faz sentir agora como é glorioso o fato de possuirmos um exemplar completo da Bíblia, cada uma na sua própria língua.
  1. Seria igualmente proveitoso que pensássemos de um modo especial, sobre um outro fato vital em relação à Bíblia. Ele já foi ligeiramente mencionado em capitulo anterior a este, mas é de tal maneira vital que julgamos prudente repeti-lo aqui. Referimo-nos à atitude tomada pelos católicos no concilio de Toulose, realizado em 1229 A.D., quando decidiram recusar a Bíblia, a Palavra de Deus, aos “leigos”, que constituíam a vasta maioria dos católicos. Estou apresentando aqui exatamente o que eles decidiram no seu grande concílio. Recentemente um católico disse-me em particular: “Nosso propósito nisto é impedir a interpretação particular dela“. Não é realmente interessante, que Deus tenha escrito um livro para o povo, mas que o tenha feito de tal maneira que ao próprio povo seja vedado lê-lo: E, ainda mais, sabendo-se que no dia do juízo a justificação ou condenação do povo será baseada na obediência aos ensinos desse livro. Não se maravilhe, pois, da declaração contida no livro: “Examinais as Escrituras porque vós cuidais ter nelas a vida eterna e são elas que de mim testificam. João 5:39). Tremenda é a responsabilidade assumida pelos católicos.

CAPITULO IV

17o, 18o, e 19o Séculos

  1. Este capitulo começa com o início do século 17oD., ano de 1601. Temos passado rapidamente sobre muitos fatos importantes da história, mas a necessidade nos obrigou a isto.
  1. Este período de 300 anos começa com o levantamento de urna denominação inteiramente nova. Podemos asseverar com certeza que alguns historiadores dão o início da Igreja Congregacional (primeiramente chamada Independente) como tendo sido em 1602. No entanto, Schaff-Herzogg, na sua Enciclopédia coloca o seu início bem antes do século 16, fazendo-o coincidir com o aparecimento dos luteranos e presbiterianos, na grande onda reformatória, quando muitos dos que saíram da Igreja Católica não estavam satisfeitos com os resultados da reforma de Calvino e Lutero. Esses decidiram repudiar o governo eclesiástico e a ideia democrática, conforme o Novo Testamento, e como tinha sido sustentado nos 15 séculos precedentes por aqueles que recusaram entrar na grande hierarquia de Constantino.
  1. O esforço determinado dessa nova organização em uma reforma particular colocou em perigo a cabeça dos seus aderentes, por parte dos católicos, luteranos, presbiterianos e Igreja da Inglaterra – todas igrejas oficializadas. Por outro lado, mesmo os independentes retiveram muitos erros da Igreja Romana, tais como a prática do batismo infantil, aspersão ou ablução por batismo e mais tarde adotaram e praticaram num grau extremo a ideia da igreja ligada ao Estado. Depois de se refugiarem na América, eles mesmos se tomaram cruéis perseguidores.
  1. O nome “Independentes” ou como agora chamados “Congregacionalistas”, é derivado do tipo de governo que adotam para suas igrejas. Alguns dos pontos distintivos da Igreja Congregacional são dados na Schaff-Herzogg Enciclopédia, como se segue:
  • Que Jesus Cristo é o único cabeça da Igreja e que a Palavra de Deus é a única regra de fé.
  • Que as igrejas visíveis são assembleias distintas, de indivíduos piedosos, separados do mundo por puros propósitos religiosos, não se conformando com ele.
  • “Congregacionalistas”, é derivado do tipo de governo que adotam para escolher seus próprios oficiais e manter sua própria disciplina.
  • Que em relação ou seu regime interno, cada igreja independente da outra e independente do controle do Estado.
  1. Quão diferentes são esses princípios daqueles que o Catolicismo, o Luteranismo, o Presbiterianismo ou o Episcopado da (Nota do Trad. – No Brasil a Igreja Congregacional perdeu a sua identidade e forma democrática de governo. Também sofreu várias alterações quanto às doutrinas e praxes, diferenciando-se de outros grupos congregacionais de outras partes do mundo.) Igreja da Inglaterra, sustentam. E, por outro lado, como se assemelham aos batista, de hoje, bem como aos ensinamentos de Cristo e seus Apóstolos!
  1. Em 1611 apareceu a versão da Bíblia conhecida como a versão do Rei Tiago. Nunca antes a Bíblia fora tão espalhada entre o povo. Iniciada a disseminação geral da Palavra de Deus entre o povo, começou rápido o declínio do poder papal e o início, pelo menos depois de muitos séculos, da ideia de “liberdade religiosa”.
  1. Em 1648 veio a “Paz de Westfália”. Entre outras coisas resultantes deste pacto de paz ressalta-se o a tríplice acordo firmado entre as grandes denominações – Católica, Luterana e Presbiteriana – de não mais perseguir uma à outra. As perseguições entre essas denominações significavam guerra com os governos que as protegiam. Não obstante, todos os demais cristãos, especialmente os Anabatistas, continuaram a receber deles o mesmo e duro tratamento, uma persistente perseguição.
  1. Durante todo o 17oséculo as perseguições aos Waldenses, Anabatistas e Batistas (em alguns lugares o ‘Ana’ começou a ser deixado) continuaram severamente duras. Na Inglaterra, João Bunyan e muitos outros, poderiam testificar das perseguições da Igreja da Inglaterra; na Alemanha a perseguição vinha pelos luteranos; na Escócia pela Igreja da Escócia (Presbiteriana); na Itália, na França e em todos os lugares onde o papado exercia domínio, os perseguidores eram os católicos. Não havia, agora, paz em nenhum lugar para aqueles que não concordavam com as Igrejas que tinham feito o acordo com o Estado, ou ao menos com uma delas.
  1. É um fato fora de dúvida, e que parece na história verossímil, que um retrospecto através da História, mesmo até o 4oséculo, nos há de mostrar que eram chamados Anabatistas, todos aqueles que recusavam aceitar como válido o batismo daqueles que tinham sido batizados na infância! e que recusavam aceitar como válido o batismo daqueles que tinham sido batizados na infância, e que recusavam aceitar a (Chamamos a atenção dos leitores ao fato de que a forma Congregacional acima descrita já não existe entre as Igrejas Congregacionais brasileiras.) doutrina da “Regeneração Batismal” e que rebatizavam todos aqueles que vinham da Hierarquia. Não obstante tendo sido apelidados com outros títulos, agora eram conhecidos somente como “Anabatistas”. Já no limiar do século 16 o prefixo “Ana” caiu e o nome encurtado para “Batista”, caindo gradualmente todos os outros nomes. Evidentemente, se Bunyan tivesse sido chamados “Bunitanitas” ou “Anabatistas”. Provavelmente teriam sido chamados por ambos os nomes, como aconteceu a outros que os precederam.
  1. 0 nome “Batista” é um apelido e lhes foi dado por seus inimigos (se é que não o fora dado legitimamente pelo próprio Salvador, quando Ele se referiu a João, como o “Batista”). Até o dia de hoje o nome batista nunca foi oficialmente adotado por qualquer grupo de batistas. 0 nome, entretanto, se fixou e foi voluntariamente aceito e orgulhosamente recebido. Ele se ajustou perfeitamente. Este foi o nome distintivo do precursor de Cristo, o primeiro a ensinar a doutrina que os batistas agora mantêm.
  1. Vou citar um mui significativo parágrafo sobre a “História dos Batistas na Europa”, extraído da Enciclopédia de Schaff-Herzogg, vol. 1, pág. 210: “Os batistas apareceram primeiro na Suíça em cerca de 1523, onde eles foram perseguidos por Zwingli e pelos romanistas. Nos anos seguintes, de 1525, eles são encontrados com grandes igrejas inteiramente organizadas, no Sul da Alemanha, Tirol e Alemanha Central. Em todos esses lugares as perseguições os fizeram sofrer amargamente”.
  • (Nota: – Tudo isto é anterior à fundação, das igrejas protestantes – Luterana, Episcopal, e Presbiteriana.)
  • Continuamos a citação:
  • “A Morávia prometeu um lar com maior liberdade e para lá muitos batistas emigraram, se bem que para serem decepcionados. Depois de 1534 os batistas eram numerosos no Norte da Alemanha, Holanda, Bélgica e nas províncias onde os celtas predominavam. Eles cresceram ainda durante o governo de Alba (refere-se o autor ao tirano que conhecemos como Fernando Alvares de Toledo – Nota do Trad.) governador dos países baixos onde desenvolveram um maravilhoso zelo missionário”. (Note a “Zelo missionário”. E há quem diga que os “Hardshells” são os primitivos batistas).
  • De onde pois, esses batistas vieram? Não saíram da Igreja Católica durante a Reforma. Eles tinham grandes igrejas, antes da Reforma.
  • Nota do Tradutor – Os “Hardshells” constituem um grupo de crentes que se dizem batistas, mas que não apoiam o trabalho de missões estrangeiras.
  1. Como uma matéria de considerável interesse, notemos as mudanças religiosas na Inglaterra com o passar dos séculos:

E O Evangelho foi levado à Inglaterra pelos apóstolos e o permaneceu apostólico na sua religião até depois da organização da Hierarquia no início do quarto século até depois da organização da Hierarquia no início do quarto século, e realmente, por mais um século. O Evangelho foi sendo absorvido pelo poder da Hierarquia a qual ia rapidamente se desenvolvendo na Igreja Católica. Assim permaneceu corno a religião do Estado, até o cisma que ocorreu entre 1534-35, durante o reinado de Henrique VIII. Neste tempo foi chamada a Igreja da Inglaterra. Dezoito anos mais tarde, (1553-58), durante o reinado da rainha Maria (Maria Sanguinária) a Inglaterra voltou a prestigiar os católicos, correndo o sangue nos 5 anos deste período. Subiu ao trono Elizabete, que era meio irmã de Maria, filha de Ana Bolena, a qual subiu ao trono em 1558. Os católicos foram novamente derrotados e novamente a Igreja da Inglaterra tornou ao poder. Assim a situação permaneceu por quase um século, até que a Igreja Presbiteriana tomou por um pouco de tempo a ascendência, quando pareceu que ela poderia bem se tornar a Igreja do Estado da Inglaterra, como na Escócia. Todavia, seguindo ao tempo de Oliver Cromwell, a Igreja da Inglaterra tornou a seu próprio lugar e continuou então como Igreja oficial até hoje.

  1. Notemos o gradual abrandamento das condições religiosas na Inglaterra, das difíceis e terríveis perseguições por parte da Igreja Oficial, por mais de um século.
  • Primeiro ato de tolerância veio em 1688, 154 anos depois do início dessa Igreja. Este ato permitiu o culto por parte de todas as denominações existentes na Inglaterra, com exceção de duas: – os católicos e os Unitarianos.
  • O segundo ato de tolerância veio em 1778, 89 anos mais tarde. Nesse ato foram incluídos como livres para o exercício do culto, também os católicos. Todavia, os Unitarianos ainda continuaram impedidos.
  • Terceiro ato de tolerância veio em 1813, isto é, trinta e cinco anos mais tarde. Por este ato, foi dada liberdade aos Unitarianos.
  • Entre 1828-29 foi promulgado o que é conhecido como “Test Act’ (Ato de prova) o qual deu aos dissidentes (todos os grupos religiosos que estavam em desacordo com a Igreja da Inglaterra) acesso aos cargos públicos, bem como ao Parlamento.
  • Em 1836-37 e também em 1844, vieram os atos de “Registro” e “Casamento”, pelos quais foram considerados legais os batismos e casamentos feitos pelos dissidentes.
  • A “Reform Bill” (ato de libertação) veio em 1854. Por esse edital foram abertas as portas das Universidades de Cambridge e Oxford a todos os estudantes dissidentes. Até esse tempo os filhos dos dissidentes não possuíam o direito de acesso em nenhuma das grandes instituições.
  1. Desse modo, foi a marcha do progresso da ideia da liberdade Religiosa na Inglaterra. Mas cremos ser perfeitamente correto afirmar-se que a liberdade religiosa não pode vir em qualquer país, enquanto nele houver uma igreja oficial. Na melhor das hipóteses, pode haver nesses países tolerância religiosa, o que certamente está ainda bem distante da verdadeira liberdade religiosa. Enquanto uma denominação entre várias, num determinando país, é amparada pelo governo com exclusão de todas as outras, este favoritismo e proteção elimina a possibilidade da absoluta liberdade e igualdade religiosa.
  1. Muito próximo do início do século 18, nasceram 3 membros na Inglaterra, os quais estavam destinados a deixar no mundo uma profunda e indestrutível impressão. Esses rapazes eram João e Carlos Wesley e George Whitfield.
  • João e Carlos Wesley nasceram em Epworth (e daqui vem a sugestão para a expressão “Confederarão de Epworth”), o primeiro em 28 de junho de 1703 e o segundo a 29 de março de 1708. George Whitfield nasceu em 27 de dezembro de 1714 na cidade de Gloucesester. A história dessas três vidas não pode ser narrada aqui, se bem que sejam dignas de serem contadas e recontadas. Esses três jovens tornaram-se os pais e fundadores do Metodismo. Eram todos três, membros da Igreja da Inglaterra e todos três estudavam para o ministério, se bem que não houvessem sido ainda convertidos (o que era muito comum entre os elementos do clero inglês. Lembremos, todavia, que nesse tempo os pais frequentemente, se não usualmente, decidiam sobre a profissão ou linha de vida a ser seguida pelos filhos). Aqueles jovens se converteram mais tarde, genuína e maravilhosamente.
  1. Eles não parece terem tido o desejo de fundar uma nova denominação. Porém se nos afiguram cheios de desejo e realmente empenhados num avivamento da pura religião e uma genuína reforma espiritual na própria Igreja da Inglaterra. Por esse ideal lutaram na Inglaterra e na América. As portas de suas próprias igrejas logo foram fechadas a eles. Seus serviços eram frequentemente realizados ao ar livre, ou em casas particulares ou especialmente quando dirigidos por Whitfield, nas casas de reunião das outras denominações. A eloquência de Whitfield atraía grandemente a atenção por toda parte onde ele ia.
  1. A data definitiva da fundação do Metodismo é difícil de ser determinada. Indubitavelmente o Metodismo é mais velho do que a Igreja Metodista. Seus três fundadores foram chamados metodistas, antes que deixassem o Colégio. As primeiras organizações criadas por esses homens, eram chamadas “Sociedades”. Sua primeira conferência anual foi realizada na Inglaterra em 1744. A igreja Metodista Episcopal, foi organizada definitivamente na América em Baltimore no ano de 1784. Seu crescimento tem sido realmente maravilhoso. Mas, quando eles saíam da Igreja da Inglaterra, ou da Igreja Episcopal, trouxeram um grande número de erros da Igreja mãe e da Igreja avó. Por exemplo, o governo episcopal da Igreja (governo exercido por bispos). Este é o ponto de base para muitas guerras internas e divisões havidas no seio da igreja, e por causa dele estão destinados a enfrentar ainda outras tantas. O batismo infantil e a aspersão com forma de batismo etc. mas há uma outra grande coisa que eles trouxeram de lá e possuem – uma genuína concepção da religião espiritual.
  1. Em 12 de setembro de 1788, nasceu em Antrium, Irlanda, um menino que havia de criar nos anos seguintes, uma completa transformação religiosa em algumas partes do mundo, tendo se tornado o fundador de uma nova denominação religiosa. Este menino chamava-se Alexandre Campbell. Seu pai era um ministro presbiteriano. Chamava-se Thomaz Campbell e veio para a América em 1807. Alexandre, o filho, que estava então no colégio, veio mais tarde. Tendo mudado de ponto de vista eles deixaram os presbiterianos e organizaram um corpo independente, ao qual chamavam a “Associação Cristã”, conhecida como “The Brush Run Church”. Em 1811 eles adotaram a imersão como batismo, tendo conseguido persuadir um pregador batista de os batizar, se bem que o tivessem feito entender que eles não estariam unidos por isso à Igreja Batista. O pai, mãe e Alexandre foram todos batizados. Em 1813 essa igreja independente uniu-se à Associação Batista de Red Stone. Dez anos mais tarde, por causa da controvérsias continuaram a se levantar e eles deixaram essa segunda associação. É de direito dizer-se que eles nunca foram batistas, nem tenho visto documentos que digam terem eles em algum tempo se mostrado batistas ou dito que o eram.
  1. Seríamos injustos à história cristã e, especialmente à história dos Batistas, se não disséssemos algumas palavras a respeito de João Bunyan. Em muitos aspectos é o pregador batista João Bunyan um dos mais célebres homens da história inglesa e mesmo da história do mundo. João Bunyan, que esteve preso 12 anos em Bedford, Inglaterra. João Bunyan, que enquanto preso escreveu o mais famoso e o mais lido livro depois da Bíblia – “O Peregrino”. João Bunyan, um dos mais notáveis exemplos de sofrimento e perseguição por amor do Cristianismo.
  • E a história de Maria Bunyan, filha cega de João Bunyan, que deveria estar na biblioteca de cada Escola Dominical. Há muitos anos que ela estava fora de circulação. Mas creio que agora foi impressa novamente. Eu quase posso desafiar a qualquer homem ou mulher, menino ou menina, a ler essa história e ficar com os olhos enxutos!
  1. Uma outra coisa que mereceria ao menos algumas poucas palavras nestas linhas, é o que diz respeito a Gales e aos batistas de lá. Uma das mais sensacionais histórias na literatura cristã é a história dos Welsh Baptists (Os Batistas de Gales). Os Batistas dos Estados Unidos devem mais aos Batistas de Gales, do que eles próprios pensam. Algumas igrejas batistas completamente organizadas, emigraram de uma vez de Gales para os Estados Unidos. (Orchard p. 21-23; Ford Chap. 2)
  1. A História do começo do Cristianismo em Gales é extremamente fascinante, e dela isto parece ser verdade. Começa no Novo Testamento (At. 28:30-31; II Tim. 4:21). A história de Cláudio e Pudens, sua visita a Roma, sua conversão depois de ouvir uma pregação de Paulo, trazendo na volta o Evangelho a Gales, sua Pátria, é altamente interessante. Paulo estava pregando em Roma em cerca de 63 A.D. Logo depois, Cláudio, Pudens e outros, entre os quais os dois pregadores, trouxeram o mesmo Evangelho para a Inglaterra, especialmente para Gales. O quão poderosamente os Batistas de Gales têm ajudado aos Batistas da América, dificilmente poderá ser avaliado.

CAPÍTULO V

A Religião nos Estados Unidos

  1. Através do Espanhol e de outras raças latirias, que professam o catolicismo, vieram os primeiros representantes da religião cristã, nas Américas Central e do Sul. Na América do Norte, a exceção do México, o catolicismo nunca conseguiu dominar. No território atualmente ocupado pelos Estados Unidos, exceto em algumas partes que eram no tempo da colonização pertencentes ao México, os católicos nunca conseguiram se tornar bastante fortes, não obstante tem tido sua religião estabelecida por lei.
  1. O início do período colonial data do princípio do século 17, quando os primeiros grupos de colonizadores se estabeleceram na Virgínia e um pouco mais tarde no território hoje conhecido como “Estados de Nova Inglaterra”. As religiosas, ou melhor dizendo, as irreligiosas perseguições na Inglaterra e no Continente, estavam, ao menos entre as principais razões que motivaram o estabelecimento das primeiras colônias nos estados Unidos. Dentre os primeiros grupos de emigrantes, não se incluindo o “Jamestown” (1607) e os emigrantes conhecidos como “Puritanos” que eram “Congregacionalistas”. O Governador Edicott dirigia aquela colônia. O outro grupo era dos Presbiterianos. Entre esses dois grupos existia, todavia, um grupo de cristãos com pontos de vista diferentes, os quais buscavam abrigar-se da perseguição.
“O Rasto de Sangue na América do Norte”
  1. Os refugiados Congregacionalistas e Presbiterianos estabeleceram colônias diferentes e dentro desses territórios criaram leis próprias e peculiares a seus pontos de vistas religiosos. Em outras palavras, o Congregacionalismo e o Presbiterianismo mantinham, pela lei, seus pontos de vista. Isto trazia a exclusão absoluta de todas as demais religiões. Eles que havia fugido de Mãe Pátria com as marcas sanguinolentas da perseguição, buscando estabelecer um lar de liberdade para si mesmos, logo depois de se estabelecerem em suas próprias colônias e de receberem a autoridade na nova terra, negaram a liberdade religiosa aos outros, e praticaram contra eles os mesmos métodos terríveis de perseguição, ESPECIALMENTE PARA COM OS BATISTAS.
  1. As Colônias de Virgínia e Carolina do Norte e do Sul foram povoadas em sua maior parte por aderentes da Igreja da Inglaterra. Os pontos de vista religiosos da Igreja da Inglaterra foram estabelecidos nessas colônias. Assim, na nova terra da América, onde havia muitos Congregacionalistas, Presbiterianos e Episcopais os quais vieram ali em busca do privilégio de adorar a Deus conforme os ditames da sua própria consciência, havia desde cedo três Igrejas Oficiais. Não existia liberdade religiosa para qualquer exceto para aqueles que haviam conseguido o poder governamental. Os filhos de Roma estavam seguindo as pegadas sanguinolentas de sua mãe. Sua reforma estava ainda longe de ser completa.
  1. Entre e os imigrantes da América vieram também muitos I batistas que se achavam dispersos (alguns deles ainda chamados anabatistas). Havia provavelmente, em cada um dos navios que vinham da Europa para a América, alguns batista. Eles vieram j em grupos relativamente pequenos e nunca em grandes grupos. Não teria sido permitido a eles virem desta forma. Todavia eles continuavam vindo. Antes das colônias se estabelecerem definitivamente, os batistas eram numerosos e espalhados por toda parte. Logo, entretanto, começaram a sentir o peso de mãos das ‘ três igrejas oficiais. Por causa da terrível ofensa de “pregar o Evangelho” e de “rejeitar o batismo para suas criancinhas”, por “combater o batismo infantil” e coisas parecidas que a consciência batista rejeitava, por causa disto, foram eles intimados, presos, multados, chicoteados e até banidos de suas propriedades. Tudo isto aqui na América do Norte. De muitas fontes darei umas poucas ilustrações.
  1. Antes que a Colônia de “Massachussetts Bay” atingisse 20 anos, tendo a Igreja Congregacional como Igreja do Estado, já haviam sido estabelecidas leis contra os batistas e outros. O exemplo que segue é a amostra de uma dessas leis: “É ordenado e aceito, que qualquer pessoa ou pessoas desta Jurisdição, que abertamente condene ou se aponha ao batismo infantil ou que secretamente induza outros que o aprovem a negá-lo, ou que propositadamente saia da congregação, durante o ato de administração da ordenança, depois de determinado tempo de condenação – cada uma dessas pessoas ou pessoa será banida da colônia”. Esta lei foi legislada especialmente contra os batistas.
  1. Roger Williams, e outros foram expulsos desta colônia pelas próprias autoridades. Uma expulsão na América, por aquele tempo, significava algo de desesperadamente sério. Significava ser lançado no meio dos índios. Uma vez expulso Williams foi recebido gentilmente no meio dos índios e viveu muito tempo entre eles. Depois de ser expulso ele trouxe uma grande bênção à colônia que o banira. Salvou-a da destruição planejada por aquela tribo que o acolhera. Desta forma ele retribuiu o mal com o bem.
  1. Mais tarde Roger Williams, juntamente com outros, alguns dos quais, ao menos, tinham sido banidos deste e de outras colônias, encontrou João Clark, um pregador batista, e decidiram organizar uma colônia própria. Como ainda não possuíssem autoridade legal da Inglaterra para realizar isto pensaram que seria um passo mais acertado, sob as condições vigentes, formá-la mesmo sem autorização do que permanecer nas colônias existentes sob o peso das terríveis restrições religiosas a que estavam expostos. Acharam então uma pequena parte de terra que ainda não havia sido reclamada por qualquer das colônias existentes, e nela se estabeleceram, ficando então conhecida como Rhode Island. Estava-se no ano de 1638,10 anos depois do estabelecimento da Colônia de “Massachussetts Bay”, mas somente 15 anos mais tarde (1663) eles conseguiram o reconhecimento legal.
  1. No ano de 1651 (?) Roger Williams e João Clark foram enviados pela Colônia à Inglaterra para assegurar, se possível, a permissão legal para o estabelecimento definitivo dessa colônia. Oliver Cromwell era então o primeiro ministro, mas por qualquer razão negou em atender ao pedido deles. Roger Williams voltou ao seu lar l a América. João Clark permaneceu na Inglaterra para insistir no pedido. Anos se passaram, Clark continuou a insistir. Finalmente Cromwell perdeu a sua posição e Carlos II estava no trono da Inglaterra. Não obstante Carlos aparecer na História como um dos mais temíveis perseguidores dos cristãos, foi ele que em 1663 autorizou a licença. Assim Clark, após 22 longos anos de espera voltou ao seu lar, trazendo a licença. Desta forma, em 1663, Rhode Island se tornou legalmente unia colônia e os batistas puderam escrever sua própria constituição.
  1. Esta Constituição foi escrita e atraiu a atenção do mundo inteiro. Nela apareceu pela primeira vez a declaração da “Liberdade Religiosa” no mundo.

A batalha pela liberdade religiosa na América, constitui em si mesma uma grande história. Aparentemente os batistas lutaram sozinhos por um longo tempo. Todavia, eles não lutaram para si somente, mas por todos os povos de todas as religiões. Rhode Island, a primeira colônia Batista, estabelecida por um pequeno grupo de batistas, depois de 12 anos dos maiores esforços para sua legalização, tornou-se o 1g lugar sobre a face da terra, onde a liberdade religiosa foi estabelecida por lei. A colônia foi iniciada em 1638 e legalizada em 1663.

  1. Foram organizadas duas Igrejas batistas nesta colônia, antes mesmo d. sua legalização. Quanto à data exata do estabelecimento de, ao menos uma dessas Igrejas, os batistas não estão unanimes. Todos parecem concordar com a organização de uma delas – a de Providência – em 1639 por Roger Williams. Para a Igreja organizada em Newport por João Clark, todo o testemunho dos anos subsequentes parece dar como data de organização o ano de 1638. Todos os testemunhos anteriores a esses parecem colocar a data da organizada por Roger Williams em Providência durou poucos meses. A organizada por João Clark ainda permanece. Minha própria opinião sobre essas datas, baseada em toda informação disponível, é que a data correta para a Igreja de Newport é a de 1638. Pessoalmente eu acho que essa é a data correta.
  1. Com respeito às perseguições em algumas das colônias americanas vamos mencionar alguns exemplos. De certa feita, estava enfermo um dos membros da Igreja de João Clark. A família morava na Colônia Massachussetts Bay, a poucos passos da divisa, João Clark e um pregador visitante de nome Gandall e um leigo de nome Obadias Holmes, foram visitar a família enferma. Enquanto eles estavam realizando um culto de oração com a família doente, um oficial ou oficiais da colônia prenderam-nos e mais tarde foram apresentados perante o tribunal para serem processados. Também é dito na História que para arranjar uma acusação mais forte contra eles, foram levados para uma reunião religiosa da igreja deles (Congregacional) tendo suas mãos amarradas (sic!). A acusação deles foi a de não “tirarem seus chapéus num serviço religioso”.

Todos foram processados e condenados. O Governador Endicott estava presente. Zangado disse a Clark, durante o julgamento: “Tendes negado o batismo infantil” (isto não era acusação contra eles). “Mereceis morrer. Não quero um traste deste em minha jurisdição”. Como pena deviam pagar uma multa ou serem bem açoitados. A multa de Crandall (e visitante) foi de cinco libras (quinhentos cruzeiros); a pena de Clark (o pastor) foi de 20 libras (dois mil cruzeiros). A multa de Holmes (os registros dizem que ele foi Congregacional antes de se tornar batista) foi de 30 libras ou sejam 3.000 cruzeiros. As multas de Clark e Gandall foram pagas por amigos. Holmes recusou igual obséquio alegando que não havia errado, razão porque foi bastante chicoteado. Os arquivos dizem que ele “se despira até a cintura” e que foi açoitado (com chicote tipo especial) até que o sangue lhe cobriu as costas, descendo pelas pernas até Lhe encher os sapatos! Dizem ainda que o seu corpo foi de tal maneira escoriado que por mais de duas semanas ele não podia deitar, porque incisoras lhe impediam de tocar o leito. Para que pudesse dormir era-lhe necessário o estirar-se, tendo os joelhos e cotovelos no chão, como suporte ao corpo. Li todas as memórias que existem em relação ao açoitamento e demais sofrimentos de Holmes, bem com as suas declarações. Dificilmente esse drama poderia ter sido mais brutal. E isto aqui na América do Norte!

  1. Painter foi outra vítima, também chicoteado porque recusou “batizar o seu filho”, tendo dado opinião de que o “batismo infantil” era uma ordenança anticristã. Por causa dessas ofensas Painter foi amarrado e chicoteado. O governador Winthrop diz-nos que Painter foi açoitado “por reprovar a ordenança do Senhor”.
  1. Na colônia onde o Presbiterianismo era religião oficial dos dissidentes (Batistas e de outras seitas) não tiveram melhor na Colônia Massachussetts Bay onde congregacionalismo era a Religião do Estado.

Nesta colônia havia uma comunidade Batista. Somente cinco famílias não o eram. Como batistas reconheciam as leis sob as quais estavam e, conforme nos dizem os documentos, obedeceram-nas. Ocorreu então o seguinte incidente:

Foi decidido pelas autoridades que seria construída uma casa de cultos para os presbiterianos, na comunidade batista. O único caminho para se conseguir isto seria o de se criar um imposto especial. Os Batistas reconheceram aos presbiterianos a autoridade de criar essa nova taxa, mas fizeram ao mesmo tempo uma petição – “Estamos iniciando nossa comunidade. Nossas pequenas casas foram há pouco concluídas e acabamos de plantar nossas pequenas hortas e jardins. Nossos campos não estão ainda limpos. Além disto estamos pagando um imposto para a construção de uma fortaleza que nos ponha a seguro dos ataques dos índios. Não poderemos, possivelmente, pagar outra taxa agora”. Esta é somente a súmula da petição que fizeram. A taxa foi criada. Não lhes seria possível pagá-lo logo. Um leilão foi, pois, anunciado. As vendas foram feitas. Suas casas, jardins, hortas, e até cemitérios foram vendidos. Somente não o foram os campos ainda não preparados. Uma propriedade avaliada em 363 libras e 5 shillings foi vendida por 35 libras e 10 shillings. Algumas dessas propriedades haviam sido compradas pelo ministro presbiteriano que ia pregar lá. A comunidade foi abandonada e deixada em ruínas.

Um grande livro poderia ser cheio dessas leis opressivas. Impostos terríveis e desrespeitos flagrantes foram desfechados duramente contra os batistas. Mas aqui não podemos entrar nesses pormenores.

  1. Nas colônias do Sul, através dos Estados de Carolina do Norte e do Sul, e especialmente Virgínia, onde a Igreja da Inglaterra dominava, a perseguição aos Batistas foi séria e continuada. Muitas vezes seus pregadores foram multados e aprisionados. Desde o início do período colonial até a Guerra da Independência, mais de 100 anos, portanto, a perseguição aos Batistas foi continuada.
  1. Daremos agora alguns exemplos das perseguições aos Batistas da Virgínia e seria interessante notar que Virgínia foi o 2° lugar no mundo onde a liberdade religiosa foi adotada, seguindo a Rhode Island. Mas isto foi um século mais tarde. Antes disto, cerca de 30 pregadores em tempos diferentes foram presos, tendo como única acusação contra si o fato de “pregarem o Evangelho do Filho de Deus”. Jayme Ireland é um exemplo. Ele foi preso… Depois disto os seus inimigos experimentaram matá-lo a pólvora. Tendo falhado neste primeiro esforço quiseram sufocá-lo até a morte, usando enxofre, que ardia sob as janelas da prisão. Tendo falhado outra vez, tentaram envenená-lo com o auxílio de um médico. Tudo falhou. E Ireland continuou a pregar para o seu povo das janelas da prisão. Um muro foi construído em redor da cela para impedir que o povo o visse ou fosse visto por ele, mas ainda esta dificuldade foi vencida. O povo amarrou um lenço à ponta de uma comprida vara a qual era levantada para mostrar a Ireland que todos estavam reunidos. As pregações continuaram.
  1. Três outros ministros batistas (Luiz e José Gaig e Aarão Bledose) foram presos mais tarde com a mesma acusação. Um deles ao menos era parente de R. E. B. Baylor e possivelmente um ou mais outros pastores batistas de Texas. Estes ministros foram chamados perante o tribunal para serem processados. Patrick Henry, tendo ouvido isto veio a cavalo de grande distância e, não obstante pertencer à Igreja deles, grande foi a sua defesa. Não posso dar aqui uma descrição da mesma. Ela encantou o tribunal. Os pastores foram libertados.
  1. Como em Rhode Island e outros lugares a liberdade religiosa veio devagar e por partes. Por exemplo: Em Virgínia foi promulgada uma lei dando permissão aos municípios de terem um pastor batista, mas somente um. O pastor poderia pregar um só vez de dois em dois meses. Mais tarde esta lei foi modificada, permitindo a pregação uma vez cada mês. Mas, ainda, assim em um só lugar do Município e um único sermão naquele dia, mas nunca pregado à noite. Outras leis foram passadas não somente na Virgínia mas em outros lugares, proibindo positivamente qualquer trabalho missionário. Quem sabe foi esta lei a causa de ter sido Judson o primeiro missionário norte-americano no estrangeiro? Passou-se longo tempo e muitas batalhas foram travadas na Câmara da Virgínia para que essas leis fossem grandemente modificadas.
  1. Evidentemente um dos maiores obstáculos à liberdade religiosa na América e provavelmente em todo o mundo, foi a convicção dominante entre os povos através dos séculos de que é impossível o desenvolvimento da religião sem o apoio financeiro governamental. Nenhuma denominação poderia, segundo essa ideia, prosperar; simplesmente pelas ofertas de seus aderentes. Este foi um argumento difícil de ser vencido, ao ser iniciada a batalha pela desoficialização da Igreja da Inglaterra no Estado de Virgínia, como também mais tarde no Congresso Nacional, ao ser discutido esse mesmo assunto. Por longo tempo os batistas batalharam quase sozinhos.
  1. Rhode Island começou sua colônia em 1638, mas não foi legalmente reconhecida até 1663. Foi o primeiro lugar do mundo onde a liberdade religiosa foi conseguida. O segundo lugar foi Virgínia em 1786. O primeiro artigo da Constituição norte-americana, segundo o qual seria garantida a liberdade religiosa para todos os homens, deveria entrar em vigor a 15 de Dezembro de 1791. Os Batistas são reconhecidos como os líderes do movimento que trouxe essa bênção à nação.
  1. Citemos um dos primeiros incidentes ocorridos na Câmara Federal, com relação a esse assunto. Estava sendo discutida a conveniência dos Estados Unidos terem uma Igreja oficial ou várias Igrejas oficiais ou a liberdade religiosa. Várias diferentes propostas foram feitas. Uma recomendava que a Igreja da Inglaterra fosse reconhecida como oficial. Outra que fosse a Igreja Congregacional a oficial, e, ainda outros, optavam pela Presbiteriana. Muitos Batista, provavelmente nem um deles membro do Congresso, estavam pugnando pela absoluta liberdade religiosa. James Madison, (mais tarde presidente) era o defensor principal deles. Patrick Henry levantou-se e fez uma proposta substitutiva para todas: “Que as quatro igrejas ou denominações – Igreja da Inglaterra, Episcopal, Congregacional, Presbiteriana e Batista – fossem consideradas oficiais. Finalmente, cada representante sentiu que a sua denominação não poderia – segundo essa proposta – ser a oficial. Foi resolvido, então, por eles que a proposta de Henry fosse aceita, prontificando-se a tomar o compromisso nessa base. (Segundo esta proposta substitutiva cada indivíduo estava no direito de decidir qual denominação seria beneficiada pelos impostos pagos por ele). Os Batistas continuaram a lutar contra tudo isto; qualquer união entre a Igreja e o Estado estava contra os seus princípios fundamentais, razão porque eles não aceitavam isto, ainda que fosse votado. Henry insistiu com eles para que aceitassem isto, disse que ele estava se esforçando por ajudá-los e que eles não viveriam sem esse auxílio, mas ainda assim eles continuaram recusando. Feita a votação, a proposta de Henry foi aceita quase que por unanimidade. Mas a proposta tinha de ser votada três vezes. 0s Batistas dirigidos por Madison e possivelmente por outros, continuaram a lutar. Veio a segunda votação. Novamente foi a proposta quase unanimemente aceita, em parte devido à grande eloquência de Henry. Mas faltava ainda a terceira votação Parece que Deus interveio a este tempo. Henry foi nomeado Governador de Virgínia e deixou o Congresso. Vinda a terceira votação a eloquência de Henry não foi sentida e a proposta caiu.

Assim os Batistas quase se tornaram uma denominação oficializada, apesar do seu mais solene protesto. Esta não é a única oportunidade que os Batistas tiveram de se tornar uma denominação estabelecida por lei, mas é, provavelmente, a experiência que mais perto disto os levou.

  1. Não muito depois desse tempo a Igreja da Inglaterra perdeu inteiramente a oficialização na América. Nenhuma Denominação religiosa tinha o apoio do Governo Federal (se bem que em poucos Estados ainda houvesse algum oficialismo). A Igreja e o Estado, daí por diante foram completamente separados nos Estados Unidos. Estes dois – a Igreja e o Estado – tinham vivido em toda a parte por mais de 1.500 anos (desde 313 num casamento altamente ilícito.) A Liberdade Religiosa, pelo menos nos Estados Unidos, ressuscitou para não mais morrer; e agora, gradualmente ela vai se infiltrando em outros lugares pelo mundo.
  1. Esta morte, todavia, foi tarefa altamente difícil. A Igreja e o estado continuaram unidos em vários Estados, depois de ter sido colocada na Constituição dos Estados Unidos a liberdade religiosa. O Estado de Massachussetts onde a ideia da união de Igreja e Estado foi primeiramente aceita na América do Norte como já dissemos, finalmente cedeu à liberdade religiosa. Isto só veio depois de 2 e meio séculos. O Estado de Utah é o único lugar que desfigura a “Liberdade Religiosa” na terra em que ela nasceu e que é uma das maiores do mundo a lhe dar absoluto prestígio. Convém lembrar que não pode haver uma absoluta liberdade religiosa em qualquer nação onde o Governo subvenciona uma qualquer denominação religiosa.
  1. Algumas interessantes perguntas têm sido feitas muitas vezes aos batistas: “Aceitariam eles, como denominação, a oferta de qualquer nação para a sua “oficialização” se tal país pudesse livremente fazer esta oferta? E, caso aceitassem esta oferta, tornar-se-iam eles perseguidores de outros, como dos Católicos, Episcopais, Luteranos, Presbiterianos ou Congregacionais? Provavelmente que uma pequena consideração a essas indagações não seria inútil. Tem tido os batistas de fato estas oportunidades?

Não foi relatado pela História de quando em certa ocasião o Rei dos Países Baixos (que naquele tempo compreendia num só grupo a Noruega, Suécia, Bélgica, Holanda e Dinamarca) tinha em profunda consideração a questão de uma religião oficial? Seu reino estava cercado por todos os lados de nações que tinham igrejas oficiais – sustentadas pelo Governo civil.

Diz a História que o Rei da Holanda nomeou uma comissão para examinar os princípios de todas as denominações existentes lá, para verificar a que mais se aproximava da Igreja do Novo Testamento. A Comissão voltou com o relatório de que os batistas eram os melhores representantes dos ensinos do Novo Testamento. Então o Rei ofereceu para “oficializar” a denominação Batista em seu remado. Os batistas gentilmente agradeceram-lhe a oferta, mas declinaram dela, alegando que isto era contrário às suas convicções e princípios fundamentais.

Mas não foi esta a única oportunidade que lhes oferecida de ter a sua denominação como uma religião oficial. Eles certamente tiveram a mesma oportunidade quando a colônia de Rhode Island foi fundada. E, teria sido impossível a um batista perseguir outros e continuar sendo batista. Eles foram os primeiros advogados da “Liberdade Religiosa”. Este é realmente um dos artigos fundamentais da sua fé. Eles creem na absoluta separação entre a Igreja e o Estado.

  1. Tem sido tão forte a convicção dos batistas na questão da separação entre o Estado e a Igreja que eles têm declinado invariavelmente de todas as ofertas de ajuda por parte do Estado. Daremos dois exemplos em seguida: Um em Texas e outro no México. Há muitos anos passados, quando a Universidade de Baylor estava no início, o Estado de Texas ofereceu ajudá-la. A Universidade declinou do auxílio não obstante estar em grande necessidade. Os Metodistas de Texas tinham iniciado uma escola neste mesmo tempo. Eles aceitaram o auxílio do Estado; esta Escola finalmente caiu nas mãos do Estado.

(Nota do Tradutor – R E B Baylor foi um dos fundadores da “Baylor University”, a maior universidade Cristã do mundo, com sede em Waco, Texas Sua matrícula já atingiu um número superior a 3 000 alunos!)

 

O caso do México ocorreu assim: W. D. Powell era nosso missionário no México. Por seu trabalho tinha conseguido criar uma impressão favorável aos Batistas, diante do Governador Madero do Estado de Coahuila, México. Madero ofereceu uma grande oferta do Governo aos Batistas, para o estabelecimento de uma boa escola no Estado de Coahuila. A questão foi submetida por Powell à Junta de Missões Estrangeiras. Foi rejeitada porque era do Estado. Mais tarde Madero deu pessoalmente uma grande quantia e foi aceita e o Instituto Madero foi construído e estabelecido.

ALGUMAS PALAVRAS FINAIS

  1. Durante todo o período da “Idade Média” muitos cristãos e muitas Igrejas locais, independentes, algumas das quais com data contemporânea aos Apóstolos, as quais nunca em qualquer tempo se ligaram à Igreja Católica. Esses grupos rejeitaram inteiramente os católicos e suas doutrinas. Este é um fato claramente demonstrado pela História verossímil.
  1. Tais cristãos foram sempre objeto de amarga e contínua perseguição. A História mostra que durante o período da Idade Média, contando-se desde o seu início em 476, houve perto de 50 milhões desses cristãos os quais sofreram a morte pelo martírio. Muitos milhares de outros, quer precedendo ou sucedendo à Idade Média, pereceram sob o mesmo terror de mãos perseguidoras.
  1. Aqueles cristãos, durante esses muitos séculos de trevas foram tratados por muitos e diferentes nomes, todos dados por seus inimigos. Esses nomes foram dados algumas vezes por causa de um líder heroico ou por outras causas muitas vezes também, deu-se o caso de grupos que sustentavam os mesmos pontos de vista, serem tratados por nomes diferentes, em localidades diferentes. Mas, não obstante todas essas mudanças de nomes, havia um nome especial uma designação preferida, a qual se aplicava ao menos a um grupo de cristãos através de toda a “Idade Média”. Esta designação era a de “Ana-Batista”, uma palavra composta que surgiu para designar um grupo de cristãos que apareceu na História durante o terceiro século; interessante notar que surgiu logo depois do batismo infantil e, o que é mais sugestivo ainda, apareceu antes do uso do nome Católico. Assim, “Anabatista é o mais antigo nome denominacional da História.
  1. Uma remarcaste peculiaridade desses cristãos foi e continuou a ser nos séculos sucessivos a rejeição à doutrina humana do “Batismo Infantil”, razão porque exigiam rebatismo de todos aqueles que vinham se filiar a eles, mesmo quando tivessem sido batizados na infância. Por causa desta peculiaridade eles foram chamados ” Anabatistas”.
  1. Esta designação especial foi aplicada a muitos dos Cristãos que tinham recebido outros apelidos; especialmente isto se deu com os Donatistas, Paulicianos, Albingenses, Antigos Waldenses e outros. Nos séculos subsequentes essa designação passou a ser aplicada a um grupo distinto. Estes eram então simplesmente chamados “Anabatistas” e gradualmente, todos os outros nomes foram caindo do uso. Muito cedo no século 16, antes ainda da origem da Igreja Luterana, a primeira de todas as Igrejas Protestantes, a palavra “ana” foi entrando em desuso e eles foram simplesmente chamados “Batistas”.
  1. Antes e durante a “Idade Média” houve um grupo de muitas Igrejas que nunca, em qualquer tempo, se identificaram com os católicos. Depois da “Idade de Trevas” houve um grupo de muitas igrejas, que nunca tiveram qualquer identificação ou ligação com os católicos. As seguintes são algumas das doutrinas fundamentais que esse grupo seguia quando entrou na Idade Média. São as mesmas doutrinas que ele seguia quando saiu da Idade Média. São as mesmas doutrinas fundamentais que o mesmo grupo ainda agora segue:

DOUTRINAS FUNDAMENTAIS

 

  1. Uma Igreja espiritual, tendo Cristo por fundador, único cabeça e legislador.
  1. Duas ordenanças somente: o batismo e a Ceia do Senhor. São tipos e memoriais, não sacramentos.
  1. Seus oficiais constituem só duas classes: bispos ou pastores e diáconos. São servos da Igreja.
  1. Seu governo é uma pura democracia. Executiva somente, não legislativa.
  1. Suas leis e doutrinas estão no Novo Testamento e nele somente.
  1. Seus membros: crentes unicamente, salvos pela graça, não por obras, mas através do poder regenerador do Espírito Santo.
  1. Suas exigências: os crentes são recebidos na Igreja pelo batismo, que é administrado por imersão, seguindo em obediência a todas as leis do Novo Testamento.
  1. As várias Igrejas são separadas e independentes na execução de leis e de disciplina, bem como na sua responsabilidade diante de Deus; – cooperam, entanto, no trabalho.
  1. Completa separação entre a igreja e o Estado.
  1. Absoluta liberdade religiosa para todos.

MAPA:

MAPA – O RASTO DE SANGUE – J.M.CARROLL

 

 

 

 

 

 

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Roma sobre Sete Montes = A Grande Babilônia do Apocalipse

Roma sobre Sete Montes = A Grande Babilônia do Apocalipse

“Aqui o sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada.”

Apocalipse 17:9

         A cada dia observamos as profecias da Palavra de Deus (a Bíblia) sendo cumpridas à risca.

         Algumas profecias dizem respeito às atitudes dos homens:

II Timóteo 3:

1 SABE, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.

2 Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,

3 Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,

4 Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,

5 Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.

6 Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências;

7 Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.

Essas coisas sempre aconteceram, mas nunca nas proporções atuais e tudo ao mesmo tempo!

         Há cerca de dois milênios, o Senhor Jesus Cristo advertiu sobre alguns acontecimentos que precederiam à sua volta. Ele vem nas nuvens, como relâmpago que sai do oriente e se mostra até ao ocidente… O arrebatamento será muito rápido. Qualquer que se nomear na terra como “o Cristo” é um impostor. O encontro dos salvos (escolhidos) com o Senhor Jesus Cristo será nas nuvens, nos ares.

Mateus 24:

21 Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver.

22 E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.

23 Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito;

24 Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.

25 Eis que eu vo-lo tenho predito.

26 Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais. Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis.

27 Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem.

28 Pois onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão as águias.

29 E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.

30 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.

31 E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.

32 Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão.

33 Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas.

34 Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam.

35 O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.

36 Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai.

37 E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem.

38 Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca,

39 E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.

40 Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro;

41 Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra.

42 Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.

43 Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa.

44 Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis.

I Tessalonicenses 4:

13 Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.

14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele.

15 Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.

16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.

17 Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.

18 Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavra

O arrebatamento será como um abrir e fechar de olhos:

I Coríntios 15:

52 Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.

         O Senhor Jesus Cristo voltará para ressuscitar e arrebatar todo aquele que o recebeu como Único Salvador e Senhor (João 14:1 a 6; Atos 1:11; I Tess. 4:13 a 12), depois, iniciar-se-á um período de sete anos de Grande Tribulação sobre a terra (Daniel 9:25 a 27; Sofonias 1:14 e 15; Apoc. 5: a 19:). A Palavra de Deus adverte que nunca houve nem jamais haverá dias como esses (Daniel 12:1; Mateus 24:21). Por isto, será muito mais difícil, os que estiverem em vida naqueles dias, a conversão ao Senhor Jesus Cristo. Os que se converterem ao Senhor Jesus Cristo no período da Grande Tribulação experimentarão torturas e a morte física (Apoc. 7:9 a 14). Como não sabemos o dia e a hora que o Senhor Jesus Cristo voltará, e poderá ser a qualquer momento, converta-se a Ele AGORA (Marcos 13:32; Atos 1:7; II Coríntios 6:2; Atos 17:30).

Dentre diversos acontecimentos que precederão à Grande Tribulação, o Senhor Jesus Cristo alerta sobre fomes, pestes (doenças) e terremotos. Essas coisas sempre aconteceram, mas nunca nas proporções atuais e ao mesmo tempo!

Mateus 24:

3 E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?

4 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane;

5 Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.

6 E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.

7 Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.

8 Mas todas estas coisas são o princípio de dores.

         Assistindo os noticiários televisivos e acessando sites de notícias, hoje (24/08/2016), lembrei-me de algumas profecias bíblicas. Não podemos olvidar a ocorrência do terremoto que devastou três cidades inteiras na Itália: Amatrice, Accumoli e Arquata del Tronto. Com certeza, o terremoto foi mais um cumprimento de profecias bíblicas.

         Haverá no período da Grande Tribulação, após o arrebatamento dos salvos, muita devastação e pragas sobre a terra.

         O texto, transcrito abaixo, de Apocalipse 16:18 a 20, informa que haverá vozes, trovões, relâmpagos e um GRANDE TERREMOTO como NUNCA TINHA HAVIDO DESDE QUE HÁ HOMENS SOBRE A TERRA. A “Grande Babilônia” está descrita como “grande cidade” que se fenderá em três partes. Diz, ainda, que “os montes não se acharam”. Que cidade é essa? Qual a sua localização?

Apocalipse 16:

18 E houve vozes, e trovões, e relâmpagos, e um grande terremoto, como nunca tinha havido desde que há homens sobre a terra; tal foi este tão grande terremoto.

19 E a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e da grande Babilônia se lembrou Deus, para lhe dar o cálice do vinho da indignação da sua ira.

20 E toda a ilha fugiu; e os montes não se acharam.

         Deus nos permite entender muito sobre diversos textos figurativos em sua Palavra (a Bíblia). Nas quatro narrações do EVANGELHO (Mateus, Marcos, Lucas e João), encontramos parábolas que foram explicadas pelo Senhor Jesus Cristo aos discípulos (“E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Que parábola é esta? E ele disse: A vós vos é dado conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros por parábolas, para que vendo, não vejam, e ouvindo, não entendam.” – Lucas 8:9 e 10). O mesmo acontece com algumas passagens do Apocalipse.

Vamos fazer uma sintética análise no capítulo 17:1 a 18, de Apocalipse:

Apocalipse 17:

1 E VEIO um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas;

2 Com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua prostituição.

3 E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres.

4 E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição;

5 E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra.

6 E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração.

7 E o anjo me disse: Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres.

8 A besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição; e os que habitam na terra ( cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo ) se admirarão, vendo a besta que era e já não é, mas que virá.

9 Aqui o sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada.

10 E são também sete reis; cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo.

11 E a besta que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição.

12 E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão poder como reis por uma hora, juntamente com a besta.

13 Estes têm um mesmo intento, e entregarão o seu poder e autoridade à besta.

14 Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis.

15 E disse-me: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e línguas.

16 E os dez chifres que viste na besta são os que odiarão a prostituta, e a colocarão desolada e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no fogo.

17 Porque Deus tem posto em seus corações, que cumpram o seu intento, e tenham uma mesma ideia, e que deem à besta o seu reino, até que se cumpram as palavras de Deus.

18 E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra.

A Grande Prostituta = Grande BabilôniaGrande Cidade

Apocalipse 17:1, 5 e 18

         Em sentido figurativo, Deus compara a “Grande Babilônia” com uma “Grande Prostituta”. De acordo com o versículo 18, de Apoc. 17:, essa “Grande Prostituta” ou “Grande Babilônia” é uma “Grande Cidade”.  Entendemos que uma prostituta se contamina com a “vendagem” do seu corpo, proliferação de doenças e a decadência moral, física e espiritual. No Apocalipse, Deus deixa bem claro que essa “Grande Cidade” é uma instituição religiosa que contamina seus fiéis de forma moral, física e espiritual (Apoc. 17:4 e 5 e capítulo 18).

         Essa “Grande Cidade” (ou “Mulher”) também é uma instituição religiosa, pois, conforme Apocalipse 17:4, 6: “estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas (gosta da cor de sangue), “estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus

Muitas Águas = Povos, Multidões, Nações e Linguas.

Apocalipse 17:1 e 15.

         A “Besta” encabeça essa “Grande Cidade”, que também é uma instituição religiosa, e consegue liderar povos de muitas nações e línguas, e é conhecida mundialmente pela sua “cidade sede”.

A Mulher = Grande Cidade

Apocalipse 17:18

         A “Mulher” é a “Grande Cidade” que “reina sobre os reis da terra”. Já vimos que a “Grande Cidade” é a mesma “Grande Prostituta” e “Grande Babilônia”. Está bem claro que “a Mulher” ou a “Grande Cidade” será um governo que regerá todos os outros países, sem impedimento algum. Com certeza, será um governo mundial aceito, espontaneamente, por todos os países, pois o texto não dá entendimento que haverá alguma tomada de reino por batalha/guerra. Na verdade, todos os governos mundiais aceitarão a liderança desse governo/reino. O texto de Apocalipse 16:13 a 15 afirma que os espíritos de demônios congregarão os governos de todo o mundo para a batalha do dia do Deus Todo-Poderoso: “E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso. Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas.”  Apoc. 16:13 a 15. Essa “mulher” (“Grande Cidade”) está embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus” (Apoc. 17:6). Além das perseguições, torturas e assassinatos dos cristãos verdadeiros, desde a época que o Senhor Jesus Cristo esteve aqui na terra em carne, “Roma”, a partir do quarto século, encabeçada pelo Catolicismo Romano, durante a Idade Média e com a “Santa Inquisição”, assassinou mais de oitenta milhões de pessoas, apenas porque não quiseram aceitar seus dogmas diabólicos. Dentre os assassinados por “Roma” (a “Grande Cidade” assentada sobre sete montes), mais de cinquenta milhões eram BATISTAS (Leia o livro histórico “O Rasto de Sangue” de J. M. Carroll).

Essa “Mulher”, ou “Grande Cidade”, ou ainda, “Grande Prostituta” cairá em muito breve:

Apocalipse 14:

8 E outro anjo seguiu, dizendo: Caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição.

Apocalipse 18

1 E DEPOIS destas coisas vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória.

2 E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e covil de todo espírito imundo, e esconderijo de toda ave imunda e odiável.

3 Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição, e os reis da terra se prostituíram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias.

4 E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.

5 Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniquidades dela.

6 Tornai-lhe a dar como ela vos tem dado, e retribuí-lhe em dobro conforme as suas obras; no cálice em que vos deu de beber, dai-lhe a ela em dobro.

7 Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, foi-lhe outro tanto de tormento e pranto; porque diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto.

8 Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga.

9 E os reis da terra, que se prostituíram com ela, e viveram em delícias, a chorarão, e sobre ela prantearão, quando virem a fumaça do seu incêndio;

10 Estando de longe pelo temor do seu tormento, dizendo: Ai! ai daquela grande Babilônia, aquela forte cidade! pois numa hora veio o seu juízo.

11 E sobre ela choram e lamentam os mercadores da terra; porque ninguém mais compra as suas mercadorias:

12 Mercadorias de ouro, e de prata, e de pedras preciosas, e de pérolas, e de linho fino, e de púrpura, e de seda, e de escarlata; e toda a madeira odorífera, e todo o vaso de marfim, e todo o vaso de madeira preciosíssima, de bronze e de ferro, e de mármore;

13 E canela, e perfume, e mirra, e incenso, e vinho, e azeite, e flor de farinha, e trigo, e gado, e ovelhas; e cavalos, e carros, e corpos e almas de homens.

14 E o fruto do desejo da tua alma foi-se de ti; e todas as coisas gostosas e excelentes se foram de ti, e não mais as acharás.

15 Os mercadores destas coisas, que com elas se enriqueceram, estarão de longe, pelo temor do seu tormento, chorando e lamentando,

16 E dizendo: Ai, ai daquela grande cidade! que estava vestida de linho fino, de púrpura, de escarlata; e adornada com ouro e pedras preciosas e pérolas! porque numa hora foram assoladas tantas riquezas.

17 E todo o piloto, e todo o que navega em naus, e todo o marinheiro, e todos os que negociam no mar se puseram de longe;

18 E, vendo a fumaça do seu incêndio, clamaram, dizendo: Que cidade é semelhante a esta grande cidade?

19 E lançaram pó sobre as suas cabeças, e clamaram, chorando, e lamentando, e dizendo: Ai, ai daquela grande cidade! na qual todos os que tinham naus no mar se enriqueceram em razão da sua opulência; porque numa hora foi assolada.

20 Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já Deus julgou a vossa causa quanto a ela.

21 E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada.

22 E em ti não se ouvirá mais a voz de harpistas, e de músicos, e de flautistas, e de trombeteiros, e nenhum artífice de arte alguma se achará mais em ti; e ruído de mó em ti não se ouvirá mais;

23 E luz de candeia não mais luzirá em ti, e voz de esposo e de esposa não mais em ti se ouvirá; porque os teus mercadores eram os grandes da terra; porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias.

24 E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.

As Sete Cabeças = Sete Montes e, também, Sete Reis (governantes) sobre os quais a mulher (“Grande Cidade”) está assentada”.

Apocalipse 17:9 e 10

         Roma está situada, geograficamente, sobre SETE MONTES (COLINAS).

Significado de COLINA:

Fonte:

http://www.dicionarioweb.com.br/colina/

“f. Cyn.

Pequena montanha, oiteiro; encosta.

Separação das Silabas: co-li-na

Etimologia: Lat. colina

Sinônimos

cabeço, cômoro, monte, montículo, morro, outeiro.”

(grifo nosso)

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FONTE:

http://solascriptura-tt.org/Seitas/Romanismo/AGrandeProstituta-porMSchultze.htm

 

“Além do mais, ela é uma cidade construída sobre sete colinas. Isso elimina especificamente a antiga Babilônia. Só uma cidade com mais de 2.000 anos tem sido conhecida como a cidade das sete colinas. Essa cidade é Roma. A Enciclopédia Católica declara: “É dentro da cidade de Roma, chamada a cidade das sete colinas, que a área completa do Vaticano está agora confinada”.

 

Capítulo 6 do livro

 

“A Woman Rides the Beast” (A Mulher Montada na Besta)

de Dave Hunt – Traduzido por Mary Schultze”

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FONTE:

http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/roma-antiga—origens-costumes-cultura-cidadania-e-direito.htm

“História geral

Roma antiga – Origens: Costumes, cultura, cidadania e direito

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

(Atualizado em 09/05/2014, às 16h25) 13/10/200512h19

Origens históricas de Roma

A data lendária (753 a.C.) da fundação de Roma não representa o período mais antigo de ocupação do local onde a cidade surgiu. Vestígios de povoação foram encontrados e remontam à Idade do Bronze. É provável que a cidade tenha surgido de um forte erguido pelos habitantes do Lácio (latinos e sabinos) para defender-se dos etruscos, que dominavam parte da península Itálica. Roma surgiu no topo do monte Palatino e se expandiu gradualmente pelos outros seis montes vizinhos, o Esquilino, o Célio, o Quirinal, o Viminal, o Capitolino e o Aventino. Mas a cidade não parou de crescer ao longo dos séculos.”

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http://www.caminhosdaitalia.com.br/historia/historia-de-roma.html

“Fonte: Livro “Viaggio in Italia”  (Vittorio Azzarà – Roberta Scarpocchi – Federica Vincenti)

História de Roma

Segunda a lenda, Roma foi fundada por Rômulo, o primeiro dos sete reis de Roma, em 753 a.C. O Império Romano durou mais de mil anos, até 476 d.C. No tempo de Augusto havia mais de um milhão, talvez um milhão e meio de habitantes. Em 313 a.C. o Imperador Constantino concedeu ao cristianismo liberdade de culto e Roma tornou-se o mais importante centro do papado. Na idade média atravessou um período de decadência e seus habitantes diminuíram enormemente.

Nos séculos V e VI alcançou uma época de grande esplendor. A cidade de Roma teve uma grande expansão e foram construídos os mais importantes monumentos artísticos como, por exemplo, a Capela Sistina. No século XIX, depois do “Risorgimento” e da guerra de independência, Roma deixou de ser a capital do Estado Papal e, em 1870, com a unificação, tornou-se capital da Itália.

Os primeiros habitantes de Roma, os latinos, construíram no atual Lazio uma série de vilarejos onde viviam da agricultura e pastoreio. Um desses vilarejos, sobre sete colinas, foi chamado de Roma que significa “Cidade do rio”. Roma, de fato, encontra-se vizinha ao rio Tevere. O Tevere permitiu que Roma se desenvolvesse.

Em 48 a.C. cai a República e nasce o Império Romano. Durante o império de Otavio Augusto, Roma vê-se em um grande momento de paz. Sobre ele nasce Jesus Cristo, em uma província do Império Romano: a Palestina. Em todo o imenso império conquistado os romanos deixaram marcas de sua civilização. No final do século IV d.C. o Império Romano se divide em dois: Império Romano do Oriente e Ocidente. No século V, com as invasões bárbaras, o império cai.

 

Na idade média, Roma passa a ser importante porque se torna sede do papado. Em 1870 torna-se capital da Itália.”

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FONTE:

http://brasilescola.uol.com.br/geografia/vaticano.htm

VATICANO

 

GEOGRAFIA

O Vaticano é a sede da Igreja Católica e a residência oficial do Papa, além disso ele é o menor país do mundo.

 

Encravado na zona norte da cidade de Roma, capital da Itália, o Vaticano é o menor país do mundo. É a sede da Igreja Católica e residência oficial do papa. Seu nome é uma referência a uma das sete colinas da capital italiana.

Governo: Papado vitalício.

Divisão administrativa: Santa Sé (órgão supremo da Igreja Católica) e Cidade do Vaticano (sede da Igreja).

Idiomas: Italiano e Latim.

 

Religião: Cristianismo 100% (católicos 98%, sem filiação 2%).

Moeda: Euro.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco

Graduado em Geografia

Equipe Brasil Escola

  

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A Besta = Um “Rei” (governante) = Um homem (666).

Apocalipse 17:7, 10 e 11

         A “Besta” “traz a mulher”, ou seja, a “Besta” conduz a mulher (a “Grande Cidade”). A besta é o governante (rei) dessa “Mulher” ou “Grande Cidade”. “Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.”. Apocalipse 13:18

Dez Chifres = Dez Reis que entregarão suas autoridades à “Besta” e combaterão contra o Senhor Jesus Cristo, mas serão vencidos para sempre.

Apocalipse 17:12 a 14

         Tudo isto é muito sério! A Palavra de Deus se cumpre exatamente como está escrita.

I João 1:

7 mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado.

Só o sangue do Senhor Jesus Cristo pode purificar o pecador, VERDADEIRAMENTE arrependido, de todo o pecado (I João 1:7). O mesmo Jesus ressuscitou, EM CARNE E OSSOS (Lucas 24:39), ao terceiro dia da sua morte, e voltará para arrebatar todo aquele que o recebeu como ÚNICO CAMINHO, ÚNICA VERDADE, ÚNICA VIDA ETERNA (João 14:6).

Sou SALVO PARA SEMPRE unicamente PELO SANGUE DO CORDEIRO DE DEUS (JESUS CRISTO). Tenho a certeza ABSOLUTA que sou SALVO APENAS PELA GRAÇA DE DEUS e VOU (COM CERTEZA) MORAR NO CÉU!

Tito 3:

5 não em virtude de obras de justiça que nós houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou mediante o lavar da regeneração e renovação pelo Espírito Santo,

Efésios 2:

8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus;

9 não vem das obras, para que ninguém se glorie.

Se alguém quiser acreditar ou não, não mudará o fato da EXISTÊNCIA DO INFERNO ETERNO DE FOGO. A Bíblia está cheia de textos que falam sobre o inferno eterno de fogo. Muitos que não criam, estão crendo tarde demais. Não seja um dos tais que apostaram nos “eus achos” e em doutrinas diabólicas e se arrependeram tarde demais.

Deus não leva em conta os “conhecimentos” e “habilidades” terrenas, nem trata o homem de acordo com os bens que possui, mas EXIGE que TODOS, EM TODO LUGAR, SE ARREPENDAM (Atos 17:30).

Lucas 12:15

E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.

Cada um deve reconhecer que é um pecador perdido (Romanos 3:23) e, por isto, arrepender-se dos seus pecados; crê que o Senhor Jesus Cristo pagou todos os pecados de cada um de nós com o sangue dEle (I João 1:7) porque não podemos, de forma alguma, pagar um só pecado; crê que o Senhor Jesus Cristo ressuscitou, em carne e ossos (Lucas 24:39), ao terceiro dia da sua morte e converter-se a Ele; não a uma religião, mas ao Senhor Jesus Cristo, recebendo-o como Único e Todo-Suficiente Salvador (João 14:6).

Fique, agora, a sós com Deus… Não exija nada dEle; pois, quem somos para exigirmos algo de Deus? Com toda humildade no seu coração ESVAZIE-SE DE TUDO O QUE APRENDEU… Sinta que você é (o que todo homem é): PÓ! Diga a Deus que você não merece nem falar com Ele, quanto mais OUVIR A SUA VOZ. Agora, arrependido por ser mais um PECADOR (como todos o são), peça MISERICÓRDIA A DEUS e CREIA QUE o SANGUE DO SENHOR JESUS CRISTO É o ÚNICO PAGAMENTO POR TODOS OS TEUS PECADOS (I JOÃO 1:7). Não precisas ouvir som algum, mas necessitas sentir, em teu coração, que Deus está pronto a te ouvir! Creia, sem dúvida alguma, que o Senhor Jesus Cristo RESSUSCITOU EM CARNE E OSSOS (Lucas 24:39)… Romanos 10:9 e 10.

Esvazie-se deste mundo e de tudo o que te prende (amarra) a ele e sinta a sua inutilidade para salvar a sua alma… Creia, no seu coração, que JESUS CRISTO é o ÚNICO (João 14:6) que PODE, PELA SUA INFINITA GRAÇA, AMOR e MISERICÓRDIAS, SALVAR A TUA POBRE E PERDIDA ALMA, AGORA!

Ore assim, não como uma reza, com coração sincero e arrependido, a Deus: Senhor Deus, eu sou um pecador perdido e por isso não posso fazer nada para pagar os meus pecados. Foi por isto que o teu Filho, Jesus Cristo, morreu na cruz: Para pagar todos os meus pecados com o sangue que derramou. Mesmo sem ter visto, pela fé, creio que o Senhor Jesus Cristo ressuscitou, ao terceiro dia da sua morte, em carne e ossos; está vivo no céu. Agora, eu abro o meu coração e te peço: Entre, agora, Senhor Jesus, no meu coração, perdoa todos os meus pecados, como perdoaste o ladrão que morreu na cruz ao teu lado; purifica-me com o teu sangue; livre-me da condenação eterna do fogo do inferno e dê-me, agora mesmo, o teu Espírito Santo para morar no meu coração para eu ter a certeza, agora, de morar no teu céu. Eu te recebo, agora, Senhor Jesus Cristo, como meu Único e TODO-SUFICIENTE Salvador e Senhor. Ó Deus! Eu te imploro, em nome do Senhor Jesus Cristo. Amém!

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A Dor da Morte

A Dor da Morte

“Nenhum homem há que tenha domínio sobre o espírito, para o reter; nem tampouco tem ele poder sobre o dia da morte…”

Eclesiastes 8.8

         Há um angustiante e inesquecível momento que surpreende todas as famílias do mundo… a morte. O coração bate descompassadamente e os pensamentos arrebatam o desejo impotente de reverter o inevitável. É o reconhecimento da inutilidade do poderio humano. Tristeza e dor profundas fazem esmaecer a alma e estremecer o espírito.

         A morte faz com que o homem exaltado sinta a sua pequenez e reconheça toda fragilidade da carne que se esvai. A vaidade é abatida e o poderoso vencido pelo invisível.

         O mundo termina em meio a tantos desejos e planos.

Eclesiastes 7:

2 Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração.  

Desde a tenra idade somos surpreendidos com adversidades em todas as áreas da vida neste mundo, inclusive com a morte. O horror da passagem pela morte atinge a todos os viventes…

Romanos 5:

12 Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.

         As pessoas vivem como se tivessem o controle sobre a vida e a morte. Não conseguem enxergar que todos os homens são simples mortais enfraquecidos pelo pecado.

         O próprio Criador, Deus, alerta em sua Palavra (a Bíblia) sobre a brevidade da vida neste mundo, e classifica tudo o que o homem egocentricamente planeja, e faz, como vaidade.

Tiago 4:

14 Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.

Salmos 144:

4 O homem é semelhante à vaidade; os seus dias são como a sombra que passa.

Salmos 39:

5 Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade.

Provérbios 10:

27 O temor do SENHOR aumenta os dias, mas os perversos terão os anos da vida abreviados.

         Não bastasse as consequências pelo pecado do homem, o diabo, nosso adversário, acrescenta, de forma direta ou indireta, oculta ou visível, maldades sobre maldades, a fim de induzir os seres humanos, criados à imagem e semelhança de Deus, à incredulidade que os levarão à morte eterna. É isto que todo derrotado e invejoso arvora em seus sentimentos mesquinhos e perversos.

         A dor da morte é tão cruel que o próprio Criador encarnado, o Senhor Jesus Cristo (João 1:1 a 3), antevendo e sentindo a sua proximidade, externou as seguintes palavras:

Lucas 22:

41 E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava,

42 Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua.

43 E apareceu-lhe um anjo do céu, que o fortalecia.

44 E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão.

         O Senhor Jesus Cristo não usou o seu poder divino para evitar os sofrimentos que passou e a dolorosa, e cruel, morte na cruz porque veio a este mundo com a única finalidade de cumprir o que já estava planejado desde a eternidade passada junto ao Pai:

Isaías 53:

1 QUEM deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do SENHOR?

2 Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos.

3 Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.

4 Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.

5 Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.

7 Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.

8 Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido.

9 E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca.

10 Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão.

11 Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si.

12 Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.

I Pedro 1:

18 Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais,

19 Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado,

20 O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós;

21 E por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos, e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus;

Lucas 19:

10 Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.

         O Senhor Jesus Cristo veio a este mundo, já sabendo que iria morrer na cruz, para derramar seu SANGUE como única forma de purificar os pecados de todo o que se arrepende, de verdade, e se converte a Ele.

Atos 3:

18 Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas havia anunciado; que o Cristo havia de padecer.

19 Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do SENHOR,

20 E envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado.

Mateus 16:

21 Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia.

Marcos 10:

2 E iam no caminho, subindo para Jerusalém; e Jesus ia adiante deles. E eles maravilhavam-se, e seguiam-no atemorizados. E, tornando a tomar consigo os doze, começou a dizer-lhes as coisas que lhe deviam sobrevir,

33 Dizendo: Eis que nós subimos a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes, e aos escribas, e o condenarão à morte, e o entregarão aos gentios.

34 E o escarnecerão, e açoitarão, e cuspirão nele, e o matarão; e, ao terceiro dia, ressuscitará.

Lucas 9:

20 E disse-lhes: E vós, quem dizeis que eu sou? E, respondendo Pedro, disse: O Cristo de Deus.

21 E, admoestando-os, mandou que a ninguém referissem isso,

22 Dizendo: É necessário que o Filho do homem padeça muitas coisas, e seja rejeitado dos anciãos e dos escribas, e seja morto, e ressuscite ao terceiro dia.

 

I João 1:

7 Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.

Romanos 3:

25 Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus;

Romanos 5:

9 Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.

Efésios 1:

7 Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça,

Colossenses 1:

14 Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados;

Apocalipse 1:

5 E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados,

         A morte não é um momento saudável nem prazeroso para ninguém; é uma passagem extremamente triste, angustiante e dolorosa para todos.

         Para poucos, a angustia, a agonia e a dor da morte cessam instantaneamente.

A grande maioria dos seres humanos não deseja saber o que virá após a morte. Estes mesmos experimentam o mais terrível e prolongado (eterno) de todos os sofrimentos. De repente, a morte leva seus planos e sonhos. (Link)

Mateus 7:

13 Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;

14 E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.

II Tessalonicenses 1:

8 Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo;

9 Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder,

Daniel 12:

2 E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.

Mateus 22:

14 Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.

É lamentável saber que milhares de pessoas só se dão conta das loucuras de suas crendices quando passam para a eternidade. Tarde demais! Não deram crédito ao que está exarado nas Sagradas Letras, sofrerão consequências eternas.

Lucas 16:

19 Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente.

20 Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele;

21 E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.

22 E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado.

23 E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio.

24 E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.

25 Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado.

26 E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá.

27 E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai,

28 Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.

29 Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.

30 E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam.

31 Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.

         Em altivez, a maioria da humanidade arrisca subjugar a Palavra de Deus a suas errantes, frágeis e loucas ideologias. A ambição e o prazer em pecar transformam pessoas inteligentes em escravos das trevas.

Lucas 12:

16 E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância;

17 E ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos.

18 E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens;

19 E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga.

20 Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?

Os hipócritas desejam estar sempre em evidência e notoriedade. Sentem-se poderosos e estabelecem seus tronos sobre a ingenuidade de uma gama expressiva de ambiciosos e egoístas camuflados. Os rituais inventados por hereges jamais poderão livrar um só pecador da perdição eterna escolhida, em vida, por incredulidade de cada ser perdido. A dor da morte é ínfima se comparada aos sofrimentos eternos. Neste momento, milhares e milhares de pessoas já estão sentindo o horror da morte eterna, no inferno de fogo que não acreditavam existir. Esta pena será aumentada, grandissimamente, no juízo final.

Apocalipse 20:

14 E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.

15 E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.

Provérbios 15:

24 Para o entendido, o caminho da vida leva para cima, para que se desvie do inferno em baixo.

         O meu coração se inquieta com o desejo de ver você livre do HORROR e da DOR da MORTE ETERNA.

Romanos 6:

23 Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.

         Todos os teus pecados (Deus conhece cada um deles) poderão ser completamente purificados e perdoados agora. Arrependa-se verdadeiramente dos teus pecados e receba, em teu coração, o Senhor Jesus Cristo como Único: Salvador, Senhor, Rei, Advogado Nosso e Mediador.

Lucas 2:

11 Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.

I Timóteo 6:

15 A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso SENHOR, Rei dos reis e Senhor dos senhores;

Apocalipse 19:

16 E no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores.

Salmos 24:

7 Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.

8 Quem é este Rei da Glória? O SENHOR forte e poderoso, o SENHOR poderoso na guerra.

I João 2:

1 MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.

I Timóteo 2:

5 Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.

Atos 4:

12 E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.

I João 1:

7 mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado.

Só o sangue do Senhor Jesus Cristo pode purificar o pecador, VERDADEIRAMENTE arrependido, de todo o pecado (I João 1:7). O mesmo Jesus ressuscitou, EM CARNE E OSSOS (Lucas 24:39), ao terceiro dia da sua morte, e voltará para arrebatar todo aquele que o recebeu como ÚNICO CAMINHO, ÚNICA VERDADE, ÚNICA VIDA ETERNA (João 14:6).

Sou SALVO PARA SEMPRE unicamente PELO SANGUE DO CORDEIRO DE DEUS (JESUS CRISTO). Tenho a certeza ABSOLUTA que sou SALVO APENAS PELA GRAÇA DE DEUS e VOU (COM CERTEZA) MORAR NO CÉU!

Tito 3:

5 não em virtude de obras de justiça que nós houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou mediante o lavar da regeneração e renovação pelo Espírito Santo,

Efésios 2:

8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus;

9 não vem das obras, para que ninguém se glorie.

Se alguém quiser acreditar ou não, não mudará o fato da EXISTÊNCIA DO INFERNO ETERNO DE FOGO. A Bíblia está cheia de textos que falam sobre o inferno eterno de fogo. Muitos que não criam, estão crendo tarde demais. Não seja um dos tais que apostaram nos “eus achos” e em doutrinas diabólicas e se arrependeram tarde demais.

Deus não leva em conta os “conhecimentos” e “habilidades” terrenas, nem trata o homem de acordo com os bens que possui, mas EXIGE que TODOS, EM TODO LUGAR, SE ARREPENDAM (Atos 17:30).

Lucas 12:15

E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.

Cada um deve reconhecer que é um pecador perdido (Romanos 3:23) e, por isto, arrepender-se dos seus pecados; crê que o Senhor Jesus Cristo pagou todos os pecados de cada um de nós com o sangue dEle (I João 1:7) porque não podemos, de forma alguma, pagar um só pecado; crê que o Senhor Jesus Cristo ressuscitou, em carne e ossos (Lucas 24:39), ao terceiro dia da sua morte e converter-se a Ele; não a uma religião, mas ao Senhor Jesus Cristo, recebendo-o como Único e Todo-Suficiente Salvador (João 14:6).

Fique, agora, a sós com Deus… Não exija nada dEle; pois, quem somos para exigirmos algo de Deus? Com toda humildade no seu coração ESVAZIE-SE DE TUDO O QUE APRENDEU… Sinta que você é (o que todo homem é): PÓ! Diga a Deus que você não merece nem falar com Ele, quanto mais OUVIR A SUA VOZ. Agora, arrependido por ser mais um PECADOR (como todos o são), peça MISERICÓRDIA A DEUS e CREIA QUE o SANGUE DO SENHOR JESUS CRISTO É o ÚNICO PAGAMENTO POR TODOS OS TEUS PECADOS (I JOÃO 1:7). Não precisas ouvir som algum, mas necessitas sentir, em teu coração, que Deus está pronto a te ouvir! Creia, sem dúvida alguma, que o Senhor Jesus Cristo RESSUSCITOU EM CARNE E OSSOS (Lucas 24:39)… Romanos 10:9 e 10.

Esvazie-se deste mundo e de tudo o que te prende (amarra) a ele e sinta a sua inutilidade para salvar a sua alma… Creia, no seu coração, que JESUS CRISTO é o ÚNICO (João 14:6) que PODE, PELA SUA INFINITA GRAÇA, AMOR e MISERICÓRDIAS, SALVAR A TUA POBRE E PERDIDA ALMA, AGORA!

Ore assim, não como uma reza, com coração sincero e arrependido, a Deus: Senhor Deus, eu sou um pecador perdido e por isso não posso fazer nada para pagar os meus pecados. Foi por isto que o teu Filho, Jesus Cristo, morreu na cruz: Para pagar todos os meus pecados com o sangue que derramou. Mesmo sem ter visto, pela fé, creio que o Senhor Jesus Cristo ressuscitou, ao terceiro dia da sua morte, em carne e ossos; está vivo no céu. Agora, eu abro o meu coração e te peço: Entre, agora, Senhor Jesus, no meu coração, perdoa todos os meus pecados, como perdoaste o ladrão que morreu na cruz ao teu lado; purifica-me com o teu sangue; livre-me da condenação eterna do fogo do inferno e dê-me, agora mesmo, o teu Espírito Santo para morar no meu coração para eu ter a certeza, agora, de morar no teu céu. Eu te recebo, agora, Senhor Jesus Cristo, como meu Único e TODO-SUFICIENTE Salvador e Senhor. Ó Deus! Eu te imploro, em nome do Senhor Jesus Cristo. Amém!

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De Repente, a Morte Leva Seus Planos e Sonhos!

De Repente, a Morte Leva Seus Planos e Sonhos!

“Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo. Mas agora vos gloriais em vossas presunções; toda a glória tal como esta é maligna. Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.”

Tiago 4:13 a 17

         Com pura presunção, os homens fazem planos e lutam para os concretizar. Muitos arriscam atribuir seus “planos” e “projetos” à vontade de Deus. Em comparação bíblica, a maioria dos planos e projetos humanos são contrários aos ensinos de Deus.

         Os jargões de superstições são pronunciados como tendo certo “poder” em frases decoradas, como: “Deus te guie!”, “Deus te acompanhe!”, “Deus te guarde!”, etc. etc. etc.; ou, ainda: “Deus e nossa senhora te protejam, guiem e guardem!”. Falam como se Deus necessitasse de alguém para ajudá-lo lá do céu e/ou para dar certa “segurança” a decisões de pecadores perdidos, visivelmente desobedientes. Há uma total insegurança e falta de confiança no poder de Deus, além da crença que o Altíssimo seja o “gênio da lâmpada” que cumpre ordens do seu “amo”. Na oração que o Senhor Jesus Cristo ensinou só encontramos o “Pai nosso” e as “frases de efeito” só agradam o diabo, pois por elas o nome de Deus é extensivamente pronunciado em vão, de forma blasfema. As crendices irracionais fazem com que os homens duvidem do poderio divino e suas habilidades em, se quiser, intervir.

         Os aparentes “inofensivos” programas infantis incutem nas mentes das crianças crendices que serão retransmitidas à posteridade. Muitos crentes “desavisados” praticam crendices e superstições sem se dar conta disto.

         Deus não se impressiona com palavras nem muda o seu parecer em prol de crendices humanas; antes, exige que todos os homens o obedeçam.

O homem é que deve buscar na Palavra de Deus, a Bíblia, a sua vontade, e não Deus procurar saber qual é a vontade do homem.

O ser humano, em pura enganação, pensa que as coisas devem acontecer de acordo com seus sonhos e planos. Além disso, esses “sonhos” e “planos” têm a finalidade de atender seu ego.

         O versículo dezessete do texto transcrito no início, de Tiago capítulo 4 diz: “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.” É lógico que “fazer o bem” não está se referindo a nós mesmos! Dentro do contexto, propositalmente, o Espírito Santo nos ensina que o homem normalmente só planeja ou faz projetos mesquinhos.

         O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, escreveu: “E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.” II Tessalonicenses 3.13

         Creio que mesmo aquele que não é crente e faz o bem sem interesses mesquinhos, por amor, Deus não o desamparará nesta vida e o chamará para sua salvação. Foi o que aconteceu com Cornélio:

Atos 10:

1 E HAVIA em Cesaréia um homem por nome Cornélio, centurião da coorte chamada italiana,

2 Piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo, e de contínuo orava a Deus.

3 Este, quase à hora nona do dia, viu claramente numa visão um anjo de Deus, que se dirigia para ele e dizia: Cornélio.

4 O qual, fixando os olhos nele, e muito atemorizado, disse: Que é, Senhor? E disse-lhe: As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus;

5 Agora, pois, envia homens a Jope, e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro.

6 Este está com um certo Simão curtidor, que tem a sua casa junto do mar. Ele te dirá o que deves fazer.

24 E no dia imediato chegaram a Cesaréia. E Cornélio os estava esperando, tendo já convidado os seus parentes e amigos mais íntimos.

25 E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés o adorou.

26 Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem.

27 E, falando com ele, entrou, e achou muitos que ali se haviam ajuntado.

34 E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas;

35 Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo.

36 A palavra que ele enviou aos filhos de Israel, anunciando a paz por Jesus Cristo ( este é o SENHOR de todos );

37 Esta palavra, vós bem sabeis, veio por toda a Judéia, começando pela Galiléia, depois do batismo que João pregou;

38 Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.

39 E nós somos testemunhas de todas as coisas que fez, tanto na terra da Judéia como em Jerusalém; ao qual mataram, pendurando-o num madeiro.

40 A este ressuscitou Deus ao terceiro dia, e fez que se manifestasse,

41 Não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus antes ordenara; a nós, que comemos e bebemos juntamente com ele, depois que ressuscitou dentre os mortos.

42 E nos mandou pregar ao povo, e testificar que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos.

43 A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele creem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome.

44 E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.

         As orações e as esmolas de Cornélio não o puderam salvar, mas chegavam “para memória diante de Deus”.

Efésios 2:

8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.

9 Não vem das obras, para que ninguém se glorie;

         Deus conhece as profundezas dos corações. Ninguém consegue enganar a Deus.

Lucas 16:

15 E disse-lhes: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação.

         Deus sabia a sinceridade e o amor verdadeiro de Cornélio. Por isto, o fez ouvir a mensagem do evangelho. Cornélio não hesitou em se converter ao Senhor Jesus Cristo. Portanto, Cornélio não foi salvo pelas suas “orações” ou “esmolas”, mas suas esmolas e orações proporcionaram uma grande oportunidade de ouvir e conseguir entender o verdadeiro evangelho de Deus. Foi o que Cornélio fez: Atendeu ao chamado de Deus.

         Se fosse o caso de Cornélio não ter decidido receber o Senhor Jesus Cristo como Salvador e Senhor, estaria condenado para sempre, mesmo com suas “orações” e “esmolas” que fazia. Há um exemplo claro, na Palavra de Deus, de um certo príncipe que guardava os mandamentos, mas não quis se converter.

Observe o que aconteceu:

Lucas 18:

18 E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?

19 Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus.

20 Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe.

21 E disse ele: Todas essas coisas tenho observado desde a minha mocidade.

22 E quando Jesus ouviu isto, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; vem, e segue-me.

23 Mas, ouvindo ele isto, ficou muito triste, porque era muito rico.

24 E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!

25 Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus.

         Portanto, devemos, sim, sempre “fazer o bem” a todos, sem interesses mesquinhos, mas com amor puro e sincero.

         Nunca planeje ou projete sem antes consultar a Deus, em oração, com coração sincero. Não necessitamos de intermediários. O Único Mediador que o Pai nos apresentou é o Seu Único Filho, Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

I Timóteo 2:

5 Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.

         Nossos sonhos e projetos devem estar mais direcionados ao próximo que a nós mesmos. Em tudo o que desejarmos fazer, temos que ter em mente, em grande temor, a permissibilidade de Deus e o seu querer.

Humilhemo-nos diante de Deus! Somente Deus pode nos socorrer, atender e abençoar.

Deus não precisa de ninguém para nada. Nós necessitamos de Deus para tudo. Ele é o Todo-Poderoso.

Nossa vida é como um vapor que aparece por pouco tempo, e depois se desvanece. Um dia sairemos deste mundo e deixaremos tudo para trás.

Jó 1:

21 E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR.

No texto de Tiago 4:13 a 17, Deus nos mostra que não devemos planejar aleatoriamente, mas pedir-lhe permissão e bênção para fazer qualquer coisa, segundo a Sua vontade.

Quando planejarmos algo, devemos verificar se está de acordo com a vontade de Deus expressa em sua Palavra, a Bíblia. Toda a vontade de Deus para o homem já está explicitada em sua Palavra.

II Timóteo 3:

16 Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;

17 Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.

         Nossos maiores planos e projetos devem ser direcionados às coisas espirituais eternas, não a este mundo. Devemos nos lembrar que o nosso coração é enganoso e, na maioria das vezes, não reflete a vontade de Deus.

I João 2:

15 Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.

Provérbios 16:

9 O coração do homem planeja o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos.

Provérbios 18:

12 O coração do homem se exalta antes de ser abatido e diante da honra vai a humildade.

         O Senhor Jesus Cristo contou uma parábola sobre um homem rico que planejou e projetou, mas não chegou a concretizar seus planos e projetos. Isto acontece todos os dias com milhares de pessoas no mundo.

Lucas 12:

16 E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância;

17 E ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos.

18 E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens;

19 E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga.

20 Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?

Deus já preparou bênçãos eternas para os que o amam verdadeiramente. Por isto, pensemos nas coisas de cima, e não nas que são da terra.

I Coríntios 2:

9 Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.

Colossenses 3:

2 Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra;

I João 1:

7 mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado.

Só o sangue do Senhor Jesus Cristo pode purificar o pecador, VERDADEIRAMENTE arrependido, de todo o pecado (I João 1:7). O mesmo Jesus ressuscitou, EM CARNE E OSSOS (Lucas 24:39), ao terceiro dia da sua morte, e voltará para arrebatar todo aquele que o recebeu como ÚNICO CAMINHO, ÚNICA VERDADE, ÚNICA VIDA ETERNA (João 14:6).

Sou SALVO PARA SEMPRE unicamente PELO SANGUE DO CORDEIRO DE DEUS (JESUS CRISTO). Tenho a certeza ABSOLUTA que sou SALVO APENAS PELA GRAÇA DE DEUS e VOU (COM CERTEZA) MORAR NO CÉU!

Tito 3:

5 não em virtude de obras de justiça que nós houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou mediante o lavar da regeneração e renovação pelo Espírito Santo,

Efésios 2:

8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus;

9 não vem das obras, para que ninguém se glorie.

Se alguém quiser acreditar ou não, não mudará o fato da EXISTÊNCIA DO INFERNO ETERNO DE FOGO. A Bíblia está cheia de textos que falam sobre o inferno eterno de fogo. Muitos que não criam, estão crendo tarde demais. Não seja um dos tais que apostaram nos “eus achos” e em doutrinas diabólicas e se arrependeram tarde demais.

Deus não leva em conta os “conhecimentos” e “habilidades” terrenas, nem trata o homem de acordo com os bens que possui, mas EXIGE que TODOS, EM TODO LUGAR, SE ARREPENDAM (Atos 17:30).

Lucas 12:15

E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.

Cada um deve reconhecer que é um pecador perdido (Romanos 3:23) e, por isto, arrepender-se dos seus pecados; crê que o Senhor Jesus Cristo pagou todos os pecados de cada um de nós com o sangue dEle (I João 1:7) porque não podemos, de forma alguma, pagar um só pecado; crê que o Senhor Jesus Cristo ressuscitou, em carne e ossos (Lucas 24:39), ao terceiro dia da sua morte e converter-se a Ele; não a uma religião, mas ao Senhor Jesus Cristo, recebendo-o como Único e Todo-Suficiente Salvador (João 14:6).

Fique, agora, a sós com Deus… Não exija nada dEle; pois, quem somos para exigirmos algo de Deus? Com toda humildade no seu coração ESVAZIE-SE DE TUDO O QUE APRENDEU… Sinta que você é (o que todo homem é): PÓ! Diga a Deus que você não merece nem falar com Ele, quanto mais OUVIR A SUA VOZ. Agora, arrependido por ser mais um PECADOR (como todos o são), peça MISERICÓRDIA A DEUS e CREIA QUE o SANGUE DO SENHOR JESUS CRISTO É o ÚNICO PAGAMENTO POR TODOS OS TEUS PECADOS (I JOÃO 1:7). Não precisas ouvir som algum, mas necessitas sentir, em teu coração, que Deus está pronto a te ouvir! Creia, sem dúvida alguma, que o Senhor Jesus Cristo RESSUSCITOU EM CARNE E OSSOS (Lucas 24:39)… Romanos 10:9 e 10.

Esvazie-se deste mundo e de tudo o que te prende (amarra) a ele e sinta a sua inutilidade para salvar a sua alma… Creia, no seu coração, que JESUS CRISTO é o ÚNICO (João 14:6) que PODE, PELA SUA INFINITA GRAÇA, AMOR e MISERICÓRDIAS, SALVAR A TUA POBRE E PERDIDA ALMA, AGORA!

Ore assim, não como uma reza, com coração sincero e arrependido, a Deus: Senhor Deus, eu sou um pecador perdido e por isso não posso fazer nada para pagar os meus pecados. Foi por isto que o teu Filho, Jesus Cristo, morreu na cruz: Para pagar todos os meus pecados com o sangue que derramou. Mesmo sem ter visto, pela fé, creio que o Senhor Jesus Cristo ressuscitou, ao terceiro dia da sua morte, em carne e ossos; está vivo no céu. Agora, eu abro o meu coração e te peço: Entre, agora, Senhor Jesus, no meu coração, perdoa todos os meus pecados, como perdoaste o ladrão que morreu na cruz ao teu lado; purifica-me com o teu sangue; livre-me da condenação eterna do fogo do inferno e dê-me, agora mesmo, o teu Espírito Santo para morar no meu coração para eu ter a certeza, agora, de morar no teu céu. Eu te recebo, agora, Senhor Jesus Cristo, como meu Único e TODO-SUFICIENTE Salvador e Senhor. Ó Deus! Eu te imploro, em nome do Senhor Jesus Cristo. Amém!

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Estava com Câncer…

Estava com Câncer…

“Aceitei Jesus Cristo como meu único e suficiente Salvador no dia 18/04/1981. Foi a decisão mais importante que fiz em minha vida. Hoje são 16 de outubro de 1983. Estou desenganada pelos médicos, mas se Jesus permitir ele mesmo me curará desta enfermidade. Eu não estou triste, estou feliz porque se morrer irei encontrar-me com meu Jesus lá no céu. Digo com certeza que não temo a morte, pois aceitei Jesus e Ele está me esperando no dia que eu for.  Eu te amo por tudo isso Jesus. Janea Lima

Janea Maria de Lima – 13-10-1961 a 26-12-1983

Vinte e dois anos de idade. Foi o tempo que Deus permitiu Janea viver nesta terra. As dores e o sofrimento físico não foram capazes de abalar sua fé somente no Senhor Jesus Cristo. Não exigiu nada de Deus nem ousou pressioná-lo por uma cura.

Janea já anunciava a todos os seus parentes e conhecidos que o Único Salvador e Senhor é Jesus Cristo. Quando soube do seu problema de saúde passou a evangelizar com muito mais frequência, e o seu amor a Deus aumentou. Quando ia à quimioterapia, escrevia nos lençóis e paredes do hospital textos da Única Palavra de Deus, a Bíblia, e não era advertida por isto. De todos os que se aproximavam dela, não houve um sequer que não tivesse ouvido sobre o Único que veio ao mundo para dar a vida eterna a todo aquele que nEle crê (João 5:24).

Certo dia, a psicóloga do hospital estava chorando à beira do leito de Janea. Perguntei-lhe: Por que a senhora está chorando? Ela estava com a Bíblia de Janea nas mãos, e lia, na página extra, no final, que encontramos em toda impressão, o que Janea escrevera, transcrito no início deste testemunho. Chorei, também, e percebi o quanto Janea amava, e ama, o Senhor Jesus Cristo.

Nos dias que não estava em quimioterapia, Janea propôs no seu coração falar mais sobre a salvação que só podemos encontrar no Senhor Jesus Cristo, nas ruas e casas próximas a sua moradia. Afora outras conversões, uma moça que residia próxima a sua casa, que também estava com câncer, entregou seu coração ao Senhor Jesus Cristo.

Janea pediu aos seus pais para não ir mais para o hospital e passar seus derradeiros instantes, que ainda tinha nesta terra, junto deles. Assim foi feito.

Janea partiu para o céu, com um lindo sorriso no rosto, no dia vinte e seis de dezembro do ano de um mil novecentos e oitenta e três, sem desesperos ou agonias. Seu semblante demonstrou que ela verdadeiramente vivia o que escrevia. Não teve medo da morte. Ela tinha a certeza que a morte já foi vencida pelo Senhor Jesus Cristo na cruz.

I Coríntios 15:

55 Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?

56 Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.

57 Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso SENHOR Jesus Cristo.

II Coríntios 5:

1 PORQUE sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus.

2 E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu;

3 Se, todavia, estando vestidos, não formos achados nus.

4 Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados; não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida.

5 Ora, quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu também o penhor do Espírito.

6 Por isso estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor

7 ( Porque andamos por fé, e não por vista ).

8 Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor.

Janea já está morando no céu há trinta e dois anos com milhares de irmãos que, como ela, perderam o medo de morrer desde que receberam o Senhor Jesus Cristo como Único Salvador e Senhor. Está livre deste mundo de horrores, sem dores ou sofrimentos, gozando de todas as coisas com abundância que o Senhor Jesus Cristo prometeu aos seu servos verdadeiros.

Apocalipse 21:

4 E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.

5 E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis.

6 E disse-me mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida.

7 Quem vencer, herdará todas as coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho.

João 10:

10 O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.

28 E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão.

João 5:

24 Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.

         Além do Senhor Jesus Cristo cuidar dos seus servos neste mundo, não deixará faltar coisa alguma no seu reino, que é muito distante desta terra.

Mateus 6:

4-31 Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?

32 ( Porque todas estas coisas os gentios procuram ). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;

33 Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

34 Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

João 18:

36 Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.

As pessoas fazem planos, sem saberem o que ocorrerá amanhã. Os pedidos de “orações”, nas diversas igrejas de várias religiões, são direcionados ao “ter” ou “cura” do corpo para permanecerem mais tempo nesta terra, nunca ao “ser” para Deus. Vivem como se não desejassem sair desta terra.

I João 2:

15 Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.

         Muitos lutam para prolongarem seus dias nesta terra com “abundâncias” de riquezas materiais e sentem um enorme medo da morte. Não gostam de pensar, nem de falar, sobre a morte. Isto porque o seu futuro eterno é incerto, e a sua religião jamais poderá libertá-lo da condenação eterna do fogo do inferno (Mateus 18:8; Mateus 25:41; Apoc. 20:10 a 15), ainda que suas oferendas e preces sejam multiplicadas e seus rogos mediados por sacerdotes pecadores.

         Quem é de Deus faz todas as coisas relativas a este mundo reconhecendo sua finitude e não perde o alvo que é agradar somente a Cristo.

Filipenses 3:

8 E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo,

         Quanto tempo você ainda tem neste mundo? Estás com saúde no corpo? Um dia, e pode ser em breve, médico algum poderá fazer nada pelo teu corpo que sucumbirá à sepultura. Para onde irá teu espírito após a morte? Não queres pensar nisto agora? E se o teu dia final nesta terra for daqui a pouco? Não adiantará teu arrependimento e conversão após a morte. Como não sabes o dia que morrerás, estás correndo perigo de perdição eterna a cada segundo que ainda respiras!

Atos 3:

19 Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do SENHOR,

II Coríntios 6:

2 ( Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável E socorri-te no dia da salvação; Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação ).

Hebreus 3:

15 Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação.

Atos 17:

30 Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam;

         Os planos do homem não refletem a vontade de Deus:

Lucas 12:

16 E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância;

17 E ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos.

18 E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens;

19 E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga.

20 Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?

I João 1:

7 mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado.

Só o sangue do Senhor Jesus Cristo pode purificar o pecador, VERDADEIRAMENTE arrependido, de todo o pecado (I João 1:7). O mesmo Jesus ressuscitou, EM CARNE E OSSOS (Lucas 24:39), ao terceiro dia da sua morte, e voltará para arrebatar todo aquele que o recebeu como ÚNICO CAMINHO, ÚNICA VERDADE, ÚNICA VIDA ETERNA (João 14:6).

Sou SALVO PARA SEMPRE unicamente PELO SANGUE DO CORDEIRO DE DEUS (JESUS CRISTO). Tenho a certeza ABSOLUTA que sou SALVO APENAS PELA GRAÇA DE DEUS e VOU (COM CERTEZA) MORAR NO CÉU!

Tito 3:

5 não em virtude de obras de justiça que nós houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou mediante o lavar da regeneração e renovação pelo Espírito Santo,

Efésios 2:

8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus;

9 não vem das obras, para que ninguém se glorie.

Se alguém quiser acreditar ou não, não mudará o fato da EXISTÊNCIA DO INFERNO ETERNO DE FOGO. A Bíblia está cheia de textos que falam sobre o inferno eterno de fogo. Muitos que não criam, estão crendo tarde demais. Não seja um dos tais que apostaram nos “eus achos” e em doutrinas diabólicas e se arrependeram tarde demais.

Deus não leva em conta os “conhecimentos” e “habilidades” terrenas, nem trata o homem de acordo com os bens que possui, mas EXIGE que TODOS, EM TODO LUGAR, SE ARREPENDAM (Atos 17:30).

Lucas 12:15

E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.

Cada um deve reconhecer que é um pecador perdido (Romanos 3:23) e, por isto, arrepender-se dos seus pecados; crê que o Senhor Jesus Cristo pagou todos os pecados de cada um de nós com o sangue dEle (I João 1:7) porque não podemos, de forma alguma, pagar um só pecado; crê que o Senhor Jesus Cristo ressuscitou, em carne e ossos (Lucas 24:39), ao terceiro dia da sua morte e converter-se a Ele; não a uma religião, mas ao Senhor Jesus Cristo, recebendo-o como Único e Todo-Suficiente Salvador (João 14:6).

Fique, agora, a sós com Deus… Não exija nada dEle; pois, quem somos para exigirmos algo de Deus? Com toda humildade no seu coração ESVAZIE-SE DE TUDO O QUE APRENDEU… Sinta que você é (o que todo homem é): PÓ! Diga a Deus que você não merece nem falar com Ele, quanto mais OUVIR A SUA VOZ. Agora, arrependido por ser mais um PECADOR (como todos o são), peça MISERICÓRDIA A DEUS e CREIA QUE o SANGUE DO SENHOR JESUS CRISTO É o ÚNICO PAGAMENTO POR TODOS OS TEUS PECADOS (I JOÃO 1:7). Não precisas ouvir som algum, mas necessitas sentir, em teu coração, que Deus está pronto a te ouvir! Creia, sem dúvida alguma, que o Senhor Jesus Cristo RESSUSCITOU EM CARNE E OSSOS (Lucas 24:39)… Romanos 10:9 e 10.

Esvazie-se deste mundo e de tudo o que te prende (amarra) a ele e sinta a sua inutilidade para salvar a sua alma… Creia, no seu coração, que JESUS CRISTO é o ÚNICO (João 14:6) que PODE, PELA SUA INFINITA GRAÇA, AMOR e MISERICÓRDIAS, SALVAR A TUA POBRE E PERDIDA ALMA, AGORA!

Ore assim, não como uma reza, com coração sincero e arrependido, a Deus: Senhor Deus, eu sou um pecador perdido e por isso não posso fazer nada para pagar os meus pecados. Foi por isto que o teu Filho, Jesus Cristo, morreu na cruz: Para pagar todos os meus pecados com o sangue que derramou. Mesmo sem ter visto, pela fé, creio que o Senhor Jesus Cristo ressuscitou, ao terceiro dia da sua morte, em carne e ossos; está vivo no céu. Agora, eu abro o meu coração e te peço: Entre, agora, Senhor Jesus, no meu coração, perdoa todos os meus pecados, como perdoaste o ladrão que morreu na cruz ao teu lado; purifica-me com o teu sangue; livre-me da condenação eterna do fogo do inferno e dê-me, agora mesmo, o teu Espírito Santo para morar no meu coração para eu ter a certeza, agora, de morar no teu céu. Eu te recebo, agora, Senhor Jesus Cristo, como meu Único e TODO-SUFICIENTE Salvador e Senhor. Ó Deus! Eu te imploro, em nome do Senhor Jesus Cristo. Amém!

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PEDOFILIA: Não Deixe seu(ua) Filho(a) Sozinho(a) com Religiosos(as)!

PEDOFILIA: Não Deixe seu(ua) Filho(a) Sozinho(a) com Religiosos(as)!

“Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.” Isaías 49:15

         Qualquer mulher sente uma grande alegria em poder ser mãe, seja genética ou adotiva, mesmo em condições financeiras desfavoráveis.

         Os filhos são bênçãos de Deus…

Salmos 127:

3 Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão.

Provérbios 17:

6 A coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são seus pais.

         Muitas mulheres, por não conseguirem engravidar, se contentam em adotar filhos, criando-os como tendo sido gerados no seu ventre. O importante é que são mães. Toda mulher já nasce com esse amor materno no coração. Algumas são enganadas por satanás e se desviam do natural.

         Aqueles(as) que odeiam seus filhos não conhecem o amor.

         Muitas mães, por necessidade, são forçadas a deixarem seus filhos em escolas integrais, hoteizinhos, casas de familiares, casas de vizinhos, casas de amigos e, até, em instituições religiosas… Os dias que estamos vivendo são tão maus que torna-se até difícil confiarmos em qualquer ser humano que seja. Não conhecemos as pessoas no seu íntimo, ainda que sejam nossos parentes. Só Deus conhece profundamente o homem em suas vicissitudes e/ou qualidades.

         Muitas instituições religiosas, copiando as redes televisivas, com pretensões publicitárias, em lucro certo para suas marcas, fundam entidades para “amparo” de crianças. É o conhecido “unir o útil ao agradável”.

         Quando era criança, minha mãe me colocava perante a TV para assistir as ladainhas das missas dos padres. Como eu amava muito a minha mãe, e sempre a amarei, querendo satisfazê-la, pois era elogiado por ela por isto, repetia as missas como se fosse o próprio padre, ainda que não entendesse nada sobre religiosidade. Senti vontade de ser padre, mas não concretizei esse desejo. Em missas de domingo fazia as vezes de coroinha, sentindo muita alegria por estar, no altar, ao lado do padre, derramando o vinho e a água no cálice, lendo a primeira e a segunda “leituras” do jornal “O Domingo”, lançando fumaça do incensário, etc. Infelizmente, a minha enorme religiosidade, além de tudo, seguindo procissões, sendo devoto de “santos”, não faltando às missas, rezando terços, me confessando aos padres, etc., não me conferiram a certeza da vida eterna.

         Quando cresci, já com liberdade para pesquisar e escolher, ouvindo o verdadeiro evangelho pela primeira vez no dia vinte e sete de julho do ano de um mil novecentos e oitenta, decidi investigar as coisas espirituais e, em casa, me converti ao Senhor Jesus Cristo, recebendo-O como meu Único Salvador e Senhor (Atos 3:19). Abandonei todas as crendices do catolicismo romano e passei a adorar somente a Deus (Pai, Filho e Espírito Santo).

         Nos tempos de criança, brincava com meus amigos e, como provocação de um para o outro, ao que não conseguia cumprir alguma prenda, como p. ex. chegar logo a algum lugar previamente estipulado, ouvia a frase “Mulher do padre! Mulher do padre!”. Parece uma brincadeira ingênua de uma criança. Não é? Nunca ousei falar um til contra a igreja que aprendi ser a “única” e “SANTA”. Tinha aquela brincadeira como acinte a homens tão “santos” como os padres. Na verdade o Único homem Santo de Deus é o Senhor Jesus Cristo.

         Quando ouvia algum escândalo envolvendo padres, que logo era “abafado”, não acreditava. Tinha aquela notícia como sendo uma ofensa dos “malditos inimigos de Deus”. Foi necessário Deus intervir na minha vida. Mesmo na sinceridade do meu coração para com Deus, estava perdido e condenado. Deus abriu os meus olhos para que enxergasse a verdade, deixando a idolatria, e me convertesse ao seu Único Filho, Rei, Advogado Nosso, Mediador, Senhor e Salvador: Jesus Cristo. Só a Ele todo LOUVOR, HONRA e GLÓRIAS para todo o sempre. Amém e amém!

         Publiquei, no meu blog, a história da ex-freira Charlotte Keckler. Ela sofreu horrores sexuais, corporais e espirituais em um convento de clausuro (acesse o link e conheça a história: http://nivaldosalvo.blogspot.com.br/2014/06/ex-freira-charlotte-keckler-testemunho.html). Para minha surpresa, ainda que no testemunho tenha exibido fotos e gravações da ex-freira, recebi um E-mail de uma católica muito fiel ao papa, ligada à política, em defesa ferrenha da instituição católica romana.

         A história verdadeira do catolicismo romano foi escrita, desde a sua fundação em 325 d.C., no Concílio de Niceia, pelo então imperador romano Constantino Magno, com muitos pecados e atrocidades praticados pelos seus líderes. Além de não ser “UMA SÓ”, nem ter sido fundada pelo Senhor Jesus Cristo, como os chefes dessa seita propõem, a sua história é carregada de muitas atrocidades e pecados sexuais praticados pelo clero.

Eis algumas das centenas de fatos históricos:

Acesse os links, abaixo, e conheça:

DIVISÕES DO CATOLICISMO ROMANO

Link:

https://nivaldosalvo.wordpress.com/2013/02/28/divisoes-do-catolicismo-romano/

Por que a Igreja Católica é Romana? Quais as suas divisões históricas?

Link:

https://nivaldosalvo.wordpress.com/2011/10/31/por-que-a-igreja-catolica-e-romana-quais-as-suas-divisoes-historicas/

As belas histórias dos PAPAS! (VERÍDICAS)

 Link:

http://nivaldosalvo.blogspot.com.br/2010/04/as-belas-historias-dos-papas-veridicas.html

Histórias do Catolicismo: Torturas, Assassinatos, Sexo e Dinheiro

Link:

https://nivaldosalvo.wordpress.com/2015/05/21/historias-do-catolicismo-torturas-assassinatos-sexo-e-dinheiro/

         Um filme exibido recentemente, nos cinemas, com o título “SPOTLIGHT – SEGREDOS REVELADOS” (Diretor Tom McCarthy), conta a história verídica, com milhares de documentos comprobatórios juntados pelo Ministério Público, de, a princípio, 70 sacerdotes católicos romanos, depois 249, contando com outros padres e religiosos da congregação, acusados da prática de abusos sexuais contra crianças, ocultados pelo clero, só na Arquidiocese de Boston, capital e cidade mais populosa do estado norte-americano de Massachusetts. Os pais das crianças molestadas pelos religiosos, constrangidos, fizeram acordos financeiros com a igreja católica para que esses casos não fossem divulgados/publicados, protegendo, assim, o clero, e não os inocentes abusados sexualmente. Após a publicação, a equipe do jornal SPOTLIGHT recebeu telefonemas contando mais de SEISCENTOS casos relativos aos escândalos ocorridos só na Arquidiocese de Boston. Os casos passaram a mais de MIL. Em 2002 o Cardeal Law renunciou à Arquidiocese de Boston.

Os pais dos inocentes molestados em Boston fizeram acordos financeiros para se calarem com relação aos abusos sexuais praticados pelos padres pedófilos. Esses pais são tão culpados quanto os padres pedófilos. Deus julgará cada caso.

Lucas 12:

2 Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido.

Salmos 9:

8 Ele mesmo julgará o mundo com justiça; exercerá juízo sobre povos com retidão.

         Acobertar um só caso de pedofilia praticado em qualquer entidade, religiosa ou não, e/ou familiares/conhecidos/desconhecidos é o mesmo que condenar milhares de outras crianças indefesas a traumas incuráveis e problemas de relacionamentos por toda a vida. Muitas dessas vítimas, em muitos casos, ao passar os anos, por revolta ou adequação ao erro, repetirão as mesmas cruéis práticas malignas que sofreram, vitimando a outros.

         Não adianta os papas estarem pedindo perdão pelas práticas de pedofilias dos seus sacerdotes. Na verdade, o celibato nunca existiu, sempre foi uma farsa.

         O papa Paulo VI, em Carta Encíclica, aos bispos, sacerdotes e fiéis católicos de todo o mundo, escreveu sobre o CELIBATO:

 “1. O celibato sacerdotal, que a Igreja guarda desde há séculos como brilhante pedra preciosa, conserva todo o seu valor mesmo nos nossos tempos, caracterizados por transformação profunda na mentalidade e nas estruturas.

http://w2.vatican.va/content/paul-vi/pt/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_24061967_sacerdotalis.html

         Será???!!!

         Conhecendo as histórias sexuais de papas da Idade Média, como agiriam, então, os sacerdotes?

As belas histórias dos PAPAS! (VERÍDICAS)

Link:

http://nivaldosalvo.blogspot.com.br/2010/04/as-belas-historias-dos-papas-veridicas.html

         Dentre tantos casos, apenas alguns são divulgados porque se tornam públicos. Outros são abafados e tidos como naturais, principalmente em cidades pequenas, pelos fiéis, e o clero, que preferem proteger a sua denominação religiosa que crianças indefesas.

         Um dos casos recentes, de acordo com a “FOLHA”, é o do padre Paolo Lesmo, “suspenso” das suas funções, na diocese, pelo arcebispo de Milão, por haver acusações da Justiça italiana da prática de PROSTITUIÇÃO INFANTIL. O padre pagava 150 a 200 euros por “encontro”. O crime só foi descoberto, segundo o jornal italiano “La Repubblica”, porque o menino foi hospitalizado por tentativa de suicídio.

Acesse o link e conheça a história:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2016/03/1754356-arcebispo-suspende-padre-acusado-de-prostituicao-infantil.shtml

         Se o menino não tivesse tentado o suicídio, creio que este caso estaria sendo acobertado, como milhares, até o hoje.

         Os casos sexuais de pedofilia no catolicismo romano só são conhecidos quando tornam-se escândalos em proporções alarmantes.

         Muitos fiéis católicos não dão muita importância aos casos envolvendo padres pedófilos. Preferem abafar esse tipo de assunto em prol da instituição religiosa católica romana. As vidas dos inocentes têm valor inferior à sobrevivência do clero?! Será que essa é a vontade de Deus?

Considerando o acontecimento bíblico relativo à vida sexual imoral na igreja neotestamentária, de membro, não sacerdote, observe o que o apóstolo Paulo escreveu, inspirado pelo Espírito Santo, em caso menos grave que a pedofilia:

I Coríntios 5:

1 GERALMENTE se ouve que há entre vós fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem abuse da mulher de seu pai.

2 Estais ensoberbecidos, e nem ao menos vos entristecestes por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação.

3 Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já determinei, como se estivesse presente, que o que tal ato praticou,

4 Em nome de nosso SENHOR Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo,

5 Seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do SENHOR Jesus.

6 Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?

         Muitos fiéis religiosos católicos sempre repetem textos bíblicos que afirmam que “devemos amar o próximo como a nós mesmos” (Mateus 19:19; Mateus 22:39; Romanos 13:9). Ótimo! A criança não é próximo? Como esses fiéis católicos agiriam se um caso de pedofilia acontecesse com eles ou seus filhos? A instituição religiosa vale mais que uma criança inocente?

         Há muitas outras notícias de escândalos sexuais envolvendo padres. Acesse os links, abaixo, e conheça alguns outros casos:

 Escola religiosa de Barcelona é alvo de 17 denúncias de abuso sexual

https://br.noticias.yahoo.com/escola-religiosa-barcelona-%C3%A9-alvo-17-den%C3%BAncias-abuso-184619070.html

22 de fevereiro de 2016

“A justiça espanhola anunciou nesta segunda-feira que aumentou para 17 o número de denúncias por abusos sexuais contra menores apresentadas contra um professor de uma escola religiosa de Barcelona, que reconheceu os fatos em sua declaração judicial no início do mês.

O caso teve início com a denúncia do pai de uma de suas vítimas em meados de janeiro e a posterior confissão dos atos deste antigo professor de educação física, primeiro em uma entrevista para o jornal local em 5 de fevereiro e depois durante sua presença ante um juiz.

Desde então, foram produzidas novas acusações não somente contra este professor, de 57 anos e aposentado em 2011, mas também contra outros docentes do centro que oferece classes há 35 anos, o colégio Maristas de Les Corts de Barcelona.

Depois do caso ir a público, surgiram novas denúncias contra outros três funcionários do centro, eles o subdiretor, um padre marista que foi destituído do cargo até que os fatos fossem apurados. Estas acusações, no entanto, ainda não foram tramitadas pelos juizados, afirmou um porta-voz judicial.

Um monitor de refeitório que trabalhou brevemente no colégio também foi acusado, em dezembro, de abusos sexuais.”

ONU exige ao Vaticano que todos os padres pedófilos sejam entregues à Justiça

05/02/2014

http://www.publico.pt/mundo/noticia/onu-exige-ao-vaticano-prisao-imediata-de-todos-os-padres-pedofilos-1622443

ONU critica Vaticano pela atitude com padres pedófilos

05 fevereiro 2014

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3669567

Comité da ONU lamenta resposta do Vaticano ao relatório sobre pedofilia

06 FEV 14 às 17:01

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3672844

ONU cobra ações mais duras do Vaticano contra padres pedófilos

“Pela segunda vez este ano, Nações Unidas condenam omissão da Igreja Católica quanto a crimes cometidos por religiosos. Comitê Antitortura atribui à Santa Sé responsabilidade global de esclarecer e punir.”

http://www.dw.de/onu-cobra-a%C3%A7%C3%B5es-mais-duras-do-vaticano-contra-padres-ped%C3%B3filos/a-17660069

Padres que pregavam “amor livre” para praticar pedofilia chocam Espanha

26 novembro 2014

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/11/141126_padres_amor_livre_lk

Polícia instaura inquérito para apurar suposto estupro de padre que engravidou adolescente

http://www.correiodoestado.com.br/cidades/campo-grande/policia-instaura-inquerito-para-apurar-se-houve-estupro-em-caso-de/259064/

Papa Francisco recebe pela primeira vez vítimas de padres pedófilos

“Pontífice recebeu dois britânicos, dois alemães e dois irlandeses.

Encontro aconteceu na residência privada do Papa no Vaticano.”

07/07/2014 07h49

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/papa-recebe-pela-primeira-vez-vitimas-de-padres-pedofilos.html

Vaticano expulsou 400 padres por denúncias de pedofilia

18/01/2014

http://www.publico.pt/mundo/noticia/vaticano-anunciou-que-expulsou-400-padres-por-denuncias-de-pedofilia-1620182

Em decisão inédita, Vaticano condena “embaixador do papa” por pedofilia

27 de Junho de 2014

http://www.portugues.rfi.fr/americas/20140627-em-decisao-inedita-vaticano-condena-embaixador-do-papa-por-pedofilia

Papa Francisco denuncia cumplicidade da Igreja com padres pedófilos

“Os líderes católicos “não responderam adequadamente às denúncias de abuso apresentadas por familiares e por aqueles que foram vítimas de abuso”, disse papa Francisco a um grupo recebido ontem no Vaticano”

08/07/2014

http://www.opovo.com.br/app/opovo/mundo/2014/07/08/noticiasjornalmundo,3278735/papa-francisco-denuncia-cumplicidade-da-igreja-com-padres-pedofilos.shtml

Suposta rede de padres pedófilos abala igreja espanhola e imobiliza papa Francisco

26 de Novembro de 2014

http://www.portugues.rfi.fr/geral/20141126-linha-direta-261114

Vaticano investigou mais de 3 mil casos de abusos sexuais numa década

07 MAI 14

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3848588

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3848588&page=-1

De acordo com o DIÁRIO ONLINE, no começo deste ano, um padre muito conhecido e influente, querido e respeitado na cidade de Belém, no Pará, casou-se com uma fotógrafa da cidade. Seria algo até muito comum, e normal, se o referido padre não tivesse sendo acusado, segundo a notícia, de ter engravidado outras mulheres.

Leia a notícia, acessando o link abaixo:

http://www.diarioonline.com.br/noticias/para/noticia-366213-.html?ref=yfp

Padre Beto: “Existem muitos padres gays dentro da Igreja”

01/08/2013 07:00

http://igay.ig.com.br/2013-08-01/padre-beto-existem-muitos-padres-gays-dentro-da-igreja.html

Acusação de orgias gays de padres e até assassinato envolvem o Vaticano

Ossos de uma mulher foram encontrados sob laje de capela; no Norte, padre admite ser gay

8/4/2015 às 19h41

http://noticias.r7.com/internacional/acusacao-de-orgias-gays-de-padres-e-ate-assassinato-envolvem-o-vaticano-08042015

Padre Beto: “Existem muitos padres gays dentro da Igreja”

01/08/2013

http://www.cacp.org.br/existem-muitos-padres-gays-dentro-da-igreja/

Padre acidentalmente apresenta pornografia gay para fiéis

4.04.2012

http://hypescience.com/padre-acidentalmente-apresenta-pornografia-gay-para-fieis/

Padre excomungado pela Igreja Católica afirma que existem muitos padres gays

Padre Beto foi expulso pela Igreja Católica e agora defende o amor gay

01/08/2013 10:56:12

http://www.tribunadabahia.com.br/2013/08/01/padre-excomungado-pela-igreja-afirma-que-existem-muitos-padres-gays

Padres gays se casam em igreja de Londres, diz jornal

14/06/08

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL601762-5602,00-PADRES+GAYS+SE+CASAM+EM+IGREJA+DE+LONDRES+DIZ+JORNAL.html

Padres gays, orgias e filhos clandestinos são parte da rotina do Vaticano, descreve jornalista italiano em livro

14/05/201118h00

http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2011/05/14/sexo-no-vaticano.htm

Vaticano investiga denúncias de padres que aparecem nus em fotos de sites gays na Itália

24/10/2014 8:21

http://oglobo.globo.com/sociedade/religiao/vaticano-investiga-denuncias-de-padres-que-aparecem-nus-em-fotos-de-sites-gays-na-italia-14344148

“Existem padres e bispos que são homossexuais”

14/10/2014

http://www.dm.com.br/cidades/2014/10/existem-padres-e-bispos-que-sao-homossexuais.html

Vaticano critica artigo sobre ‘noites selvagens dos padres gays’ em Roma

23 de julho, 2010 – 13:36

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/07/100723_vaticano_panorama_pu.shtml

Site católico: Padres do Fim dos Tempos: Padre é afastado pela Arquidiocese de Campo Grande MS, após engravidar sua coroinha de 16 anos

http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/18552/Padres-do-Fim-dos-Tempos-Padre-e-afastado-pela-Arquidiocese-de-Campo-Grande-MS-apos-engravidar-sua-coroinha-de-16-anos

Irmã Lúcia Advertiu Contra os Pecados dos Padres e Religiosos e a Luta do Demônio para os Possuir em 1957

http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/17243/Irma-Lucia-advertiu-contra-os-pecados-dos-padres-e-religiosos-e-a-luta-do-demonio-para-os-possuir-em-1957

Fiel pega microfone de missa e diz que padre estuprou sua irmã

http://www.paulopes.com.br/2015/09/fiel-pega-microfone-de-missa-e-diz-que-padre-estuprou-sua-irma.html#.Vg6P9_lViko

Filha do padre Marcial Maciel pede herança milionária

http://www.paulopes.com.br/2009/02/filha-do-mulherengo-padre-maciel.html

         Não deixem seus filhos sozinhos com religiosos ou religiosas, seja qual for a denominação (católica, evangélica, espírita, budista, mórmon, adventista, testemunhas de jeová, etc.) pois são alvos fáceis, em virtude da confiança que os fiéis depositam em seus líderes. Estes são pecadores e sujeitos a cometerem qualquer espécie de pecados, inclusive de pedofilia.

         Pesquisas apontam que os famigerados pedófilos dão preferência a crianças com famílias problemáticas ou muito pobres.

http://super.abril.com.br/ciencia/padrespecados-santos

“Idade: 7, 8, 9, 10. Sexo: masculino. Condição social: pobre. Condições familiares: de preferência, um filho sem pai, sozinho – ou com uma irmã. Onde procurar: nas ruas, escolas, famílias. Como fisgar: aulas de violão, coral, coroinha. Importantíssimo: prender a família do garoto. Possibilidades: garoto carinhoso, carente de pai. Sem moralismo. Atitudes minhas: ver do que o garoto gosta e atendê-lo em cobrança à sua entrega a mim. Como me apresentar: sempre seguro, sério, dominador, pai.”

         Amem seus filhos e cuidem deles com todo o cuidado e carinho. São bênçãos de Deus.

         Estamos vivendo os últimos dias que antecedem a volta do Senhor Jesus Cristo. O diabo e os demônios estão agindo com muito mais crueldades. As crianças de hoje serão os adultos de amanhã. Vidas destroçadas resultam em uma sociedade perdida, amaldiçoada, longe de Deus.

Apocalipse 12:

12 Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo.

I João 1:

7 mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado.

Só o sangue do Senhor Jesus Cristo pode purificar o pecador, VERDADEIRAMENTE arrependido, de todo o pecado (I João 1:7). O mesmo Jesus ressuscitou, EM CARNE E OSSOS (Lucas 24:39), ao terceiro dia da sua morte, e voltará para arrebatar todo aquele que o recebeu como ÚNICO CAMINHO, ÚNICA VERDADE, ÚNICA VIDA ETERNA (João 14:6).

Sou SALVO PARA SEMPRE unicamente PELO SANGUE DO CORDEIRO DE DEUS (JESUS CRISTO). Tenho a certeza ABSOLUTA que sou SALVO APENAS PELA GRAÇA DE DEUS e VOU (COM CERTEZA) MORAR NO CÉU!

Tito 3:

5 não em virtude de obras de justiça que nós houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou mediante o lavar da regeneração e renovação pelo Espírito Santo,

Efésios 2:

8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus;

9 não vem das obras, para que ninguém se glorie.

Se alguém quiser acreditar ou não, não mudará o fato da EXISTÊNCIA DO INFERNO ETERNO DE FOGO. A Bíblia está cheia de textos que falam sobre o inferno eterno de fogo. Muitos que não criam, estão crendo tarde demais. Não seja um dos tais que apostaram nos “eus achos” e em doutrinas diabólicas e se arrependeram tarde demais.

Deus não leva em conta os “conhecimentos” e “habilidades” terrenas, nem trata o homem de acordo com os bens que possui, mas EXIGE que TODOS, EM TODO LUGAR, SE ARREPENDAM (Atos 17:30).

Lucas 12:15

E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.

Cada um deve reconhecer que é um pecador perdido (Romanos 3:23) e, por isto, arrepender-se dos seus pecados; crê que o Senhor Jesus Cristo pagou todos os pecados de cada um de nós com o sangue dEle (I João 1:7) porque não podemos, de forma alguma, pagar um só pecado; crê que o Senhor Jesus Cristo ressuscitou, em carne e ossos (Lucas 24:39), ao terceiro dia da sua morte e converter-se a Ele; não a uma religião, mas ao Senhor Jesus Cristo, recebendo-o como Único e Todo-Suficiente Salvador (João 14:6).

Fique, agora, a sós com Deus… Não exija nada dEle; pois, quem somos para exigirmos algo de Deus? Com toda humildade no seu coração ESVAZIE-SE DE TUDO O QUE APRENDEU… Sinta que você é (o que todo homem é): PÓ! Diga a Deus que você não merece nem falar com Ele, quanto mais OUVIR A SUA VOZ. Agora, arrependido por ser mais um PECADOR (como todos o são), peça MISERICÓRDIA A DEUS e CREIA QUE o SANGUE DO SENHOR JESUS CRISTO É o ÚNICO PAGAMENTO POR TODOS OS TEUS PECADOS (I JOÃO 1:7). Não precisas ouvir som algum, mas necessitas sentir, em teu coração, que Deus está pronto a te ouvir! Creia, sem dúvida alguma, que o Senhor Jesus Cristo RESSUSCITOU EM CARNE E OSSOS (Lucas 24:39)… Romanos 10:9 e 10.

Esvazie-se deste mundo e de tudo o que te prende (amarra) a ele e sinta a sua inutilidade para salvar a sua alma… Creia, no seu coração, que JESUS CRISTO é o ÚNICO (João 14:6) que PODE, PELA SUA INFINITA GRAÇA, AMOR e MISERICÓRDIAS, SALVAR A TUA POBRE E PERDIDA ALMA, AGORA!

Ore assim, não como uma reza, com coração sincero e arrependido, a Deus: Senhor Deus, eu sou um pecador perdido e por isso não posso fazer nada para pagar os meus pecados. Foi por isto que o teu Filho, Jesus Cristo, morreu na cruz: Para pagar todos os meus pecados com o sangue que derramou. Mesmo sem ter visto, pela fé, creio que o Senhor Jesus Cristo ressuscitou, ao terceiro dia da sua morte, em carne e ossos; está vivo no céu. Agora, eu abro o meu coração e te peço: Entre, agora, Senhor Jesus, no meu coração, perdoa todos os meus pecados, como perdoaste o ladrão que morreu na cruz ao teu lado; purifica-me com o teu sangue; livre-me da condenação eterna do fogo do inferno e dê-me, agora mesmo, o teu Espírito Santo para morar no meu coração para eu ter a certeza, agora, de morar no teu céu. Eu te recebo, agora, Senhor Jesus Cristo, como meu Único e TODO-SUFICIENTE Salvador e Senhor. Ó Deus! Eu te imploro, em nome do Senhor Jesus Cristo. Amém!

http://nivaldosalvo.blogspot.com.br

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N. SENHORA APARECIDA – A verdadeira história – DETALHADA

Por:
Aníbal Pereira dos Reis – ex-sacerdote católico romano

NEUROPSIQUIATRA e ADVOGADO

DOMÍNIO DO ITALIANO, ESPANHOL, FRANCÊS, GREGO, HEBRAICO, INGLÊS e LATIM.

 

FONTE:

http://solascriptura-tt.org/Seitas/Romanismo/SenhoraAparecida-AnibalPReis.htm

SENHORA APARECIDA
A verdadeira história

por
Aníbal Pereira dos Reis – ex-sacerdote católico romano

“… porque os costumes dos povos são vaidade;pois cortam do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, com o machado;com prata e ouro o enfeitam, com pregos e martelos o fixam,para que não oscile. Os ídolos são como um espantalho em pepinal, e não podem falar; necessitam que quem os leve, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal, e não está neles o fazer o bem.” Jeremias 10:1-5

ESTA PUBLICAÇÃO NÃO É UM ATAQUE OU DESRESPEITO ÀS PESSOAS QUE PROFESSAM  O CATOLICISMO ROMANO …

… mas sim um serviço de utilidade pública, trazendo à luz verdades comprovadas acerca da manipulação exercida sobre o povo brasileiro, que tem o direito de saber dos fatos ocorridos e que ocorrem nos bastidores e que por escusos interesses, TENTA-SE POR TODOS OS MEIOS IMPEDIR A SUA DIVULGAÇÃO .

Conteúdo: 

Prefácio

Capítulo 1 – DEVOTO DA SENHORA APARECIDA

Capítulo 2 – FUI UM PADRE DEVOTO DA SENHORA APARECIDA

Capítulo 3 – NEM A GANÂNCIA, META PRIMORDIAL DOS CLÉRIGOS “APARECIDÍCIOS”, ME ABRIU OS OLHOS

Capítulo 4 – A SURPREENDENTE REVELAÇÃO

Capítulo 5 – A VERDADEIRA HISTÓRIA DA SENHORA APARECIDA

Capítulo 6 – A RAZÃO DO NOVO SURTO DO “APARECIDISMO”

Capítulo 7 – A SANTACAP, “CAPITAL MARIANA” DO PAÍS

Capítulo 8 – A ROSA DE OURO

Capítulo 9 – A SANTACAP, CENTRO DE TURISMO

Capítulo 10 – OS MILAGRES DE APARECIDA

PREFÁCIO da 10ª edição

        No dia 24 de junho de 1967 apresentei este livro ao público brasileiro com as seguintes palavras:

        “A passagem do 250º aniversário da Senhora Aparecida” oferece ao clero romano uma outra oportunidade para neste ano de 1967, recrudescer a propaganda de sua seita neste país infelicitado pelos seus embustes. Proporciona-me outrossim o feliz ensejo de apresentar aos meus patrícios o relato verdadeiro sobre a ‘aparição da santa’. Sentir-me-ei recompensado pelo fato de poder contribuir assim com o esforço do nosso povo no sentido de sua emancipação religiosa.”

        Com efeito, cumulou-me Deus com muitas recompensas a autoria destas páginas. Reconheço-me compensado pelas inúmeras pessoas que, ao lerem-nas,  libertaram-se do embuste. Compensado pelas centenas e centenas de almas que, libertas da aparecidolatria em resultado de sua leitura, se renderam a Jesus Cristo e por Ele foram salvas. Compensado pelos sofrimentos a mim impostos da parte dos interessados em usufruir as rendas produzidas com a exploração da Senhora Aparecida, como aconteceu a Paulo Apóstolo quando, em Éfeso, a Verdade do Evangelho punha em perigo o lucro dos fabricantes de imagens da Senhora Diana e dos promotores da dianolatria.

        O meu grande título de glória reside nesses sofrimentos. E a sofrer mais me disponho conquanto isso resulte na promoção do Nome Sacrossanto de Jesus Cristo e na salvação das almas.

        Este livro, cuja 10ª. edição agora sai a lume, todo refundido e recheado de novos fatos, é de uma atualidade permanente porque o aparecidismo prossegue em seu nefasto programa de iludir os ingênuos e estimular a idolatria com a sua seqüência de horrores. O simples relato do episódio da “descoberta” da imagem e a exposição de alguns dentre os muitos fatos vinculados à Aparecida são chocantes em sua contundência.

        Daí a oportunidade deste livro. Aliás, a Aparecida demonstra de maneira gritante ser o catolicismo romano o mesmo de sempre. E refratário a qualquer substancial transformação, apesar de propalados intentos renovadores do Concílio Ecumênico Vaticano II. E Aparecida não se constitui em anomalia num organismo em renovação. Aparecida, conforme demonstram o interesse da hierarquia episcopal em seu favor, a construção da sua enorme basílica e a munificência pontifícia de Paulo VI ao lhe enviar, através de um cardeal, seu legado “a latere”, a ROSA DE OURO, nas comemorações do jubileu de 1967, Aparecida se integra soberana na estrutura do catolicismo romano, que é sempre o mesmo na sua pertinácia antievangélica e idólatra.

        Atual e oportuno continua este livro. A sua 10ª. edição prosseguirá a tarefa de disseminá-lo Brasil afora. E Deus continuará a abençoá-lo como instrumento de Sua Misericórdia em benefício das almas para libertá-las do pecado e da iniqüidade da idolatria.

Dr. ANÍBAL PEREIRA DOS REIS – ex-Sacerdote Católico Romano

Araçatuba, 26 de setembro de 1974.

1. DEVOTO DA SENHORA APARECIDA

        No clima profundamente religioso de minha família, aprendi, desde muito criança, a ser ardente devoto da Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, segundo pretende o clero. Como bons católicos, enviaram-me meus pais, aos seis anos de idade, ao catecismo paroquial na igreja-matriz de São Joaquim da Barra (Estado de São Paulo), minha terra natal.

Lembro-me perfeitamente. Foi no último domingo do mês de maio de 1931. Nossa aula de catecismo terminara mais cedo, antes das 3 horas, por causa da procissão do encerramento de Maio, o “Mês de Nossa Senhora”…

Sob a celeuma da enorme azáfama revoavam as naves do templo. As “Filhas de Maria” davam os retoques finais nos andores. O de “São” Benedito, todo de amarelo, deveria sair: – “onde já se viu procissão sem a sua presença?”. O de “São” Sebastião, que só saia em sua festa, em janeiro, neste ano desfilaria no encalço dos outros em cumprimento de uma promessa de um dos Junqueira, família abastada da região. O da Imaculada Conceição estava sendo ornamentado na casa de Dona Sara, a presidente da Pia União das Filhas de Maria. Iríamos vê-lo na procissão. Reinava irrequieta curiosidade na expectativa de uma grande e agradável surpresa. A imagem precisava ser mesmo um deslumbramento porque seria coroada ao final da procissão, sob a chuva intensa de multicoloridos fogos de artifício.

Rarissimamente nosso vigário, o padre Eugênio, aparecia no catecismo. Aos domingos à tarde, o seu grande compromisso se resumia em, cervejando, jogar baralho no bar do Paulo Trombini, ao lado do cinema local. Naquele dia ele foi. Insofrido, depois de haver explicado que cada país, cada estado, cada cidade tem um santo protetor, contou-nos que o papa declarara “Nossa Senhora Aparecida”, padroeira do Brasil. Elucidou, ainda, que Maria “Santíssima” é uma só e que as diversas e muitas denominações a ela atribuídas não supõem diversas “nossas senhoras”. É uma só! Tendo, porém, se manifestado em Lourdes, é chamada “Nossa Senhora de Lourdes”; tendo aparecido em Fátima é dita “Nossa Senhora de Fátima”, etc. Relatou-nos, também como apareceu “Nossa Senhora Aparecida” no Rio Paraíba. Explicou que o Rio Paraíba não ficava no Estado desse nome, porém, sim no Estado de São Paulo. Informou-nos, ainda na sua pressa, que no dia 31 daquele mesmo mês de maio, no Rio de Janeiro, a então Capital da República, haveria uma grande festa, com a presença de todos os bispos do País, para coroar rainha do Brasil a “Senhora Aparecida”.

Lembro-me outrossim do meu encantamento quando na procissão, vi o andor dessa Senhora, o mais lindo de todos. Todo iluminado, ornamentado de lantejoulas e ladeado de duas bandeiras e rodeado de pajens trajados de veludo azul. E a imagem sobre o globo terrestre onde apareciam os contornos do mapa de nossa Pátria. No sermão, o padre convidou os fiéis para assistirem à missa do dia 31 em regozijo pelas solenidades a se darem no Rio de Janeiro, oportunidade em que, a propósito, informou, contaria os fatos relacionados com a aparição da “miraculosa Santa”.

Com efeito, nesse dia, relatou: – Certa ocasião, o Governador da Capitania de São Paulo, Conde de Assumar, em viagem para Minas Gerais, pernoitou em Guaratinguetá, no Norte do nosso Estado. Então a Câmara local decidiu oferecer-lhe um banquete com uma grande variedade de pratos à base de peixe. À ordem dada pela Câmara, os três pescadores, Domingos Martins Garcia, João Alves e Felipe Pedroso foram ao Rio Paraíba, em cuja margem direita se localiza a cidade de Guaratinguetá. Principiaram as suas tentativas de pesca no Porto de José Corrêa Leite, descendo até o Porto de Itaguassu, onde João Alves, ao lançar sua rede, colheu, entre alguns peixes, o corpo de uma imagem, sem cabeça. E, ao repetir a operação mais abaixo, estupefato, verificou, envolta nos fios da tarrafa, a cabeça da estátua.

Os esforços, antes improfícuos, tornaram-se compensados com o êxito de abundante pescaria. A cabeça ajustou-se exatamente ao corpo da imagem e, maravilhados, os pescadores viram ambas as partes colarem-se fixamente, apenas encostadas. Foram os dois primeiros milagres da “Senhora Aparecida” no Rio Paraíba, aos 13 de outubro de 1717.

E prosseguiu o vigário no seu conto:

– Felipe Pedroso, piedosamente, levou o achado para a sua casa, onde o conservou pelo espaço de seis anos. Muita gente da redondeza ia, especialmente aos sábados, rezar diante do oratório. Muitos “milagres” aconteciam e a devoção se divulgou. Em 1743, construiu-se uma capela. Em 1846, iniciaram-se as obras de construção de um templo mais vasto, concluídas em Dezembro de 1888 e permanecem na atual basílica.

Findo o seu conto, o nosso vigário conclamou todos os fiéis presentes a se prostrarem ajoelhados para, em uníssono, repetirem uma reza à Senhora Aparecida coroada, naquela hora, lá no Rio de Janeiro, padroeira e rainha do Brasil: – “Escolhendo por essencial padroeira e advogada da nossa Pátria, nós queremos que ela seja inteiramente Vossa. Vossa sua natureza sem par, Vossas as suas riquezas, Vossos os campos e as montanhas, os vales e os rios. Vossa a sociedade, Vossos os lares e seus habitantes, com seus corações e tudo o que eles têm e possuem; Vosso, enfim, é todo o Brasil… Por Vossa intercessão, temos recebido todos os bens das mãos de Deus e todos os bens esperamos ainda e sempre, por Vossa intercessão…”

Demonstra essa fórmula, ainda outra vez, a abismal distância entre o Evangelho e o catolicismo…

        Durante os anos do meu curso primário, sempre assisti e participei de comemorações de nossas datas nacionais, em cujos programas sempre se acentuou a Aparecida. Para mim, ser devoto da Senhora Aparecida era condição indispensável para ser bom brasileiro. Concluído o curso ginasial, fui para Campinas (Estado de São Paulo) estudar no Seminário Diocesano “Nossa Senhora Aparecida”, onde não se ouvia um sermão sem que ela fosse mencionada. A jaculatória: “Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós”, repetia-se ao final de cada dezena do rosário desfiado na enfadonha repetição da “Ave Maria” defronte do altar-mor da capela encimado com a sua imagem.

Aconteceu em setembro de 1942 o IV Congresso Eucarístico Nacional, em São Paulo. A Senhora Aparecida foi intitulada “peregrina do Congresso”. Programou-se o comparecimento da VERDADEIRA IMAGEM. Então, certa noite, o diretor do Seminário foi à capela pedir rezas para que ela ficasse em São Paulo também durante os dias do Congresso. E, depois de haver eu ouvido pela centésima vez o relato de sua aparição, o padre, naquela oportunidade, com o intuito de elucidar os seus receios, destacou este pormenor: – Depois de aparecida, os pescadores levaram a imagem para a casa de um deles, Felipe Pedroso, onde ficou alguns anos. Numa manhã, a família espantada deu pela falta da “santa”. Ansiosos, todos foram procurá-la. Encontraram-na, depois de tanta angústia, no alto da colina. Levaram-na, de novo, para o seu altarzinho antigo, na casa do pescador. Poucas noites seguintes, repetiu-se o incidente. Desconfiaram os devotos que a Senhora queria ficar numa igreja construída no alto do morro.

Vieram as contribuições, a capelinha foi edificada e a imagem entronizada em seu altar, donde saíra uma única vez, em maio de 1931, quando fora levada ao Rio de Janeiro para ser coroada rainha e padroeira do Brasil. A história de imagens fujonas, por carência de imaginação da parte do clero, se repete, como no caso da Penha, no Estado do Espírito Santo e no Rio de Janeiro, e no Rocio, no Paraná. Pobreza idêntica ocorre na aparição de tantas “Senhoras” a envolver, num fastidioso plágio, crianças subnutridas e anormais, como em Lourdes, Salete e Fátima.

Receava-se agora, esclarecido pelo padre, que “Nossa Senhora”, durante a noite voasse de São Paulo para a sua basílica em Aparecida do Norte. Pedia-nos rezas e mortificações para que a “santa peregrina” se dignasse permanecer na Capital Paulista durante os dias do Congresso Eucarístico. Fervoroso devoto, rezei muitos rosários e fiz muitos “sacrifícios” nessa intenção.

A recepção da imagem aparecida constituiu-se numa das mais pomposas festividades daquele congresso, cuja imponência se constata pelo milhão de pessoas a acompanhar a procissão do seu encerramento, quando a população de São Paulo ainda se encontrava aquém daquela quantidade de gente. Conduzia-se processionalmente a estátua da “peregrina” todas as noites, da catedral da Praça da Sé, onde fora entronizada, para o Vale do Anhangabau, com o fim de presidir as sessões solenes. Essas procissões, sem terem sido incorporadas no programa oficial das comemorações eucarísticas, se transformaram em alvoroçadas apoteoses.

Retornava a imagem, em seguida, para receber as homenagens das multidões a se revezarem dia e noite. O povo devoto permanecia ali aos pés da “santa peregrina” no desígnio de venerá-la condignamente porque – supunha-se – satisfeita permaneceria em São Paulo até ao fim das solenidades.

A imagem ficou. Foi exaltada em extremo. O Congresso programado para ser eucarístico, acabou sendo “aparecídico”. Dom José Gaspar de Afonseca e Silva, cognominado “o arcebispo de Nossa Senhora Aparecida”, a confirmar o mérito desta alcunha, erigiu, na Várzea do Ipiranga, uma nova paróquia dedicada a essa senhora. Mas, qual não foi o nosso desapontamento ao sabermos o engodo: a verdadeira imagem não viera a São Paulo! Recebera-mos apenas um fac-símile! Encerradas as festividades do Congresso, fora entregue à recém instalada paróquia! Alguns seminaristas se revoltaram e se julgaram vítimas de um ludíbrio.

– Rezamos tanto diante daquela imagem, supondo-a A VERDADEIRA…

Conformei-me por estar convicto de que o povo não merecia sua “augusta” presença… E porque “as autoridades eclesiásticas agiram com prudência”…

Afinal, todas essas circunstâncias suscitaram em minha alma um afeto entranhado à padroeira do Brasil…

2.   FUI UM PADRE DEVOTO DA SENHORA APARECIDA

Ao ordenar-me padre, em 1949, senti-me no dever de ir à sua basílica cantar uma missa, por sinal a segunda porque cantara a primeira em minha terra natal. Nesse ensejo, adquiri uma sua imagem, fac-símile, benta pelo padre superior do convento, destinada por mim a me servir de companhia e penhor constante das bênçãos celestiais em favor do meu sacerdócio. Entranhadamente devoto da Senhora Aparecida, oferecia, como presente, uma sua imagem fac-símile, a todas as noivas por mim abençoadas no casamento.

        Completados dez anos de sacerdócio, recebi, como uma verdadeira promoção, minha transferência para Guaratinguetá, a cidade mais próxima de Aparecida. Localizada à margem direita do Rio Paraíba, no Estado de São Paulo, Guaratinguetá, dista, pela Via Dutra, aproximadamente, 220 km do Rio de Janeiro, 185 de São Paulo e 8 de Aparecida.

Fui nomeado pároco da novel paróquia de “Nossa Senhora da Glória”, no Bairro do Pedregulho. Sua igreja, que de tão pequena, o povo a cognominara de “igrejinha”, não oferecia condições para, realmente, ser uma matriz paroquial. Decidi, por isso, construir um vasto templo. Constituía-se-me imensa prerrogativa edificar essa obra consagrada à Virgem Maria, e sonhava com um templo majestoso erguido naquele outeiro do Pedregulho a olhar a “Basílica Nacional da Padroeira”, plantada na colina de Aparecida. Lá do alto da torre da minha matriz, fiquei muitas vezes a contemplar a “Basílica da Rainha do Brasil”…

Eu odiava os evangélicos, aos quais chamava de hereges  por combaterem “Nossa Senhora”.

        Nesse tempo, apareceu lá em Guaratinguetá, um pastor. No seu desejo de esclarecer o povo, contratou, numa das emissoras radiofônicas locais, um horário para um programa evangélico. Muitos católicos se descontentaram com as suas explicações. Um meu colega, o clérigo Oswaldo Bindão, no seu programa de rádio, decidiu responder ao pastor.

        Estabelecida a polêmica, a cidade inteira se transformou em estádio para assistir a contenda. O coitado do padre pediu água em menos de uma semana.

        Evidentemente, qualquer jovem das nossas Escolas Bíblicas Dominicais, com a Bíblia na mão, põe qualquer padre a correr. Nós, os padres em Guaratinguetá, estávamos acuados, arrasados, com o fracasso do colega! E na certeza absoluta de que, se qualquer um de nós fosse responder ao pastor, cairíamos no mesmo ridículo.

        O Pastor João de Deus Soares prosseguia dando os seus esclarecimentos. Nessas alturas, o assunto girava em torno de Maria, de cuja face o pregador retirava toda a caiação ignóbil que à Mãe de Jesus impôs o catolicismo ao longo dos tempos. Naquela oportunidade, encerrara eu, com uma retumbante procissão, as festividades da padroeira da minha paróquia. O Pastor Evangélico botou água na fervura do meu entusiasmo, criticando o meu desfile mariano e citando Isaías (45:20). Transtornei-me de cólera!

        Noutro dia, o Pastor resolveu apresentar aos seus radiouvintes os pontos coincidentes entre a Diana dos efésios e a Aparecida dos brasileiros, à luz do relato de Atos dos Apóstolos 19:23-41.Nós não tínhamos força de argumento. E o jeito foi apelar para o argumento da força! E se demorássemos, perderíamos muitos dos nossos melhores fiéis… A mentira, a calúnia, o achincalhe são os melhores argumentos para os covardes sem argumento. Incumbiram-me de resolver o problema. Apelei para a violência, comandando um batalhão de fanáticos. E, em menos de uma hora, num domingo à noite, foi destruído inteiramente, o templo do Pastor João de Deus Soares, lotado de pessoas participantes do culto. A Senhora Aparecida deve-me também este favor!

No dia imediato, no programa “Marreta na Bigorna”, da Rádio Aparecida, o clérigo Galvão, desatou uma gargalhada satânica e parabenizou os católicos de Guaratinguetá pela façanha… O arcebispo de São Paulo, congratulou-se vivamente comigo e, horas após o nosso encontro, declarou, por um grande jornal de São Paulo, que lamentava os fatos ocorridos em Guaratinguetá!

O clero católico é a hierarquia dos homens de duas caras!!!

Dos refolhados!!!

Estreitíssimas mais ainda se tornaram minhas relações com os padres responsáveis pela basílica de Aparecida, em cujo convento se fabricava, exclusivamente para o consumo interno, cerveja mui apreciada entre os reverendos. No trato com os clérigos seculares, constatei a falta de amor fraterno entre eles. Supunha, todavia, que houvesse entre os regulares ou conventuais, como os franciscanos, jesuítas, dominicanos, salesianos, redentoristas. Engano! Entre estes últimos, que são os responsáveis pela basílica e de quem mais me aproximei, acontece a mesma carência, senão pior.

Lá dentro do seu convento, ao lado da “rainha” do Brasil, os padres se estracinham com ódio extremado. Os apelidos são os mais humilhantes. Havia lá o “padre Tortinho”, o “padre Marreta”, o “padre Aventura”, o “padre Zoraide”, o “Madame Fifi”… E de cada um havia um motivo especial indicado pelo próprio vocábulo…

3.   NEM A GANÂNCIA, META PRIMORDIAL DOS CLÉRIGOS “APARECÍDICOS” ME ABRIU OS OLHOS…

      Sentia, outrossim, a frieza espiritual naquele ambiente de clérigos, profissionais da religião. Sempre os vi tratando das coisas de sua seita com ganância sórdida. Só lhes interessava o que dá lucro. A respeito de qualquer assunto, a pergunta é sempre esta: – Quanto rende? – acompanhada do sinal característico de se friccionarem as pontas dos dedos polegar e indicador. E fazem praça disso até na sua emissora. Certa feita, chegou uma carta, perguntando sobres as riquezas da Senhora Aparecida. Respondeu-a Victor Coelho de Almeida, no seu programa radiofônico: – “Sim, ‘Nossa Senhora’ é muito rica. Rica mesmo! Ela tem hotéis, restaurantes, bares, casas de aluguel – muitas casas de aluguel! – kombis, peruas, automóveis. Ela tem muito dinheiro…  Dinheiro que os seus fiéis mandam e trazem… Ela tem muitas jóias, anéis, braceletes, colares. Ela tem muito ouro e pedras preciosas. Até a princesa Isabel lhe deu preciosas jóias. Quem tem ouro e pedras preciosas, mande para ‘Nossa Senhora’… “

        A cupidez é tamanha que as suas lojas não respeitam sequer o Domingo. Se cerrarem as suas portas deixarão de ganhar no dia de maior afluência de peregrinos. O devoto chega para cumprir uma promessa. Compra uma vela na loja pertencente aos padres e, a propósito situada ao lado da basílica e anexa à porta de entrada da emissora. Ao entrar no templo, porém, depara-se com a proibição terminante de acender velas. Apresenta-se-lhe, outrossim, a solução: – deixar o brandão numa caixa adrede colocada ao lado do altar da “padroeira”. O “pagador de promessa” sai na doce ilusão de que o padre vai, em sala adequada, queimar a sua vela em honra da santa. Engana-se porque um dos sacristães recolhe todas as lá depositadas, levando-as novamente para a loja. E a vela do devoto caiu no círculo rendoso dos clérigos. Sai da loja. Vai para a caixa da basílica. Volta à loja. De novo na basílica…, E o dinheiro cresce na “caixa registradora”.

        Tudo lá é comercializado! E os redentoristas não admitem concorrência, nem por parte dos seus colegas de outras igrejas. Num fim de ano, um sacerdote do Rio de Janeiro, com o objetivo de angariar fundos para a construção de um templo, instalou, num terreno alugado, um presépio mecanizado e movido a eletricidade, cobrando dos interessados o ingresso ao local. Pois, os padres da basílica protestaram e obrigaram o coitado a “arrumar a trouxa e dar o fora”. Todo o mundo só pode ver o presépio deles para lhes deixar o dinheiro. Em Aparecida, arrecadação de esmolas é direito reservado… De todas as partes afluem contribuições para os seus cofres. Mas, ninguém pode ir lá colher uma migalha…

        A ganância atinge os paroxismos da usura!

        Fui convidado para celebrar um casamento de pessoas amigas e muito ricas. Por ser sábado à tarde, havia muitos outros. Os noivos, meus amigos, pagaram todas as elevadas propinas estabelecidas pela direção do santuário aparecidiano. À medida em que os noivos adentravam no templo, ao som da “marcha nupcial”, um servente da basílica enrolava o grosso tapete de veludo grená. É que logo atrás, entrava uma par de nubentes pobres. Não lhes permitiram as posses, pagar a taxa referente ao tapete e tiveram de passar “sob os olhares maternais da incomparável protetora dos brasileiros”, por essa humilhação. O pior ainda aconteceu depois! Chegados junto aos degraus do altar da Senhora Padroeira, foram embargados seus passos pele referido servente, que os encaminhou a um altar lateral. A noiva, desconsolada, explicou ao sacerdote celebrante de suas núpcias, que viera do Paraná precisamente para casar-se no altar da “rainha” em cumprimento de uma promessa. Inúteis seus rogos e vãs as suas lágrimas… O padre irritado alegou que essa promessa não tinha valor algum e “mastigou”, em cinco minutos, a fórmula do ritual.

        Tudo isso me indignava. Mas, tudo isso consolidava ainda mais minha devoção à Senhora Aparecida. Compadecia-me dela por vê-la cercada desse deboche e explorada por essa chusma de crápulas. Um bispo do interior paulista tem carradas de razões ao afirmar que a Aparecida é a vergonha do catolicismo no Brasil! O Concílio Ecumênico Vaticano II, falido desde seu início, foi incapaz de modificar essa situação sempre interessante para o clero cúpido, em cujo peito, ao invés de coração, encontra-se instalado um cofre.

        O Ministro Mário Andreazza, dos Transportes, a convite, visitou Aparecida, em 13 de julho de 1969. Cercaram-no de salamaleques os clérigos chefiados pelo arcebispo aparecidólatra, o cardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, com a sua ladainha de reivindicações em favor da construção da nova basílica e de outras obras católicas. Surpreendido o cardeal e seus sabujos, incontido e sem subterfúgios, o Ministro demonstrou a sua desaprovação à permanência, ao redor da basílica, das “caixinhas” (pequenas bancas onde são vendidos santinhos, imagens e outros apetrechos aparecídicos). Quase todos os dias freqüentava eu a basílica, onde permanecia muito tempo rezando, de joelhos, o rosário diante da imagem.

        Desde a tenra infância, ansiei por certeza de minha salvação eterna. Procurei-a em inúmeras devoções a mim sugeridas ou aconselhadas. Busquei-a no exercício do ministério sacerdotal católico. Macerei-me, chicoteei-me, jejuei… Vali-me da prática da caridade, criando e dirigindo obras sociais. Tudo em vão…

        Tomei-me de esperanças quando cheguei em Guaratinguetá. Imensa era minha expectativa de encontrar na Senhora Aparecida a bênção da certeza da vida eterna. Por isso, ia amiúde à sua igreja rezar longos rosários defronte da sua imagem, no aguardo de uma resposta celestial…

4.    A SURPREENDENTE REVELAÇÃO

        Numa tarde de quarta-feira, no começo do ano de 1961, em seguida às funções rituais da “novena perpétua”, a que eu assistira, um sacerdote – com um “psiu” – tirou-me do meu recolhimento devoto. Aproximei-me dele. Perguntou-me à queima-roupa:

        – O que você vem fazer aqui quase todos os dias?

        – Rezar à “Nossa Senhora Aparecida”, respondi-lhe.

        E, ante o sorriso gracejador do padre, esclareci:

        – Sou muito devoto de “Nossa Rainha” e espero dela todas as graças necessárias para a minha salvação eterna…

        Não pude mais falar porque o padre me interceptou com vivacidade:

        – Você parece um beato vulgar. Que lhe poderá dar essa estátua de barro?

Ela não tem valor algum. Nós gostamos dela porque nos traz muito dinheiro.

        E, levando as duas mãos aos bolsos, fez o gesto significativo de quem carreia vultuosas somas.

        Pávido, arrisquei a pergunta:

        – Mas… E os padres não crêem em “Nossa Senhora Aparecida”?

        Um retumbante NÃO! abafou as últimas sílabas da minha interrogação.

        – Ela não vale nada. Tanto assim que se cair do altar ela se quebra. É de barro!!!

        Saí da basílica atordoado. Passei a noite seguinte em claro, rememorando fatos e tirando conclusões. Aterrorizado, sentia esboroarem-se as restantes ilusões da minha vida religiosa. Encorajado pelo propósito de servir a Deus desvencilhado de todos os embustes, decidi levar até às conseqüências extremas a minha investigação sobre o assunto. Não me foi muito difícil. Aproveitei a fraqueza daquele sacerdote e, noutro dia, abordei-o novamente. Relatou-me ele os verdadeiros fatos relacionados com a imagem da Senhora Aparecida. Relato esse confirmado ulteriormente por outros sacerdotes, seus confrades conventuais. Compadeço-me do brasileiro… Povo de excepcionais qualidades. Inteligente e dotado de sentimentos primorosos. Capaz de heroísmos e tão paciente…

            Haverá, porventura, povo mais paciente que o brasileiro? Quanta esperança ele vem revelando em tanto sofrimento… Em tanta exploração a que é submetido. Muitas vezes ludibriado em sua boa fé. Porém, sempre confiante.

É um crime de lesa-humanidade explorar-se esse povo.

Por isso, estou revelando estas informações.

Desejo ardentemente cooperar com esse povo excepcional, em sua libertação dos embusteiros.

Eu sei perfeitamente que recrudescerão as perseguições movidas pelo clero contra mim.

Mas, vale a pena sofrer pela emancipação espiritual do Brasil.

        Ao preparar a nova edição deste livro, recordo-me das muitas almas, anteriormente devotas sinceras da “padroeira do Brasil”, pela instrumentalidade destas páginas, libertas da aparecidolatria e convertidas a Jesus Cristo. Lembro-me, por exemplo, de Dona Glorinha, residente no Interior Capixaba. Devotíssima da “incomparável Senhora”, em romaria, visitava a imagem pelo menos uma vez cada ano. Pessoa amiga oferecera-lhe um exemplar deste livro. A curiosidade sobrepujara o seu propósito de recusar a sua leitura, pois temia ofender a sua Senhora Aparecida. Guardá-lo-ia por alguns dias e o devolveria ao proprietário, um crente fiel e ansioso por esclarecer os iludidos. Sua curiosidade, porém, superou a força do seu propósito.

        Lendo-o, revoltou-se contra o escritor, atirando-lhe, apesar de distante, insultos pesadíssimos. Quis buscar alívio para os seus remorsos por ter feito semelhante leitura. E foi à Aparecida confessar o seu grande pecado (???). O acerdote confessor recriminou-a asperamente por haver lido o livro do “padre excomungado”. E impôs-lhe, como penitência, a reza de longas devoções diante do altar da “santa”.

        Concluída a penitência imposta, saiu à compra de “lembranças” destinadas a parentes, comadres e companheiras de irmandade do sagrado coração. Separara já medalhas, xícaras, copos, canecos, pratos, quadros… Tudo com dísticos ou decalques da “senhora”. Chegava ao fim a sua tarefa de selecionar as “lembranças”, quando os seus olhos se esbugalharam numa coisa horrorosa. Esbugalharam-se num pinico a exibir, colada no seu fundo, a estampa da “incomparável Aparecida”. Indignada, deixou todas as bugigangas sobre o balcão e o comerciante falando sozinho.

        Regressou à casa. Releu o livro. Procurou o seu proprietário. Ouviu-lhe as explicações pormenorizadas sobre o plano de salvação do pecador. Rendeu-se. Renunciou a idolatria. Arrependeu-se. Converteu-se. Aceitou pela fé Jesus Cristo como o seu ÚNICO e TODO-SUFICIENTE SALVADOR. Crente consagrada, hoje conta a sua experiência de conversão no intuito de levar a Verdade do Evangelho a tantos pobres escravos da aparecidolatria.

Brasileiros, a Senhora Aparecida é uma falcatrua!

É um conto do vigário!!!

            Você que se supõe seu devoto, está sendo enganado!

       Você que tem em casa a sua imagem e lhe acende velas, está sendo ludibriado!

            Você que lhe manda esmolas, está sendo esbulhado!

            Você que vai, em romarias, à sua basílica, está sendo ridicularizado!

Sim, senhores! Eu vi os padres zombar e pilheriar dos romeiros… Vi-os a praguejar os devotos romeiros que colocam no “sagrado cofre” notas velhas e rotas a lhes exigirem consumo de adesivos…

            A um deles um devoto perguntou: – Seu vigário, por que a Senhora Aparecida é morena? Eis a resposta: – Porque ela é de barro!!!

Pobre povo que confia numa protetora feita de barro…

5.    A VERDADEIRA HISTÓRIA DA SENHORA APARECIDA

        Vou relatar os fatos verídicos referentes à imagem dessa Senhora. Localiza-se o início de sua história no período da Colonização Brasileira.

       Corriam muitas lendas sobre descobertas de jazidas riquíssimas de ouro e outras preciosidades. O contágio do entusiasmo atingia as vascas do fascínio. O povo paulista, sobretudo, ardia numa febre desvairada provocada pelas lendas das esmeraldas, as valiosíssimas pedras verdes, cujas montanhas se encravavam quais seios úberes em plena selva.

        Este sonho acutilante é que produziu as maiores epopéias das nossas Bandeiras, uma das mais empolgantes páginas da História-Pátria. Se não descobriram as montanhas verdes das esmeraldas, os bandeirantes plantaram cidades e dilataram o território nacional apertado até então na faixa estabelecida pelo Tratado de Tordesilhas, imposto pelo papa Alexandre VI aos descobridores espanhóis e portugueses.

        Sim! Essas Entradas é que desbravaram o sertão, devassando e conquistando, com sua audácia o imenso território do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, de Mato Grosso, do Paraná, de Goiás e de grande parte de Minas Gerais. Porque a “bota de sete léguas” dos bandeirantes chutou os limites de Tordesilhas… A miragem das montanhas de pedras verdes ardeu, por várias décadas, na mente de muitos brasileiros do Planalto de Piratininga. fulgurou, sobretudo, no espírito do indômito Fernão Dias Paes Leme, o bandeirante por antonomásia, cuja morte, em plena selva, transferiu para Sebastião Raposo Tavares o fascínio de desvendar o segredo daquela descoberta alucinante.

        O fim desastrado da jornada de Raposo Tavares, em 1713, entanto, assinalou o último sonho das esmeraldas, que deixou, em São Paulo, qual cicatriz, um profundo sentimento de frustração. É de se notar que, à exceção de uma ou outra, todas as Bandeiras, iniciaram sua jornada, saindo do Planalto Piratininga no pelo Rio Paraíba, em cujo Vale deixavam, como rastro, uma enorme expectativa na alma do povo. Se as esmeraldas, porém, foram uma quimera não transubstanciada em realidade, diferente resultado ocorreu com o ouro, explorado em Minas Gerais, o causador do incêndio de irresistível cobiça, origem de muitos crimes e inomináveis traições.

        Naquela época em que o Brasil era Colônia de Portugal, não se dividia ele em Províncias ou Estados como hoje. Repartia-se em Capitanias, dirigida cada qual por um governador nomeado por El Rei português e vindo diretamente de Além-Mar. O Governador Dom Braz Baltazar da Silveira não conseguiu mais por cobro às desordens reinantes na Capitania de São Paulo e Minas Gerais, de sua jurisdição, nem reprimir o contrabando do ouro e, muito menos, coletar os impostos estabelecidos pela Coroa Real. El Rei Dom João V houve por bem, nessa conjuntura, chamar o inábil Governador e substituí-lo. E, em junho de 1717, o Capitão Geral, Dom Pedro de Almeida, Conde de Assumar, aportou no rio de Janeiro, donde, via Santos, se encaminhou, incontinenti, para São Paulo, aos 4 de setembro de 1717.

        Num ambiente tranqüilo e, ainda, oprimido pelas frustrações da Bandeira de Raposo Tavares, o novo Governador, aos 4 de setembro de 1717, foi empossado no seu cargo.

Ao contrário de Piratininga, nas Minas Gerais, o clima era de exaltação incendiada pela ganância de ouro, cuja mineração provocava os mais pacatos.

        Competia ao Governador recém-empossado restabelecer a justiça, recolher os tributos e exigir o retorno da ordem. O Conde de Assumar toparia com uma barreira formidável a lhe embargar a consumação dos seus propósitos.

        É que os frades eram “dos elementos mais perniciosos entre os que tinham entrado e continuavam a entrar com as avalanches, que enchiam aqueles distritos, e não só porque se entregavam desenfreadamente ao ganho como todo aquele mundo, mas ainda porque, valendo-se do seu ascendente sobre o espírito da massa, eram quase sempre os promotores de todas as desordens”.

         Desgraçadamente os compêndios de História do Brasil adotados por nossas escolas aureolam os padres e os frades do tempo da nossa Colonização com as glórias de heróis. Os seus autores sabem que, se disserem a verdade, os seus livros não terão guarida nos ginásios, em grande parte, dirigidos, maquiavelicamente, por padres e freiras, ou deles recebem “orientação”.

         Aquelas nossas informações, acima entre-aspeadas, são de Rocha Pombo, registradas em sua História do Brasil (Rio de Janeiro – 1905, vol 6, página 245) cuja PRIMEIRA EDIÇÃO deveria ser lida por todo intelectual patrício. Destaco em caixa alta a PRIMEIRA EDIÇÃO porque as subseqüentes foram criminosamente resumidas e mutiladas. Destas podaram-se todos os informes sobre os latrocínios, extorsões, atrocidades e crimes cometidos pelos clérigos missionários. A maioria dos brasileiros supõe que naqueles tempos, Portugal açambarcava todo o ouro bateado pelos lavageiros ou garimpado nos veios das rochas. Supõe-se, também, que, em tempos posteriores, a Inglaterra usurpou-o das bruacas lusitanas. Verdade é que o Reino estabelecia impostos, arrecadados pela quintagem, com o fim de beneficiar o seu erário.

        Os frades, contudo, não vieram para o Brasil com a missão de catequizar. O Historiador Rocha Pombo, no passo já referido, informa-nos que o Conde de Assumar, dentre as questões a enfrentar, tinha de se haver com a da “expulsão de todos os religiosos regulares que não tivessem naquela Província do seu domínio uma função certa, própria do seu apostolado”. Tinham esses “religiosos” (frades cognominados pela legislação romanista de “religiosos regulares”) outra incumbência bem diversa da apregoada e que causou graves prejuízos ao Brasil. Vieram carrear ouro para o papa e para os seus conventos na Europa!

        O ouro do Brasil, em grande parte, encontra-se ainda hoje em poder do Vaticano, que o faz ocupar o segundo lugar mundial no mercado desse valor precioso, cujas reservas o papa deposita no Federal Reserve Bank, em Washington. O papado não ocupa o primeiro lugar no mundo nesse mercado porque preferiu trocar uma parte do seu ouro com outros valores, como dólares, que atingem a cifra astronômica de 15 bilhões, e em títulos de sociedades italianas avaliados em 1 trilhão de liras e de sociedades de outros países cotados em 2 bilhões de libras esterlinas. E essa riqueza fabulosa e atual do Vaticano o faz o maior acionário de todo o mundo!

        Convencido da gravidade da situação em Minas Gerais e da sua responsabilidade em recobrar a ordem, o Conde de Assumar decidiu interferir pessoalmente. Deixando como seu substituto em São Paulo, o oficial de grande patente, Manuel Bueno da Fonseca, partiu, em fins do mesmo mês de sua posse (setembro de 1717), com destino a Ribeirão do Carmo (hoje Mariana), em Minas Gerais. Naqueles remotos tempos essa viagem só podia ser feita via Vale do Paraíba (Norte do Estado de São Paulo).

        Guaratinguetá é uma das cidades desse Vale. Foi fundada à margem direita do Rio Paraíba, em 1641, pelo Capitão-Mór Dionísio da Costa, lugar-tenente do donatário e, por isso, gozava de grande prestígio até os fins do regime das Capitanias. O conde de Assumar chegou, com sua comitiva, nessa cidade, aos 12 de outubro. Prontamente, as autoridades locais, solícitas em aguardá-lo, promoveram-lhe toda sorte de homenagens e respeitos. Por ser o catolicismo a religião oficial do Reino, o vigário destacava-se nas cidades como a autoridade mais importante. O “batizado” pelo padre católico equivalia ao registro civil. O casamento era só no religioso. Quem não era católico, como um criminoso de lesa-pátria, não podia casar-se e nem registrar os filhos…

        Esta posição do catolicismo outorgava aos vigários, o ensejo de serem ótimos arrecadadores de riquezas para o pontífice de Roma. Em Guaratinguetá, encontrava-se, como vigário, o jovem padre José Alves Vilela. Como todo clérigo, conhecia perfeitamente a arte de bajular. Pelo próprio fato de ser o catolicismo romano a religião oficial do Reino de Portugal, a nomeação dos bispos dependia inteiramente da indicação feita pelo Rei. O padre Vilela sofria de “bispite” aguda. Do desejo desenfreado de ser bispo!

        Percebeu na passagem do Conde de Assumar por sua paróquia, uma extraordinária oportunidade de, sabujando, credenciar-se às boas graças do Governador, que o apontaria a El Rei como candidato à mitra. E mãos à obra! A par das demonstrações cívicas de respeito ao Governador promovidas pela Câmara, o padre Alves Vilela, como autoridade mais importante do lugar, programou festas religiosas de grande aparato para impressionar o homenageado. Desde sempre o clero gostou de se valer de seu ritualismo litúrgico para engodar as autoridades civis com o objetivo de sugar-lhes subvenções ou propiciar clima para se manter prestigiado. Num dos nossos Estados, os bispos condenaram a candidatura de certo cidadão à governança. Feridas as eleições e vitorioso o candidato anatematizado, os “amantíssimos ordinários” promoveram-lhe demonstrações de “afeto e deferência”, culminando a sabujice, no dia de sua investidura com uma missa de “ação de graças” mui solene.

        Note-se, a título de informação, que o termo canônico designativo do bispo diocesano é “ordinário”. Para se colocar bem diante do Conde Governador, preocupado e zangado com os clérigos baderneiros de Minas Gerais, “promotores de todas as desordens” (Rocha Pombo – loc.cit.), o padre Vilela tomou atitude oposta aos seus colegas. Reconheceu na sua subserviência ao chefe da Capitania uma oportuníssima manobra para conquistar-lhe a simpatia. Entre o clero há traidores dos padres traidores! Enquanto os frades de Minas traíam sua posição aparentemente de catequistas, causando baderna, o padre Vilela manifestava-se servil.

        Nas águas turvas da situação de descrédito em que se imergiam os frades, o padre Vilela quis pescar um peixe gordo. O peixe de uma posição perante o Governador favorabilíssima às suas pretensões “bispais”. E, como o peixe se pega pela boca, alvitrou oferecer ao Conde um opíparo banquete. Mas, um desses banquetes de assinalar marco na história da culinária!  Notabilizara-se o Rio Paraíba pelas suas águas piscosas. Por isso, os pratos em peixe distinguiam a cozinha valeparaibana. O banquete oferecido pela comunidade guaratinguetaense ao ilustre viajante, na programação estabelecida pelo incensador clérigo Vilela, revelar-se-ia por grande fartura de peixes nas mais diversas modalidades de temperos.

        O jovem e pretensioso vigário divisou no ambiente uma circunstância especialíssima para ser aproveitada naquele acontecimento. E decidiu capitalizar a seu favor a frustração do povo do Vale pelos insucessos das últimas Bandeiras, cujas miragens de esmeraldas se esboroaram. Decepcionado, todavia, não se descoroçoara o povo. Esperava encontrar alguma coisa de notável. Desde o princípio do seu paroquiato travara Vilela conhecimento com os pescadores de sua freguesia e da região. Deles, e somente deles, é que esperava a mais decidida colaboração nas suas festividades religiosas porque a pesca, naqueles tempos, acima mesmo da agricultura incipiente, se estabelecia como a mais importante fonte de riquezas do Norte da Capitania.

        E, dentre os pescadores seus conhecidos, três se distinguiam pela espontaneidade em auxiliar, pela singeleza da sua fé e, sobretudo, pelo seu acatamento às solicitações do vigário. Domingos Martins Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, os seus nomes! Procurou-os, então, o clérigo Vilela, incumbindo-lhes da pesca para o banquete-homenagem. Nem estranharam a dedicação e o interesse do seu vigário por aquela pesca. Supunham-no desejoso realmente de exaltar à vista do Governador as qualidades da cozinha da Vila, de lhe demonstrar respeito e, certamente, creditar a região a favores futuros.

        Admirados, contudo, receberam no dia do banquete (13 de outubro de 1717), manhã cedo, as ordens do vigário no sentido de que lançassem suas redes no Porto de Itaguassú, próximo do Morro dos Coqueiros. Como ativos pescadores, sabiam que os peixes permanecem mais nas partes calmas do rio e não é possível pesca alguma junto de um porto, onde há tanta movimentação. Toda aquela zona dispunha do Rio Paraíba como principal via de comunicações e transportes. E, dentre os portos, o de Itaguassu se notabilizara por servir vasta extensão.

        Em vista da sua própria profissão, entenderam os pescadores a ineficácia da ordem estravagante do vigário. Mas, ingênuos, e submissos, obedeceram. Não lhes convinha desacatar o sacerdote ameaçador e capaz de praguejá-lo e amaldiçoá-los. Lançaram a rede na convicção de nada apanhar. Surpresos, porém, retiraram das águas uma imagenzinha, de 0,30m de altura, talhada em terracota escura, nos moldes da Madona de Murilo, que o clero se utiliza como símbolo da “IMACULADA CONCEIÇÃO”  de Maria.

        Decidiram guardar a imagem aparecida nas águas dentro do embornal e prosseguir além sua tarefa. Obtida a quantidade de pescado exigida pelo clérigo anfitrião, foram à sua residência fazer-lhe a entrega. E, jubilosos e na sua crença ingênua, mostraram ao padre, misturado na comitiva do Governador, a imagem aparecida. Enternecido o vigário pelo sucesso do seu empreendimento, pois, ninguém soubera e nem desconfiara de sua ida durante a madrugada ao Portão de Itaguassú para deixar nas águas aquela imagem, despejava suas expressões religiosas e deslambidas acentuando o “fator milagre” daquela descoberta.

        Todo o povo daquela região, presente em Guaratinguetá, para receber o Governador, Conde de Assumar, ludibriado em sua credulidade, exultou com o “milagre” sucedido, vinculando-o à santidade do seu vigário e divulgou a notícia à distância.

– “Arre! Se falharam as aventuras em busca de esmeraldas, o “milagre” interveio para dar ao povo desiludido uma preciosidade muito maior!!!”, parafusava o padre, que, de propósito, havia colocado a imagem nas águas do Porto de Itaguassu.

        Na intenção de valorizar o enredo do seu estratagema religioso achou melhor entregar a estátua a um dos pescadores, Felipe Pedroso, residente no sopé do Morro dos Coqueiros.         Retirando-se o Conde de Assumar no seguimento de sua viagem, os fiéis, em procissão, acompanharam o felizardo pescador, que, piedosamente, colocou, sob a emoção dos circunstantes, a imagem aparecida entre os “santos” do seu tosco oratório.

        Inglórios os esforços do vigário Vilela junto ao Governador! Tão assoberbado de problemas em sua curta estadia no Brasil à testa da Capitania de São Paulo, não teve sequer a lembrança de sugerir a El Rei o nome do pároco de Guaratinguetá como candidato a bispo de alguma diocese do Reino. Não se desesperançou o padre. Decidiu incentivar a devoção da senhora aparecida, promovendo atos religiosos na casa de Felipe Pedroso. Quem sabe se o seu nome assim ligado à estátua aparecida “milagrosamente”, se encheria de fama e repercutiria nos ouvidos do supersticiosíssimo El Rei Dom João V, que ouvia missas sobre missas, distribuía dinheiro a rodo a quantos santos figuravam no calendário, enchia de ouro os conventos e, enlevado por violenta paixão à sua amante, a freira Paula, do Convento de Odivelas, alcançou do papa o título de Rei Fidelíssimo.

        As esmolas lançadas, em grande cópia, no oratório da “santa”, permitiram ao vigário sonhador da mitra episcopal, repartir com o devoto Felipe Pedroso, que pode obter numerário para comprar uma pequena fazenda e construir casa nova em Ponte Alta, também nas proximidades do Porto de Itaguassu, onde entronizou, em oratório novo, a imagem de terracota aparecida.

        A devoção mais importante e mais concorrida nesse local acontecia aos sábados à noite.        Sucedeu a Felipe Pedroso, após sua morte, na incumbência religiosa, o seu filho Atanásio. Um pouco arredio a essas beatices, este herdeiro achou melhor construir fora da casa uma capelinha para se ver livre das importunações dos devotos e transferiu à Silvana da Rocha o mister de puxar as rezas e os cânticos. Primava a rezadeira-mor, Silvana, em dirigir o rosário dos sábados, incrementando a afluência dos humildes com animados bailes regados a pinga após a reza, na intenção de alegrar os devotos caboclos desprovidos de outros divertimentos. Os anos se passaram e o nome do padre Alves Vilela, sem ser sugerido nas eleições dos bispos!

        Em 1742, Dom João V foi acometido de uma paralisia que o imobilizou para sempre, apesar de suas treze jornadas às Caldas da Rainha (nas proximidades de Leiria, ainda muitas pessoas por ser uma das mais importantes estações termais de Portugal), escoltado por um exército de freiras e padres interesseiros. O vigário de Guaratinguetá, agora já encanecido, porém esperançoso, mantinha-se a par de todas as notícias vindas de Além Atlântico.

        Conhecedor da carolice de El Rei e sua magnanimidade em proveito dos clérigos, urdiu outra investida com o objetivo de atrair as atenções “majestáticas” sobre si. Certo sábado, em 1743, quando os devotos chegaram à capela, surpresos, deram pela falta da santa aparecida. Atônitos ficaram quando Silvana Rocha desconhecia também o seu paradeiro, mesmo depois de se informar com Atanásio. Desesperados, correram falar com o vigário, que se fingiu surpreendido. Aconselhou-os, porém, a que dessem uma batida nas redondezas e que não se esquecessem de ir até o alto do Morro dos Coqueiros. Dóceis à orientação do padre, vasculharam todos os recantos, e, por fim, subiram os rapazes ao Morro, onde, para alívio geral, encontraram a imagem encostada em uma pedra. Nessa noite, o rosário foi rezado com mais fervor, os hinos mais vibrantes e o baile mais animado com cachaça distribuída abundante na algazarra do reencontro da Senhora Aparecida.

        Noutros sábados, o fato misterioso se repetiu sem que os pobres devotos percebessem a mão do vigário atrás de tudo. O padre Vilela, ao sentir-se seguro do êxito de seu plano, num sábado, foi até Ponte Alta puxar ele a reza. Desta feita, ainda outra vez, a busca da imagem fugidiça precedeu o ato religioso, porque o padre ainda outra vez, retirara-a às ocultas e levara-a para o cume do Morro. Então, na qualidade de vigário e ministro de Deus, aconselhou o povo devoto que se construísse no alto do Morro dos Coqueiros um templo para a “santa”.

        – “Nossa Senhora, afirmava, quer que se construa uma capela lá no alto do Morro”.

        De imediato, foram abundantes os donativos. Todos queriam concorrer a fim de contentar os desejos da “santa” aparecida no sentido de que lhe erigissem um templo no cume do Morro dos Coqueiros, conforme havia interpretado o vigário aquelas fugas constantes. Em cumprimento de exigências eclesiásticas, o padre José Alves Vilela valeu-se do Bispado do rio de Janeiro, a cuja jurisdição canônica se submetia para requerer a devida licença a fim de edificar o templo. Recorde-se que o Bispado de São Paulo, a cuja jurisdição eclesiástica, posteriormente, pertenceram Aparecida e Guaratinguetá, somente foi criado em 1745.

        Na esperança de divulgar nas altas rodas clericais o valor sobrenatural da sua “santa” aparecida, o que lhe poderia render prestígio junto a El Rei, saliento em seu requerimento: “…que pelos muitos milagres que tem feito a dita Senhora, a todos aqueles moradores, desejam erigir uma capela com o título da mesma Senhora da Conceição Aparecida, no distrito da dita freguesia em lugar decente e público por concorrerem muitos romeiros a visitar a dita Senhora que se acha até agora em lugar pouco decente…”

        A provisão de licença foi passada na chancelaria do bispado do Rio de Janeiro, em 5 de maio de 1743. E tudo se tornou mui fácil, porquanto, Dona Margarida Nunes Rangel, proprietária do Morro dos Coqueiros, houve por magnanimidade, fazer doação de toda a colina. Afluíram donativos abundantes e, a 26 de julho de 1745, o padre Vilela benzeu o templo e rezou nele a primeira missa, suspirando para que El Rei, o beato sonso Dom João V, se lembrasse dele nas escolhas dos bispos. Já alquebrado pela idade avançada morreu, como simples vigário de Guaratinguetá, o padre ambicioso, e a Aparecida caiu na vala comum das pequenas capelas do Interior Brasileiro.

6.   A RAZÃO DO NOVO SURTO DO “APARECIDISMO”

       Em fins do século passado, Aparecida foi tirada de sua insignificância, onde permanecera por mais de cem anos após a morte do seu criador, o vigário José Alves Vilela. Em 8 de dezembro de 1888, o bispo de São Paulo, Dom Lino Deodato de Carvalho, benzeu um novo templo construído em substituição do anterior erigido pelo sacerdote inventor da “santa” e resolveu entregá-lo à administração de alguma ordem ou congregação religiosa.

        A congregação dos padres redentoristas gozava, na época, de grande nomeada nos círculos romanistas, pois o seu fundador, o italiano Afonso de Liguori, além de ser canonizado santo, em 1839, havia sido, em 1871, proclamado pelo papa Pio IX, “doutor da igreja”. Dentre as suas diversas obras literárias, destacam-se a “Teologia Moral” e as “Instruções e Método para os Confessores”, pelo seu conteúdo repleto de normas utilizáveis com grande resultado no confessionário, o instrumento infernal da escravização das consciências. Por causa da “importância” de Liguori, cresceu a influência de sua ordem religiosa, e também em razão da sua finalidade, que consiste em se disporem os padres, seus membros, a pregar missões populares. Distinguem-se estas por uma série de pregações retumbantes e fantasmagóricas com arremates de procissões imbecilizadoras.

        Liguori estabeleceu a sua congregação para a Itália Meridional do seu tempo, com uma população rural ignorante e de sangue quente. Referindo-se a esses italianos, o clérigo redentorista Hitz, observa: “gostam das manifestações fortes… São superficiais, levianos, desmazelados, supersticiosos, e apegam-se, sobretudo, às práticas exteriores da religião” (Hitz –  “A pregação missionária do Evangelho”, Livraria Agir Editora, Rio de Janeiro,  1962, pág. 181). Foi para conservar esse povo agrilhoado às superstições romanistas, assim considerado pelos seus líderes religiosos, que Liguori determinou, com minúcias, os temas e os esquemas dos sermões das “santas missões” a serem pregadas por seus padres. No plano do fundador dos padres redentoristas, os fiéis devem, ao final desse trabalho, ser encaminhados ao confessionário para que se consume o seu cativeiro espiritual.

        As “santas missões” dos redentoristas fundam-se num moralismo antropocêntrico, infinitamente distante do Evangelho. Aliás, servem bem ao romanismo, cujo ritual coloca o endeusamento da criatura acima de tudo. O bispo de São Paulo, Dom Lino Deodato de Carvalho, julgou os brasileiros semelhantes aos depreciados italianos meridionais por estarem também, os nossos patrícios, seus contemporâneos, encharcados das superstições católicas. E entregou o templo da Senhora Aparecida à direção dos padres redentoristas, em fins de 1894.

        Esses padres, incontinenti, começaram suas incursões fanatizadoras pelo Interior dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro, por meio das missões populares, quando divulgaram profusamente as lendas referentes à Senhora Aparecida. O nosso povo, humilde e distante das fontes puras da Bíblia, aceitou ingenuamente e sem qualquer exame, essa fábula, que, também eu, em criança, ouvi. Pelo confessionário, os redentoristas impunham aos fiéis, narcotizados com as suas mentiras e modelados aos seus caprichos, penitências de rezar fórmulas especiais à Aparecida e de ir ao seu santuário em romarias.

        O povo desprovido de recursos essenciais a uima subsistência condigna e imerso nas trevas do analfabetismo, é sempre presa fácil dos embusteiros, máxime quando se apresentam revestidos de roupagens exóticas e com a voz repassada de acentos ameaçadores. Os pregoeiros do “aparecidismo” espalharam entre o nosso pobre e abandonado povo, no intuito de fanatizá-lo e escravizá-lo mais, aquela deslambida “Oração a Nossa Senhora Aparecida para pedir a Sua Proteção”, que assim começa: “Oh Incomparável Senhora da Conceição Aparecida, Mãe de Deus, rainha dos anjos, advogada dos pecadores…” Em seguida a esta relação de tantas heresias, o pobre brasileiro suplica-lhe que o livre da “peste, fome, guerra, trovões, raios, tempestades e outros perigos e males que nos possam flagelar”.

        Aconselhado pelo missionário, o simplório cola o papel dessa reza atrás das portas de sua casa e se supõe imunizado, protegido e livre de todas as desgraças. Quando eu era pároco em Guaratinguetá, num domingo, fui rezar missa numa capela da zona rural. Desabara durante a noite precedente um horrendo temporal. E a notícia lúgubre enchia de tristeza todos os moradores da região! Um raio penetrara numa choça e fulminara todos os seus moradores. Encaminhei-me para lá. Entrei no casebre. Olhos esgazeados de pavor, encontrei três corpos esturricados no chão. E atrás das portas toscas a protetora reza da “incomparável”…

        As primeiras “santas missões” populares produziram os frutos esperados. Já em 1900 começaram as romarias. O novo bispo de São Paulo, Dom Antonio Cândido de Alvarenga, continuou o interesse de seu  antecessor, Dom Lino, pela Aparecida, pois previa os resultados financeiros com o comércio da credulidade das massas. Em conseqüência, não só incentivou os vigários das paróquias a promoverem romarias, mas, ele pessoalmente organizou uma. A comercialização e a traficância da devoção à Senhora Aparecida tornaram-se rendosas, além de todas as estimativas, que o bispo de São Paulo não admitiu se tornasse ela paróquia da Diocese de Taubaté.

        Com efeito, em julho de 1908, o papa Pio X desmembrou da Diocese de São Paulo, que abrangia todo o território do Estado, as dioceses de Botucatu, Campinas, São Carlos, Ribeirão Preto e Taubaté. Esta incluía todo o Norte do Estado de São Paulo, desde o Município de Jacareí, inclusive, até o limite do Estado Fluminense, à exceção de Aparecida que, apesar de encravada bem no centro do bispado de Taubaté, continuava pertencendo à jurisdição eclesiástica do arcebispado de São Paulo. Ocorreu esta anomalia escandalosa como resultado da ganância do arcebispo, ávido de se locupletar com as fortunas continuamente depositadas nos cofres da Senhora Aparecida.

Em 1931, conforme já referimos, vieram sua proclamação e coroação como padroeira e rainha do Brasil, em execução de uma astúcia política. Antes, o padroeiro do Brasil era “São” Pedro de Alcântara, que, por haver sido membro de ilustre e principesca família espanhola durante o domínio da Espanha sobre o Reino de Portugal, obtivera de Roma esse “padroado”.

        Os tempos eram outros e o povo brasileiro não se tornara fã do frade espanhol. Então, os “ordinários” brasileiros decidiram aposentá-lo e arranjar do papa um outro padroeiro. Afora o prestígio popular, o candidato, por certo, precisaria satisfazer injunções políticas e ter a sua meca localizada onde houvesse maior concentração demográfica. A paraense Senhora de Nazaré, a capixaba Senhora da Penha e o baiano Senhor do Bonfim, se bem que prestigiados popularmente em suas regiões, careciam satisfazer as outras condições.

        Cumprindo-as todas a Senhora Aparecida foi a eleita. Mais recentemente, em junho de 1958, o papa Pio XII criou a Arquidiocese de Aparecida, com o território da paróquia do mesmo nome desmembrado da Arquidiocese de São Paulo, e de outras paróquias retiradas da Diocese de Taubaté. Não obstante, porém, todas as promoções em torno da divulgação dos “fatos” relacionados com a Aparecida, das demonstrações de fé na mesma, das romarias, de suas imensas riquezas… Não obstante os padres afirmarem – da boca prá fora – que creem na aparição prodigiosa da Senhora Aparecida… Apesar da oferta da Rosa de Ouro pelo pontífice Paulo VI e sua aparatosa entrega em agosto de 1967… Apesar de tudo isso, até hoje, o Vaticano se conservou silencioso a respeito.

        Desafio a qualquer padre de Aparecida a que me apresente um documento do pontífice romano pelo qual haja pronunciado sobre a autenticidade dos “acontecimentos prodigiosos” pelo clero divulgado entre o povo. Eles não aceitam o desafio porque nem o papa crê nesse “prodígio”. Bem ao contrário! Ele sabe que tudo é falcatrua. E falcatrua tão mal engendrada que nem é capaz de forjar documentos, tática tão de sua índole.

        Só as pessoas fanaticamente narcotizadas pela idolatria não querem enxergar e continuam devotas da Aparecida. A fim de dar aos padres reptados uma dose de calmante, apresento-lhes o parecer do monge beneditino, Estêvão Bettencourt:

“As autoridades eclesiásticas não se empenham por definir a autenticidade de tais portentos, nem mesmo a dos episódios concernentes à aparição da Senhora Imaculada no Porto de Itaguassú em 1717… A Santa Igreja, de modo nenhum, entende fazer de tais relatos matéria de fé…” (in “pergunte e responderemos” – 71/1963, questão 5).

Católico! Não continue enganado!

        Use sua cabeça para raciocinar e não vá mais no conto do vigário! O próprio monge beneditino Estêvão Bettencourt declara que aquilo tudo não é “matéria de fé”. Ele não crê! Nem o papa e nem os padres prestam fé aos seus relatos sobre a Senhora Aparecida!

7.   A SANTACAP, “CAPITAL MARIANA” DO PAÍS

        Elevada, em 1958, à categoria de Arquidiocese, só em 1964 recebeu o seu arcebispo na pessoa do cardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, até então ocupante do sólio paulopolitano. Motta sempre se revelara interessado em promover Aparecida e, com a habilidade política peculiar ao seu temperamento, conseguiu da Santa Sé conteporarizasse a nomeação do seu titular, pois desejava ser ele o investido no munus de arcebispo da “capital brasileira da fé”.

         Se envidara esforços para a sua instalação como Arquidiocese, parecer-lhe-ia justiça instalar-se ele próprio em seu trono arquiepiscopal, embora 6 anos devessem decorrer como sede vacante. Idealizara e empenhara-se em transformar Aparecida num dos centros católicos mais importantes do mundo.

        Seria nesse intento insuficiente a devoção popular à Senhora Aparecida. Aliás, aquela efervescência de fé incrementada pelo IV Congresso Eucarístico de São Paulo, celebrado em 1942, fora passageiro. Como arcebispo de São Paulo, a cuja Arquidiocese pertencia a simples paróquia de Aparecida, Motta notara na segunda metade da década de 40 o decréscimo do número de peregrinos em proporção com o aumento populacional do País e com a imensa propaganda intensificada através da distribuição, sobretudo às paróquias, de imagens fac-símiles.

        Insuficiente a devoção popular como fundamento para concretizar o seu sonho de criar a SANTACAP, à imitação dos grandes e antigos centros idólatras do mundo, como Éfeso com a sua Senhora Diana, em cuja honra se construíra uma das sete maravilhas do orbe, o cardeal Vasconcelos Motta optou pela construção de um grande e soberbo templo. Uma basílica gigantesca e de ricas proporções arquitetônicas a se credenciar ao orgulho do catolicismo brasileiro.

         – O maior templo religioso do mundo depois da basílica de São Pedro, em Roma !!!

        A basílica de São Pedro tem 200 metros de comprimento, incluindo-se o pórtico. A de Aparecida, 170. E, depois dela, vem a de São Paulo, em Londres, com 158 metros. Esta é seguida do templo de Liverpool, também na Inglaterra, que mede 154 metros de comprimento. Seguem-se-lhe o Duomo, em Florença, da Itália, com 150;  o de Colônia, na Alemanha, com 145; o da Imaculada, em Washington, EEUU, com 137; o Duomo, em Milão, com 135; o templo de Notre Dame, Chartres, na França, com 133; o de Sevilha, na Espanha, com 129; o de São João de Latrão, em Roma, com 124; o de São Paulo, no Brasil, com 100; o de S.Patrick, em Nova Iorque, EEUU, com 99; o de Santa Maria Maior, em Roma, com 98; o de Bauprais, no Canadá, com 80 metros. A nova basílica de Aparecida, quando inteiramente concluída terá 170 metros de comprimento por 150 metros de largura, cobrindo um espaço de 25.500 metros quadrados.

        Por sonhar alto, o arcebispo aparecidólatra inclui no plano completo da obra outros departamentos inclusive o prédio para a emissora radiofônica e de televisão. Em conseqüência salta à vista a impossibilidade de se construir no cume do antigo Morro dos Coqueiros, onde se encontra a atual basílica, apodada da velha. Recorde-se o fato de haver sido esta erigida no alto daquele morro em atenção às exigências da própria Senhora Aparecida, inconformada de ficar embaixo e, por isso, “fugia” da capelinha, indo postar-se lá em cima. As suas repetidas “fugas” revelaram (?) aos devotos a sua vontade de lhe ser dedicada uma capela no cocuruto do outeiro, inaugurada, aliás, em 1745, sob o hissopo do vigário José Alves Vilela, ao tempo, pároco em Guaratinguetá.

        Esta pequena capela, quando, em fins do século passado, se incrementara a devoção aparecídica, se tornara exígua, foi pelo bispo de São Paulo, Dom Lino Deodado de Carvalho, substituída por um templo maior, ainda, no cume do antigo Morro dos Coqueiros.

        Afigurava-se impossível desagradar a “santa” e contrariar-lhe a mariana vontade de ser instalada lá em cima da colina, cujos coqueiros cederam lugar ao casario que se comprime em suas rampas.

         – Constrói-se o templo noutro lugar… E se depois a imagem aparecida não quiser ficar nela?, decerto refletia o bispo, que, aos 8 de dezembro de 1888, benzeu a então nova basílica, hoje reputada velha, por ser anacrônica, obsoleta e superada. Ao cardeal Motta, embora se confesse devoto aparecidiano, falecem aqueles escrúpulos.

– Como se conseguir tamanha construção lá em cima do Morro dos Coqueiros? Se são necessários 400 mil metros quadrados de área, como derrubar todas as casas empoleiradas colina acima? Seria acabar com a cidade…

        A crer-se nos informes clericais, a imagem “milagrosa” saiu do lugar, por ela própria escolhido apenas duas únicas e rápidas vezes: quando de sua coroação no Rio de Janeiro, em maio de 1931, e, em 14 de julho de 1945, quando, em São Paulo esteve numa manifestação político-católica.

         – Tirar-se a imagem de lá de sua querida basílica é arriscar-se ao desagrado da Senhora.

        Era isso que se proclamava anos passados. Se o arcebispo aparecidopolitano e empreendedor da nova basílica acreditasse no “milagre” de haver ela própria escolhido o lugar do seu trono no topo da colina, esta construção seria lá em cima mesmo. Como incorreria em desobediência à Senhora? Jamais! Nem que fosse para gastar todos os milhões de cruzeiros depositados pelos fiéis devotos nos cofres aos seus pés instalados, com o fim de cobrir as desapropriações da cidade inteira.

        Mas a AURI SACRA FAMES – a sagrada fome do ouro – fala muito mais alto do que todos os escrúpulos… E, como resultado, a edificação da nova e descomunal basílica em outro local, iniciada em 1952, já se encontra em fase final.

        O mais interessante, porém, é que a Senhora mudou de opinião. Assanhou-lhe a vaidade a grandeza do seu novo templo. Para ele transportada, decidiu submeter-se à vontade cardinalícia e se acomodou em seu novo altar erigido num elevado octogonal, a 1,5m de altura com 9 degraus e 10 metros de diâmetro. Ela gosta mais do bem-bom das novíssimas instalações… Hoje, para evitar qualquer comentário da oposição ou o raciocínio de algum devoto mais inteligente, os padres deixaram de mencionar em seus relatos aparecídicos a antiga “vontade” da Senhora fujona.

        Nos planos clericais a nova basílica, pelas suas proporções arquitetônicas e pela sua suntuosidade, deve se constituir no grande motivo de atração de romeiros a elevar Aparecida à categoria de principal centro de peregrinação do mundo, dignificando este País, o mais católico de todos. Em estilo romântico-moderno, cobre uma área construída de 25.500 metros quadrados, tendo à sua frente a Praça das Comemorações de 69 mil metros quadrados com a capacidade de 300 mil pessoas. No interior do templo se estendem três naves de 22 x 40 metros cada, além das naves deambulatórias ou de circulação de 7 metros de largura cada uma num desenvolvimento de 340 metros. As capelas sacramentais, onde se administram os chamados sacramentos do batismo, da confissão, da confirmação, da eucaristia e do matrimônio, são de 22 x 38 metros cada.

        A torre imponente, levantada na superfície de 20 x 20 metros, atinge a 100 metros de altura, abrangendo 16 andares, com 336 janelas de vidro com caixilhos e venezianas de alumínio e consumiu um milhão e meio de tijolos. Dois elevadores com capacidade para 60 pessoas transportam os visitantes. Erguida fora do templo, a ele se liga por uma galeria de 36 metros de comprimento, 8 de largura e 11 de altura. Como seria impossível deixar de ser, no interior da torre os padres instalaram um bar-restaurante e lojas.

        Construída a basílica em forma de cruz grega, a sua cúpula, como uma meia esfera, erguida bem no centro de toda construção, com o diâmetro interno de 34 metros e a altura de 60, cobre 2.327 metros quadrados e é revestida de alumínio anodizado a lhe fornecer uma cor dourada. Esta cúpula sustenta, num pequeno mirante, uma cruz grega de 3 metros de altura, sob cujo centro geométrico se eleva sobre 9 degraus, o altar-mor da basílica, de 10 metros de diâmetro, a ostentar, em nicho de ouro, a imagem da Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil, recoberta de jóias e pedrarias preciosas, onde imensa população padece fome e sofre a carência dos recursos básicos para uma vida digna. Ao redor deste soberbo altar-mor, em torno da plataforma, se enumeram 12 pequenos altares a permitir a celebração simultânea de 13 missas, o supremo culto idólatra do catolicismo, em homenagem à aparecidolatria.

        Por considerarem antiquado o método, os padres redentoristas responsáveis pela administração da basílica e pela promoção do aparecidismo, hoje em dia, deixaram de utilizar tanto as chamadas “santas missões” inculcadas pelo seu fundador, Afonso de Liguori, nos estatutos da ordem. Prevalecem-se de meios mecânicos de divulgação, como o jornal e o rádio.

        A Rádio Aparecida, pela sua potencialidade, se emparelha com a grandeza material da nova basílica e se capacita a atender os planos de incrementar sempre mais a aparecidolatria. Reservaram-se 12 mil metros quadrados dentro da área dos 400 mil para se erguer um prédio dividido em 3 pavimentos. O térreo se reserva para um auditório com a capacidade de alojar 1.500 pessoas, que terão o seu cinema. No 1º pavimento ficam os escritórios, uma capela e o salão nobre destinado às reuniões do Clube dos Sócios com cerca de 400 mil arrolados. O 2º andar se destina à instalação de todo o equipamento da Rádio Aparecida, que deverá ser a mais potente emissora da América Latina, e da futura TV, com 6 estúdios: um de gravação de radioteatro, 3 de locução, um de gravação de peças orquestrais e outro de gravação de discos e fitas – e a técnica central de comando dos estúdios, além da discoteca, do departamento técnico e do almoxarifado.

        É a técnica da comunicação superlativamente refinada a serviço da massificação do aparecidismo, porque, dentro dos prognósticos clericais o brasileiro deve continuar agrilhoado aos seus embustes. A SANTACAP, com a sua descomunal basílica, pretende reviver a idade áurea da Senhora Diana, cujo templo se contava entre as sete maravilhas do mundo. Aliás, em Éfeso, aos 11 de outubro de 431, se deu o início oficial da mariolatria com a proclamação do dogma de Maria Mãe de Deus.

        Nesta era intitulada de pós-conciliar, quando muitos ainda supõem haver o catolicismo romano se transformado e aberto mão de certas doutrinas contrárias à Bíblia, inclusive as relativas a Maria, a religião do papa recrudesce e reaviva o culto mariolátrico acrescentando-lhe novos dogmas, como o de Maria Mãe da Igreja, que inclui os da Maria Co-redentora, Advogada, Medianeira e Adjutrix, proclamado aos 21 de novembro de 1964. Recrudesce e reaviva o culto mariolátrico entre o pobre povo subjugado às suas feitiçarias, prestigiando os santuários marianos, centros de romarias e peregrinações.

        O próprio papa Paulo VI, em 13 de maio de 1967, viajou até Fátima, em Portugal com o propósito de oficializar as comemorações cinquentenárias daquela Senhora.  Aparecida ofertou o romano pontífice uma Rosa de Ouro, trazida por uma cardeal a latere, a assinalar a passagem dos seus 250 anos. Dom Humberto Mozzoni, o núncio papal no Brasil, no dia 5 de julho de 1969, ano de sua chegada, viajou à SANTACAP no intento de prestar o seu culto pessoal à Senhora Aparecida. “Vim à cidade de Aparecida, disse ele, para, como todo o povo brasileiro, venerar Nossa Senhora Aparecida. E colocar sob sua proteção a minha missão no Brasil”( O Estado de São Paulo, 6 de julho de 1969).

        O Concílio Ecumênico Vaticano II deixou intactas as estruturas romanistas sobre as quais simplesmente passou uma caiação a fim de lhe dar novos ares. E só! eixou outrossim intocáveis os cediços métodos de envolvimento político tão do gosto multissecular do clero. Quando, em 1972, o Brasil celebrou o sesquicentenário de sua Independência, quis ele vincular-se oficialmente à sua programação. E, para se promover, nada melhor do que promover a aparecidolatria. Alegou, então, contra todas as evidências, haver Pedro I estado em Aparecida com o fim de rezar diante da imagem, na oportunidade em que pernoitou em Guaratinguetá, quando de sua viagem do Rio de Janeiro a São Paulo, onde proclamara dias seguintes a Independência de nossa Pátria.

        Desprovido de qualquer pejo, reivindicou o clero a passagem por Aparecida do coração de Dom Pedro I, quando, em 1972, foi de Portugal trazido em definitivo para o Brasil.        Desprovido de qualquer pejo e sem o receio de ser desmascarado porque o povo evita o trabalho de raciocinar, pois em 1822 nada existia em Aparecida, além da pequenina e tosca capela no alto do Morro dos Coqueiros, construida pelo ganancioso padre Vilela. Aparecida continuava ainda incógnita do beatério. Aparecida era ainda o Morro dos Coqueiros. E só Morro dos Coqueiros.

        As estatísticas dos últimos anos demonstram intensificar-se entre o nosso povo o culto aparecidolátrico. s números abaixo comprovam nossa assertiva:

ANO 1971 ANO 1972

            BATIZADOS        16.303      18.892

            COMUNHÕES 1.383.053 1.628.140

A SANTACAP, de cuja promoção em larguíssima escala se incumbe a Rádio Aparecida, a SANTACAP, centralizada agora na soberba basílica, com o aumento crescente dos romeiros em cada ano, demonstrado no pequeno quadro estatístico acima, é o atestado gritante de encontrar o catolicismo romano em polo diametralmente oposto ao Evangelho, o que o torna absolutamente refratário à Bíblia, a Palavra de Deus.

Catolicismo é idolatria em todas as suas formas ignóbeis e alienantes de Deus.

O Ecumenismo, pois, é ridícula fanfarronada. Ridícula fanfarronada com a vil missão de assinalar os apóstatas misturados entre o povo de Deus.

8.   A ROSA DE OURO

        No dia 15 de agosto de 1967, ano comemorativo do 250.º aniversário do encontro da imagem de terracota no Porto de Itaguassú, a basílica de Aparecida recebeu das mãos do cardeal Amleto Giovanni Cicognani, legado “a latere” de Paulo VI, uma ROSA DE OURO, munificência do sumo pontífice. Esta ocorrência serviu para assanhar a aparecidolatria. Mobilizaram-se todos os recursos a fim de assinalar o evento com estrepitosas solenidades.

        Esculpida pelo prof. Mário de Marchis, constituí-se numa jóia. Dois grandes ramos com folhas e botões de ouro se entrelaçam até o vértice onde se desabrocha a rosa, também de ouro. No lugar do pistilo da rosa engasta-se um opérculo, uma cápsula, que contém bálsamo do Peru e pó de almíscar, significando a fragrância da rainha das flores. Entre os dois ramos encontra-se esculpido o emblema de Pauilo VI, pois ambas, a mariolatria e a papolatria, andam de parelha. E na base lê-se a seguinte inscrição: “Paulus VI PM – Apparitiopolitanae aedi sacrae B.M. Virgini Imm. – DD.III Non. Mar. A + MCMLXVII “.

A outros santuários marianos, como Guadalupe, Fátima e Lourdes, o pontífice Montini tem, outrossim, contemplado com semelhante presente régio. ós, os brasileiros conscientes da espoliação sofrida pela nossa Pátria, quando, ao tempo de sua Colonização, os clérigos carregaram o nosso ouro e transformaram Portugal num mero entreposto na execução dos seus planos de exorção e chantagem carreando essa nossa riqueza para os depósitos do romano pontífice; nós, os brasileiros conscientes, sentimo-nos indignados com esse gesto de Paulo VI, pois desejamos que, em nome da Justiça, ele repare os crimes praticados contra o Brasil, devolvendo todo o nosso “metal precioso” guardado nos seus cofres vaticanos.

        Dispensaríamos de bom grado o envio da ROSA DE OURO feita com as nossas próprias riquezas há séculos de nós roubadas. e esse presente se constitui num sarcasmo à Nação Brasileira espoliada em seus bens naturais pelo clero romanista, a ROSA DE OURO expressa sobremodo o contexto católico-romano de todas a eras. om efeito, expressa o catolicismo pós-conciliar, ainda mais alvorotado na mariolatria, porque ao benzer na Capela Sixtina, aquela jóia, em 5 de março de 1967, quando a liturgia romana assinalava o IV Domingo da Quaresma, chamado Dominica Laetare ou Domingo das Rosas, o pontífice declarou na presença de uma representação brasileira: “No Santuário de Nossa Senhora Aparecida, ela (a rosa) dará testemunho de nossa constante oração à Virgem Santíssima para que interceda junto de seu Filho pelo progresso espiritual e material do Brasil (…) Vamos a Maria para chegar a Jesus. Amando desse modo Nossa Senhora, poderemos compreendê-la em sua real grandeza e, através dela, chegaremos ao Cristo, filho de Deus”.

        Dispensam-se profundos conhecimentos bíblicos para se constatar à luz do Evangelho os absurdos desse pronunciamento do papa. 

        Se as palavras pontifícias proferidas na oportunidade da bênção da ROSA DE OURO demonstram a relutância, a procrastinação, do catolicismo na idolatria, apesar da farta propaganda de suas reformas levadas a efeito pelo Concílio Ecumênico Vaticano II; se o envio dessa jóia é um insulto do clero romano ao Brasil, vilipendiado e espoliado por ele desde os primórdios de sua Colonização, quando aqui aportaram os primeiros missionários do embuste, a ROSA DE OURO comprova outra vez ser o catolicismo, embora rotulado com terminologia bíblica, a continuação e a sustentação do paganismo antigo.

        Catolicismo e paganismo se equivalem porque são idênticos. Ou melhor, o catolicismo é o nome atual do paganismo encarregado de enxovalhar os vocábulos mais sagrados, inclusive o Nome Sacrossanto de Jesus Cristo. Aonde terá ido buscar o catolicismo a prática de se oferecerem Rosas de Ouro senão no paganismo antigo? Efetivamente, na mais longínqua antiguidade o paganismo celebrava a chegada da primavera e a uberdade da terra com típicas festas populares e cerimônias religiosas aos seus deuses, destacando-se as procissões quando o povo levava braçadas de flores e as depositava nos altares dos seus templos.

        O catolicismo, ao encampar quase todas as práticas do seu antecessor pagão, adotou também essas comemorações. Na Idade Média, quando o romanismo usufruiu o seu apogeu, recebia-se a primavera como a vitória sobre o inverno com procissões  presididas por sacerdotes e bispos, em que os fiéis desfilavam portando flores colhidas nos campos e jardins, cristalizando-se assim o costume pagão. No século X a festa passou a ser celebrada no IV Domingo da Quaresma, Dominica Laetare, que sempre cai no princípio da primavera da Europa. Este domingo se apresenta como um parêntesis de alegria no tempo penitencial da Quaresma, o período precedente à semana chamada santa.

        Neste dia, então, o papa em Roma presidia a procissão das rosas – daí o domingo se cognominar também o Domingo das Rosas – levando uma ROSA DE OURO com a determinação de oferecê-la a altos dignatários, igrejas ou instituições religiosas. Encontra-se uma referência documental do ano de 1049 do fato de haver o papa Leão IX lembrado “a obrigação determinada ao mosteiro das religiosas de Santa Cruz de Tulle (Alsácia), em recompensa de terem sido isentas da jurisdição do bispo local e sujeitas diretamente ao sumo pontífice, do envio anual de uma Rosa de Ouro ou de doze onças do precioso metal” – que o papa destinaria, posteriormente, a eventuais ofertas.

        A prática de se oferecer a Rosa de Ouro a santuários, catedrais, igrejas, dignatários eclesiásticos, príncipes, reis, imperadores, firmou-se como tradição e multiplicou-se enormemente durante o período de permanência dos papas em Avinhão (1305 – 1378). Dessa época, quando se compôs a fórmula de sua bênção especial, expressando os seus simbolismos, até o século XV, a dádiva consistia apenas em uma rosa que, freqüentemente, tinha também uma pedra preciosa incrustada. A partir desse século, especialmente depois do papa Sixto V (1471 – 1484), acrescentaram-se-lhe ramos, folhas e botões, mantendo-se, com freqüência, as incrustações de pedras de rara beleza e alto valor.Têm sido oferecidas rosas valiosíssimas. Sabe-se lá quanto ouro brasileiro, transubstanciado nessas flores, já anda espalhado mundo afora, enquanto nosso País se submete a ingentes sacrifícios na ânsia e na busca de melhores condições, que o libertem do subdesenvolvimento.

        Em 1886, Leão XIII, num impulso escandaloso de munificência perdulária, ofereceu à Rainha Cristina, regente da Espanha, uma Rosa de Ouro composta de 9 flores, 12 botões e 100 folhas – tudo em ouro – sobre um vaso artisticamente trabalhado. E sendo a Aparecida um capítulo integrante da estrutura idólatra do catolicismo, fica-lhe bem uma Rosa de Ouro, reminiscência de antigas práticas pagãs… Com a rósea e áurea honorificência, “o papa deseja honrar a riqueza espiritual do Brasil”.

        Ofereceu-a ao santuário de Aparecida por se concentrar no culto a Maria toda essa riqueza. Sua entrega, a fazer juz ao seu valor intrínseco, ao seu simbolismo e à sua finalidade, deveria revestir-se de grande pompa. Começaram estas com a especial dinstinção de ser o portador da preciosa jóia, o cardeal Amleto Giovanni Cicognani, designado pop Paulo VI o seu legado “a latere” para vir de Roma ao Brasil investido no munus de, em seu nome, depositá-la no altar da Senhora de terracota. O clero mobilizou todo o seu arsenal de recursos no sentido de recepcionar, à altura de sua dignidade, o cardeal legado. Em sendo outrossim o papa chefe de um Estado, o Vaticano, cabia ao Governo Brasileiro a tarefa de distinguir o “nobre” representante com as honrarias atribuídas considerada um dos maiores centros de peregrinação do mundo.

  1. A SANTACAP, CENTRO DE TURISMO

Eis o motivo principal para transformá-la num grande local de turismo. Como se encontra, a cidade de Aparecida é um escândalo de miséria. Miséria de higiene nos insuficientes restaurantes. Miséria nos sanitários integrados numa miserável e obsoleta rede de esgotos que despeja o volume de detritos no Rio Paraíba, emporcalhando as águas onde fora descoberta a rica imagem e que serve para desalentar e envenenar a população. Miséria de água, porque além de poluída, se esforça por chegar às torneiras através de um serviço hidráulico de mais de 30 anos passados. Miséria de planejamento, a causa de subir o casario colina acima, saturando desordenadamente a topografia.

       Um grupo investidor da Capital Paulista decidiu aplicar bilhões de cruzeiros no intento de tornar a cidade-santuário no principal centro de atração turística e religiosa da América do Sul. “Empreendimentos Nossa Senhora Aparecida” é a sociedade limitada que se propõe a, numa área de 40 alqueires, construir o Parque de Aparecida, o super-centro turístico-reeligioso. Nele encontrar-se-á tudo para uma permanência mais prolongada dos romeiros e turistas na cidade. Planejam-se terrenos ajardinados, arborizados e urbanizados, com locais próprios para as crianças brincarem e guardas especialmente treinados para cuidar delas.

    Uma lagoa com barquinhos, aves decorativas e pequenos iates para passeios fluviais pelo Paraíba completarão o panorama ecológico. Um jardim zoológico e outro botânico exibirão a fauna e a flora brasileiras. Um museu iconográfico exporá as imagens mais veneradas em todas as regiões do Brasil. Capelas votivas recolherão os ex-votos. Reproduzir-se-ão os mais famosos santuários do mundo (Fátima, Lourdes, Guadalupe, El Pilar e Luján) facilitando a organização de festas religiosas com a participação das colônias correspondentes no Brasil.

        Lances da História Pátria serão recordados na cidade colonial, com instalações nos moldes da Disneylândia, que reproduzirão fortes e outras construções do Brasil Colônia, e pequenas lagoas terão réplica das caravelas de Cabral. Uma estação rodoviária, dotada de “shopping center” bares e restaurantes, receberá os ônibus de excursão. Repetir-se-ão por todo o Parque as casas de lanche, churrascarias, estacionamentos e postos de serviço. Instalar-se-ão motéis para hospedagem de famílias com carros em pequenos bangalôs. Um enorme e confortável hotel oferecerá acomodações completas para as classes A e B.

        Um teatro com concha acústica e auditório ao ar livre apresentará peças de temas religiosos, cívicos, clássicos e folclóricos, e também concertos musicais, danças típicas e missas campais. Charretes e trenzinhos conduzirão os devotos-turistas a diversos passeios. Um bondinho aéreo do tipo monotrilho circulará por toda a extensão do Parque e também fará ligação com as duas basílicas, propiciando nas estações elevadas mirantes e bares. A Associação dos Romeiros de Aparecida, uma entidade religiosa já existente, terá a sua sede social, com restaurantes, piscinas, salas de repouso e de leitura, campos e quadras para a prática de esportes diversos, auditório, cinema, capela e outras dependências.

        O grupo “Empreendimentos Nossa Senhora Aparecida” lançou em fins de 1967 o projeto mirabolante. No dia 6 de janeiro de 1968, o cardeal Agnelo Rossi, então arcebispo de São Paulo, celebrou missa no Mosteiro de São Bento a impetrar o amparo da Senhora Aparecida sobre os idealizadores presentes e genuflexos. Benzeu a maquete e os projetos da ARA (“Associação dos Romeiros de Aparecida”) e entronizou a imagem aparecídica nos escritórios centrais da ENSA (“Empreendimentos Nossa Senhora Aparecida”), instalados em São Paulo, à Rua Boa Vista, 314. Fecundados os projetos e os planos com as bênçãos cardinalícias de Agnelo Rossi, a ENSA passou a promover a venda de quotas de valor imobiliário e comercial capazes de oferecer o direito à participação nos lucros em forma de renda mensal crescente e reajustável.

        A vasta propaganda feita pela grande imprensa, sob o título: “VAMOS TRANSFORMAR APARECIDA NA MAIOR CIDADE-SANTUÁRIO DO MUNDO”, anunciava: “O preço de lançamento da QUOTA TOTAL é de Cr$ 655,00, fixo e não reajustável, a ser pago da seguinte forma: Cr$ 55,00 de entrada e 30 prestações mensais de Cr$ 20,00. Propunha-se a ENSA dar imediato início às obras, que deveriam ser entregues por etapas e concluídas totalmente até 1970. Decerto a bênção de Agnelo Rossi redundou em maldição, pois já nos encontramos em fins de 1974, quando se prepara a 10ª Edição deste livro, e as obras nem começadas foram. Continuam restritas à maquete e aos engavetados projetos.

Quem sabe se no futuro outra bênção cardinalícia será mais forte do que a do Rossi ou a Senhora Aparecida se compadecerá de outros empreendedores propiciando-lhes a exploração de um negócio rendosíssimo.

10.   OS MILAGRES DE APARECIDA

       O melhor processo criado pelo inferno para enganar os inadvertidos, anestesiar a consciência do pecador e confundir a pureza límpida do Evangelho foi o dos “prodígios miraculosos”. O milagre autêntico só pode ser realizado pelo poder de Deus, pois se trata de um fenômeno que se dá além ou acima das leis da natureza, mudando o seu curso normal num caso particular. Jesus ao praticar muitos milagres tinha em mira patentear a Sua Divindade. Nicodemos mesmo reconheceu-a por isso (João 3:2).

        O cristão aceita o milagre, porém, dentro das normas da Bíblia, a sua Única e Exclusiva Regra de Fé e Prática religiosa. Portanto, todo o prodígio contrário às normas e aos ensinamentos da Revelação Divina contida na Bíblia, não procede de Deus. Com efeito, Deus ameaça com terríveis castigos aqueles que acrescentarem ou retirarem dela qualquer coisa (Apocalipse 22:18–19). Ninguém tem o direito de acrescentar nada à Palavra de Deus e quem o fizer é mentiroso (Provérbios 30:6). Em matéria religiosa, tudo o que estiver fora da Bíblia é um acervo de mentiras.

        Satanás tem muito interesse em perverter as almas, apresentando-lhes doutrinas espúrias, contrárias à Revelação de Deus. Os seus sequazes andam soltos, fazendo prodígios até em nome de Deus! Relativamente a estes é que Jesus advertiu: “Muitos Me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em Teu Nome, e em Teu Nome não expulsamos demônios e em Teu Nome não fizemos muitas maravilhas? E, então lhes direi abertamente: nunca vos conheci; apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade” (Mateus 7:22–23).

        Esses prodígios são iniquidade!!! Mesmo feitos em Nome de Deus, mas contra Sua Santíssima Vontade revelada na Bíblia! É uma iniquidade o que o clero pratica no Brasil, Ludibriando o povo! A Bíblia é categórica em proclamar: “Há um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem” (1 Timóteo 2:5). A Bíblia é peremptória ao preconizar: “De tanto melhor concerto Jesus foi feito fiador… Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:22 e 25).

A Bíblia, repito, é explícita ao anunciar: “…se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E Ele é a propiciação pelos nossos pecados…” (1 João 2:1–2). Todo o Novo Testamento revela a Total Suficiência de Jesus Cristo, como Salvador, Mediador e Advogado. Enganaram-se muitos evangélicos ao supor que o romanismo com o seu Concílio Ecumênico Vaticano II estaria disposto a reformar suas doutrinas nefastas, aproximando-se da Palavra de Deus e aceitando Jesus Cristo como Único e Todo-Suficiente Salvador, Mediador, Intercessor e Advogado. O romanismo, porém, confirmou os seus velhos dogmas, contrários à Bíblia e engendrou outros…

        Negando ao Nosso Bendito Salvador a exclusividade restrita e conseqüente de todos aqueles atributos, em discrepância absurda da Bíblia, exalta Maria como advogada, auxiliadora, protetora, medianeira, aberrando dos ensinamentos claros de Deus. Engajada nesse mesmo torvelinho de heresias está a Senhora Aparecida sobre quem o cardeal Vasconcelos Motta, arcebispo de sua Arquidiocese, escreveu, em 1º de janeiro de 1967, para comemorar o 250º aniversário da falcatrua, uma carta pastoral, classificada pelo chaleirismo do órgão católico: “O São Paulo” (22 de janeiro de 1967) como “um tesouro de magistério”.

        Nesse “tesouro de magistério” – magistério do inferno porque absolutamente contrário à Revelação Divina e, ignominiosamente depreciador de Jesus Cristo! –  nesse “tesouro de magistério”, repito, falando da Senhora Aparecida, como medianeira, advogada e intercessora, saiu-se o cardeal aparecidopolitano com esta heresia blasfema: “Ora intercedendo por nós, embora pecadores, a maior santidade, o maior nome e a maior dignidade, como poderá resistir a Justiça Divina ou negar a Sua Misericórdia a uma tão forte, suave e poderosa intercessão? Intercessão é o meio entre dois extremos; para ser poderosa e eficaz, há de tocar a ambos: Deus, a quem intercede, e os pecadores, por quem intercede. E a Senhora posta entre Deus e os pecadores, quão chegada é a um e a outro extremo? É tão chegada a Deus que só lhe falta ser Deus; é tão chegada aos pecadores que só lhe falta o pecado”.

        Confrontem-se essas expressões pós-conciliares com a doutrina de Deus demonstrada nos versículos bíblicos acima citados. São incompatíveis! Torna-se evidente que os “milagres” da Aparecida não procedem do poder de Deus porque não são consentâneos com a Sua Vontade expressa em Sua Revelação, a Bíblia Sagrada. Procedem, sim, do inferno para perverter as almas! Constituem-se na marca da apostasia!!!

        Os seus pregoeiros e divulgadores se aliam com os falsos profetas referidos por Jesus Cristo (Mateus 24:24). A religião dos crendeiros aparecidanos consiste em fazer promessas e esperar milagres. Anestesiados pelas mentiras ridículas com que os padres os ludibriam, por qualquer pretexto, fazem seus votos à “santa” pescada em Itaguassu. A excêntrica “sala de milagres” revela como são entorpecidos na prática de uma religião de fábulas e embustes. O devoto faz a sua promessinha de mandar uma fotografia para ser exposta na “sala dos milagres”, mas, ao mesmo tempo, coloca na pereba a pomada que o “doutor” receitou. Quando sara, foi milagre da Aparecida. Se não melhora, o médico é que não presta!

        A moça se apavora com a possibilidade de ficar solteira e embarca, para se livrar dessa conjuntura, no primeiro bonde que aparece; e manda as tranças dos seus cabelos, como ex-votos, para serem dependuradas na “sala dos milagres”. Quem lucra são os padres porque as vendem caríssimo aos fabricantes de perucas… Um time de futebol sagra-se campeão de qualquer torneio, os seus jogadores vão em romaria, levar à “incomparável” as esmolas das promessas. No concurso de miss-Brasil, em 1956, ouvi pelo rádio o general Porfírio da Paz, devotíssimo aparecídico, invocar as bênçãos da Senhora Aparecida em favor das beldades semi-nuas.

         Durante três anos frequentei assiduamente a basílica e jamais vi um milagre… Milagre, milagre mesmo, isto é, ressuscitar um morto, como Lázaro (João 11:1-45), dar vista a um cego de nascimento (João 9:1-7), fazer aparecer um braço no lugar do amputado, colocar um pulmão novo no lugar do extraído… ela nunca fez! A Senhora Aparecida é tão incapaz em matéria de milagre que é uma coitada! Garanto que, se cair seu nicho, espatifar-se-á no chão!!!

        A sua cidade está cheia de aleijados, estropiados e cegos a mendigar pelas ruas. Se os padres abastados de ouro e dinheiro não os socorrem porque são avarentos, a Senhora Aparecida, de sua parte, nem lhes dá atenção aos gemidos. Ela é tão coitada que não tem poder nem de curar de lombrigas as crianças dos seus devotos. Por isso, a sua emissora faz propaganda de vermífugos. Frustra-se o diabético que se socorre de sua valia… Os padres da basílica, então, reconhecem-na tão fraquinha que, por meio do seu jornal, lhe recomenda o “corpo medicinal”. Reconhecem-na tão ineficiente que, aos devotos alcoólatras, aconselham produtos farmacêuticos. O “Santuário de Aparecida”, “órgão oficial da Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida”, desapontou-se tanto com a impotência da “incomparável” milagrenta que, a par da propaganda de produtos farmacêuticos, veiculada em suas poucas e desengonçadas páginas, abriu um “Consultório de Medicina Caseira”, sob a responsabilidade do Frei Esculápio.

        Ainda mais desapontados devem estar os seus devotos com a retumbante demonstração de impotência da “incomparável senhora” verificada na oportunidade da fuga da ursa “Negrito” de sua jaula. Os supersticiosos cismam com o dia 13 e pior ainda quando cai de sexta-feira. Para aumento do medo deles o fato ocorreu no dia 13 de setembro, sexta-feira, de 1968.

        Um cidadão aparecidólatra, residente em Avaré, Estado de São Paulo, leu esse fato numa das edições anteriores deste livro. Revoltado, quis uma entrevista comigo. Interrogado sobre a fonte de informação a respeito, retruquei-lhe com a pergunta sobre o jornal que considerava mais sério e absolutamente idôneo em suas notícias. Respondeu-me ser “O Estado de São Paulo”, “um dos jornais mais importantes do mundo”. Eis o relato desse órgão da imprensa paulista em seu exemplar de 14 de setembro de 1968: “A ursa ‘Negrito’ escapou ontem de manhã de sua jaula no Zoológico de Aparecida do Norte, impôs à cidade três horas de pânico e medo, e acabou sendo capturada graças à habilidade do “capitão Álvaro”, domador do Circo Berlim, ora se exibindo na cidade. Uma guarnição do Corpo de Bombeiros e tropas da Força Pública e da Escola de Aeronáutica foram enviadas com urgência ao local”. Depois de pormenorizar a fuga, prossegue o órgão:

        “A notícia espalhou-se, rápida, pela cidade, causando pânico. O socorro veio rápido também: Corpo de Bombeiros, soldados da Força Pública e da Escola de Aeronáutica da FAB, e todos os que supunham ter condições de ajudar. Evitou-se atirar em ‘Negrito’, mas o trabalho para recapturá-la foi exaustivo e cheio de perigos. Por volta de meio-dia e meia todos já estavam ficando exaustos e desalentados, quando o domador ‘Capitão Álvaro’, usando o laço com habilidade, conseguiu imobilizar a fera. Sangrando um pouco no focinho, ‘Negrito’ voltou à jaula, vigiada, agora, com atenção redobrada”.

        Por que a mobilização de tantas forças? Por que tamanho aparato bélico? Lá não estaria a “santa” Aparecida para proteger os habitantes da cidade onde se instalou o seu trono? Não é ela a “incomparável” protetora? Acaso assustara-se a Cidoca com os 2 metros de altura e os 480 kg de peso da fera, que come, por dia, 40 kg de polenta, 20 de maçãs, 5 de verduras e 1 litro de mel? A “incomparável” protetora nem se apiedou do pobre veadinho-campeiro estraçalhado pela ursa, que, na hora da fuga, o arrancou da jaula. Porque nenhum aparecidense confia realmente na “santa”, o alívio só aconteceu quando todos se certificaram do reenjaulamento do animal feroz. A Senhora Aparecida, no entanto, foi desmoralizada na sua impotência com a manchete de alguns jornais: “Ursa Causa Três Horas de Pânico” (O Estado de São Paulo de 15/9/68); “Diabo Esteve à Solta 3 Horas em Aparecida do Norte” (Diário da Noite, de igual data).

        Em Aparecida se concentram, por ser excelente mercado, numerosos vendedores de bilhetes de loteria federal. Preferem os devotos-romeiros fazer a sua fézinha na SANTACAP porque, quem sabe, o palpite será abençoado pela “incomparável” Senhora com a sorte grande. No dia da fuga da “Negrito” todos os gasparinos foram vendidos e os bilheteiros ficaram impossibilitados de atender o enorme volume da procura. O resultado da loteria, porém, desapontou os apostadores: não “deu urso”!

        A SANTACAP é o reduto da idolatria com todas as suas trágicas consequências. Como IDOLATRIACAP é ROUBOCAP. EXPLORAÇÃOCAP. MISÉRIACAP. PROSTITUIÇÃOCAP.

DESGRAÇACAP. Os ladrões e marginais agem dentro e fora da basílica. Lá estão os lanceiros batendo carteiras. E que autoridade têm os padres redentoristas se querem coibir semelhantes crimes? Se eles exploram a credulidade pública! A exploração desbragada campeia no comércio. Nas lojas, inclusive dos clérigos, o que controla o preço é a aparência do freguês, que nem sempre consegue nota fiscal da mercadoria comprada. Faz milagres a Senhora Aparecida? Por que, então, não purifica o ar de sua cidade, empestado pelo mau cheiro exalado do Rio Paraíba, onde se despeja o esgoto da cidade?

Por que ela não cura os miseráveis que se arrastam, mendigando, pelas ruas, como opróbrio da humanidade? Será que tão dolorido espetáculo não a comove? Por que ela não faz o milagre de converter os padres em seres mais humanos? Por que ela não sensibiliza os seus devotos romeiros excitados pelas raparigas, em número elevadíssimo, impedindo-os de entrar nos bordéis, onde se corrompem os corpos com a sífilis e doenças venéreas? Por que ela não regenera essas desgraçadas mulheres traficantes de suas próprias carnes? Essas mulheres que se instalam em Aparecida exatamente por ocorrer lá maior procura do que a oferta?

        Sim! A responsabilidade de tantas misérias materiais e morais recai sobre a idolatria, ensinada, divulgada, incrementada e explorada pelo clero… A Senhora Aparecida é uma “incomparável” ingrata! Permite que recaiam sobre a sua cidade e o Vale do Paraíba as piores desgraças justamente quando lhe são oferecidas as mais solenes homenagens. Não se constrói agora a sua grande basílica, um dos templos mais soberbos do mundo?

        O povo não tem aumentado as romarias em sua honra, quando em multidões se prostra adorante aos seus pés? Não lhe foi oferecida uma ROSA DE OURO, símbolo do seu título de Rosa Mística e munificência do papa, o cognominado vigário de Cristo na terra? Para o seu culto o povo pobre não tira da miséria dos seus filhos? Ingrata!!! Sim, ingrata, mil vezes ingrata que ela é!!! No Vale do Paraíba nunca se ouviu falar em esquistossomose. Mas, em 1953 – no ano seguinte ao do início das obras da nova basílica – aconteceu o primeiro caso. E hoje a esquistossomose infesta todo o Vale do Paraíba. A praga está ali debaixo dos olhos da “miraculosa” Senhora, minando a saúde de milhares e milhares de pessoas.

        Já em 1967, no ano da entrega da ROSA DE OURO, o Instituto Adolfo Lutz, de Taubaté, informou haver na região da Senhora Aparecida, 2.161 casos comprovados de doentes de esquistossomose, distribuídos da seguinte forma, cidade por cidade:

Taubaté:  474  Roseira: 359  Jambeiro: 30  Monteiro Lobato: 2

Tremembé:  107  Guaratinguetá: 40  S.J.dos Campos: 243

Cachoeira Paulista: 2 Pindamonhangaba: 500  Lorena: 7  Santa Branca: 14

Quiririm: 1 Aparecida: 118  Caçapava: 152  Jacareí: 4  Redenção da Serra: 5

        Note-se: a incidência do mal se acentua nas cidades mais próximas de Aparecida. Roseira, a mais próxima, por exemplo, dentre todas, se não é a menor, é uma das menores. E, em 1967, apresentou 359 casos diagnosticados!

        A ingrata recompensou a sua região, em 1968, logo depois de haver recebido a rósea e áurea honorificência pontifícia, com uma longa seca. Pelo seu poder de “incomparável Senhora” se vinga dos devotos valendo-se até da meteorologia. Em Dezembro de 1967, a leitura mínima do nível do Rio Paraíba foi de 2,66m. Em 1968, no segundo domingo de dezembro, o rio tinha o seu nível fixado em 1,50m; caindo no dia 16 para 1,48m pela manhã e 1,40m à tarde. A barragem de Santa Branca, pertencente ao grupo Light (a grande empresa da energia elétrica dos principais centros industriais e populacionais do País: São Paulo e Rio de Janeiro), é uma das obras regularizadoras do Rio Paraíba. Seu objetivo é o de gerar energia nas usinas que integram o aproveitamento do Ribeirão das Lajes, abastecendo várias indústrias, como a Usina Siderúrgica Nacional, sediada em Volta Redonda. Sua capacidade é de 424 milhões de metros cúbicos por segundo e sua vazão média, no local da barragem, é de 78 metros cúbicos por segundo. Em 1968, porque os índices pluviométricos foram muito abaixo do normal, faltou água para cobrir aquela capacidade, provocando enormes prejuízos às populações trabalhadoras da região e ao próprio País.

        Se a ingratidão da “santa” se revelou nessa longa estiagem, manifestou-se também com o forte temporal desabado durante meia hora apenas, em 26 de dezembro de 1968, inundando toda a parte baixa de Aparecida, e derrubando, em conseqüência, muitas casas. Casas dos pobres. Daqueles que conservam afixada na porta ou na parede da sala, a oração: “Oh, incomparável Senhora…” Retribuiu a Senhora o início das obras de sua majestosa e arquibilionária basílica, em 1953, com o início da esquistossomose no Vale do Paraíba, a proliferar assustadoramente. Que se cuidem as autoridades sanitárias porque da Senhora Aparecida, os seus devotos só podem esperar ingratidão. Que se cuidem essas autoridades porque de Aparecida as multidões de romeiros ávidos das “graças”, voltarão para suas cidades, levando, como desgraçado presente o vírus da esquistossomose…

        Retribuiu a Senhora a ROSA DE OURO com aquela longa estiagem e com a tromba d’água. Terá a ingrata retribuído também a criação de sua Arquidiocese? É claro! Em 1958, o ano da instalação da Arquidiocese de Aparecida, aconteceu no Vale um estado de calamidade pública com a proliferação da raiva demosdina (semelhante à raiva canina, conhecida também como “hidrofobia”).  É uma doença infecto-contagiosas e se inclui entre as zoonoses, isto é, transmite-se dos animais ao homem, tornando-se letal. Primariamente, é transmitida por morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue). Pode, ainda, ser transmitida por outras espécies de morcegos, como os insetívoros (devoradores de insetos) e frugívoros (que se alimentam de frutos). Uma das características do vírus é o seu tropismo especial pelo sistema nervoso (aloja-se de preferência nos centros nervosos da vítima) e ai, em seu reduto preferido, não pode ser combatido e o enfermo (animal ou pessoa) morre.

        O único combate à enfermidade é o preventivo por meio de séria profilaxia, porque, uma vez manifestada, é impossível a sua cura. Rebanhos de gado, em todo o Vale do Paraíba, ali nos redutos da “milagrosa”, foram dizimados. Muitas famílias se cobriram de luto com a morte de seus membros, embora, desesperadas, clamassem valimento da ingrata “incomparável protetora”… Em 1968, além da estiagem e da tempestade, os focos de morcegos portadores do vírus da demosdina, cooperaram com a ingrata, cuja basílica havia sido enriquecida com a ROSA DE OURO, espalhando outra vez o terror nas regiões aparecídicas. A Senhora Aparecida faz-nos lembrar o mandamento do Senhor: “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há encima nos céus, nem embaixo da terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que Me aborrecem, e faço misericórdia em milhares aos que Me amam e guardam os Meus mandamentos: (Êxodo 20:4–6).

        Deus não tem o culpado por inocente (Êxodo 34:7).

E a Sua Glória não dá a outrem (Isaías 48:11).

Nem à Senhora Aparecida! E muito menos à Senhora Aparecida!!!

        A “santa” aparecida no Porto de Itaguassu, em 13 de outubro de 1717, foi um estratagema do falsário e ambicioso clérigo José Alves Vilela. A sua trapaça, porém, foi tão mal feita que o clero, nesse legado de abusões, não encontrou ainda elementos para transformar a fraude em matéria de fé. Até mesmo para esconder a estátua disforme, cobre-a, de alto a baixo, com um manto azul, preso com a coroa de ouro, o que lhe dá o formato de um triângulo. Apesar de tudo, porém, vão os padres enganando o povo crendeiro. A atitude favorável a essa devoção, por parte do clero, visa exclusivamente a exploração comercial dos supersticiosos.

        O monge beneditino, Estevão Bettencourt, sócio dessa empresa de especulação da credulidade pública, afirma que “a bem da verdade, deve-se notar que tal atitude favorável é independente de qualquer pronunciamento da autoridade eclesiástica sobre a genuinidade dos prodígios que se narram em torno da Virgem e do santuário de Aparecida” (In PERGUNTE E RESPONDEREMOS – 71/1963, questão 5).

        “A bem da verdade…” Leiam-se de novo as declarações do monge Bettencourt!

       Que coisa!!!

        Os reverendos proclamam tanto a eficiência da devoção à Aparecida de terracota, divulgam os seus “milagres” e expõem, em sala adequada, tantos ex-votos e não podem sair desta: nem esses “milagres” merecem qualquer pronunciamento oficial sobre a sua genuinidade… Pestes, tempestades, doenças, secas, a “ingrata” não pode impedir… E permite – o que é pior de tudo – sejam assim ludibriados os seus devotos! É mesmo uma trapaça essa Senhora de terracota! Desde menino, ouvi muitas vezes o milagre da libertação de um escravo na hora de ser, preso ao tronco, retalhado com chicote em castigo de sua fuga. Foi mentira! Isso não aconteceu.

        Se quem nega a veracidade desse episódio, fosse um evangélico, logo sofreria insultos dos carolas fanáticos. Mas, quem diz ser isso uma mentira, uma lenda fantasiosa, é o devoto Fred Jorge, em seu livro: “APARIÇÃO E MILAGRES DE NOSSA SENHORA APARECIDA” (Editora Prelúdio Ltda., São Paulo, 1954). Este livro foi sacramentado com o Imprimatur, que, por delegação do cardeal e sob a chancela da cúria paulopolitana, lhe apôs o cônego J.LafaYette, posteriormente bispo auxiliar da Capital de São Paulo, e, em seguida, bispo diocesano (“ordinário”) em Bragança Paulista.

        Esse mesmo livro, sacramentado, indulgenciado e “aguabentado” por um solene Imprimatur do ordinário paulista, diz que, “para enumerar todas as graças concedidas seriam precisos muitos volumes de milhares de páginas…” (pág. 20). Propõe-se Fred Jorge colher alguns dentre aquela quantidade enorme, a fim de apresentá-los aos leitores. Contudo, por falta de autenticidade e seriedade nesses tantos, apresenta, uns poucos apenas, esclarecendo a sua necessidade de usar de fantasia (página 22). É! Depois de tanta fanfarronada, condessa-se fantasmagórico!

        Teve razão aquele padre da basílica que, em princípios do anos de 1961, disse-me, referindo-se à Aparecida: “Ela não tem valor algum. Nós gostamos dela porque nos traz muito dinheiro”.

BIOGRAFIA:

ANÍBAL PEREIRA DOS REIS

    Nascido aos 9 de março de 1924 em São Joaquim da Barra, no Estado de São Paulo. Filho de católicos: Manoel Pereira dos Reis e Emília Basso Reis, desde a infância aspirou servir a Deus.

    Com esse propósito, submeteu-se à ordenação sacerdotal aos 8 de dezembro de 1949, em Montes Claros, no Estado de Minas Gerais, depois de haver feito os seus estudos eclesiásticos na Faculdade Teológica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

    Naquela cidade do Norte Mineiro, além de professor de literatura portuguesa e de matemática, coadjutor da catedral, confessor do Colégio Imaculada Conceição, Diretor do jornal diocesano “Tribuna do Norte”, Diretor Diocesano do Ensino Religioso, desenvolveu amplas atividades do setor de assistência social, criando e dirigindo o Círculo Operário de Montes Claros.

    Transferido para o Recife, Capital de Pernambuco, em 1952, prosseguiu as mesmas atividades sociais à frente da Companhia de Caridade, que, sob sua administração, chegou a ser, como rede de orfanatos e asilos para velhos, a maior e a mais bem organizada obra social católica do País. Tido como excelente conselheiro, seu confessionário era procuradíssimo por muita gente, inclusive freiras e sacerdotes.

    Na aspiração de melhor servir no confessionário, fez curso de neuro-psiquiatria. Vindo para o Estado de São Paulo, em 1960, foi pároco em Guaratinguetá e em Orlândia. Vastíssima folha de serviço deve-lhe o catolicismo.

    Sua ânsia de conhecer sempre mais, levou-o também a fazer o curso de ciências jurídicas. Apesar de ser muito apreciado em seus trabalhos, jamais conseguiu tranquilizar o seu coração anelante. Quanto mais confissões atendia, mais o seu coração se angustiava. Ansiava ter segurança espiritual conseqüente da certeza de sua salvação.

    Em 1961, começou, dirigido pelo Espírito Santo, a estudar a Bíblia com toda a sinceridade de alma. Deus lhe proporcionou, através do novo nascimento, a alegria perene de possuir segurança inabalável de sua salvação.

    Com a aceitação de Jesus Cristo, como seu Único e Todo Suficiente Salvador, abandonou a batina e se afastou do catolicismo romano. Em 30 de maio de 1965, fez sua pública decisão por Jesus Cristo e a 13 de junho seguinte desceu às águas, cumprindo uma das ordenanças de Cristo.

    Cumprindo determinações impostas por Deus, em seu coração, tornou-se missionário do Evangelho. Deus vem abençoando ricamente esse ministério. Sua longa experiência de sacerdote angustiado, agora se transformou em instrumento do poder de Deus para a conversão de inúmeras almas.

   Foi promovido para junto do Senhor em 30 de maio de 1991.

 LEIA A SUA AUTOBIOGRAFIA:

“ESTE PADRE ESCAPOU DAS GARRAS DO PAPA !!!”

ADENDO: 

Teor da carta de 12/11/71 de D.Agnelo Rossi a D.Evaristo Arns.

Firma reconhecida no Cartório do 1º Ofício de Notas – S.Paulo e

AUTENTICADA no 25º Cartório de Notas – Tabelião Milani em 15/12/71:

“Roma, 12 de Novembro de 1971

Exmo snr. D.Paulo Evaristo Arns,

PAX ET BONUM

    Faço votos de que os seus empreendimentos à frente da saudosa Arquidiocese de São Paulo estejam se concretizando.

   Tivemos conhecimento da sentença judicial favorável ao Padre Aníbal Pereira dos Reis. Certamente ele tomará medidas para proclamar e divulgar amplamente essa decisão porque isso lhe interessa. É lamentável que a sorte lhe haja favorecido. Agora, por certo, ele se inflamará ainda mais na sua pertinácia de pregador protestante.

    Como seu antigo professor e observador de suas atividades como seu bispo que fui, reconheço ser ele um dos sacerdotes mais cultos do Brasil. É invejável a sua enorme capacidade de trabalho. Inteligente, culto é, ainda, teimosamente trabalhador. No momento é o herege mais em evidência no Brasil e quem mais perturba o avanço do ecumenismo. Não fosse ele e muito mais já se teria conseguido. Os seus livros, além de suas pregações, vêm causando enormes dificuldades para os nossos planos aí no Brasil. Tememos que essa literatura seja traduzida em outras línguas, o que iria alastrar o mal em outros países.

    O Santo Padre, informado de tudo e apreensivo, solicita-lhe, por meu intermédio, que insista nas reuniões da CNBB para que se estudem medidas a serem adotadas para coibir e neutralizar os efeitos do trabalho desse sacerdote. Se nós o perdemos, o que foi enorme prejuízo, agora é necessário barrar-lhe a impetuosidade.

    O que fazer? Como já disse, é preciso que se estudem medidas adequadas. Talvez promover alguma coisa para desmoralizá-lo entre os próprios protestantes.

    Os bispos do Brasil devem se convencer de que o Padre Aníbal é o sacerdote que atualmente mais causa preocupações a Paulo VI, que está sumamente interessado numa urgente solução.

   Mande-me sempre notícias, bem como recortes interessantes de jornais e revistas.

   Envie-me também informações sobre o exame e as medidas a serem tomadas pela CNBB sobre o assunto Padre Aníbal Pereira dos Reis a fim de manter informado o Santo Padre.

Com um abraço de + Agnelo Rossi”

– o –

            É nossa intenção tornar de conhecimento público  o que realmente aconteceu, conforme o testemunho de um ex-padre, que participou ativamente da administração eclesiástica na época, e foi duramente perseguido após ter largado a batina, PARA QUE NÃO DIVULGASSE AS TERRÍVEIS TRAMAS DO SISTEMA RELIGIOSO.

            Hoje ele já não mais está entre nós, mas seu nome ainda causa temor nos meios romanistas, pois seus escritos são realmente a expressão COMPROVADA da verdade, e um testemunho sempre presente do poder do Filho do Deus Vivo, o Senhor Jesus Cristo, que lhe deu a certeza da salvação eterna e o libertou das garras do inimigo.

– o –

“…O Conde de Assumar toparia com uma barreira formidável a lhe embargar a consumação dos seus propósitos. É que os frades eram “dos elementos mais perniciosos entre os que tinham entrado e continuavam a entrar com as avalanches, que enchiam aqueles distritos, e não só porque se entregavam desenfreadamente ao ganho como todo aquele mundo, mas ainda porque, valendo-se do seu ascendente sobre o espírito da massa, eram quase sempre os promotores de todas as desordens”.

    Desgraçadamente os compêndios de História do Brasil adotados por nossas escolas aureolam os padres e os frades do tempo da nossa Colonização com as glórias de heróis. Os seus autores sabem que, se disserem a verdade, os seus livros não terão guarida nos ginásios, em grande parte, dirigidos, maquiavelicamente, por padres e freiras, ou deles recebem “orientação”. Aquelas nossas informações, acima entre-aspeadas, são de Rocha Pombo, registradas em sua História do Brasil (Rio de Janeiro – 1905, vol. 6, página 245) cuja PRIMEIRA EDIÇÃO deveria ser lida por todo intelectual patrício.

    Destaco em caixa alta a PRIMEIRA EDIÇÃO porque as subsequentes foram criminosamente resumidas e mutiladas. Destas podaram-se todos os informes sobre os latrocínios, extorsões, atrocidades e crimes cometidos pelos clérigos missionários. A maioria dos brasileiros supõe que naqueles tempos, Portugal açambarcava todo o ouro bateado pelos lavageiros ou garimpado nos veios das rochas. Supõe-se, também, que, em tempos posteriores, a Inglaterra usurpou-o das bruacas lusitanas. Verdade é que o Reino estabelecia impostos, arrecadados pela quintagem, com o fim de beneficiar o seu erário.

    Os frades, contudo, não vieram para o Brasil com a missão de catequizar. O Historiador Rocha Pombo, no passo já referido, informa-nos que o Conde de Assumar, dentre as questões a enfrentar, tinha de se haver com a da “expulsão de todos os religiosos regulares que não tivessem naquela Província do seu domínio uma função certa, própria do seu apostolado”.

    Tinham esses “religiosos” (frades cognominados pela legislação romanista de “religiosos regulares”) outra incumbência bem diversa da apregoada e que causou graves prejuízos ao Brasil. Vieram carrear ouro para o papa e para os seus conventos na Europa! O ouro do Brasil, em grande parte, encontra-se ainda hoje em poder do Vaticano, que o faz ocupar o segundo lugar mundial no mercado desse valor precioso, cujas reservas o papa deposita no Federal Reserve Bank, em Washington…”

            No livro “PODER-SE Á CONFIAR NOS PADRES? ” TAMBÉM DA AUTORIA DO DR. ANÍBAL PEREIRA DOS REIS, É DEMONSTRADA A INCOMPETÊNCIA INTELECTUAL E MORAL DO CLERO ROMANO QUANDO SE PÕE A DITAR NORMAS NO SENTIDO DAS REFORMAS DAS NOSSAS ESTRUTURAS SÓCIO-ECONÔMICAS. EM SEU ÚLTIMO CAPÍTULO, INTITULADO “O SUPERCAPITALISMO ECLESIÁSTICO É AMEAÇADO PELA INSTABILIDADE POLÍTICO-SOCIAL DA ITÁLIA”, É PATENTEADO O HORROR DOS SEUS MÉTODOS DE VAMPIRO PANTAGRUELICAMENTE GANANCIOSO E SÃO RELACIONADAS ALGUMAS DE SUAS FABULOSAS E ATUAIS FONTES DE RIQUEZA.

       Enquanto os brasileiros lutam desesperadamente para escaparem dessa situação de sub-desenvolvimento, estrangulante de nossas energias, o Ali-Babá do Vaticano se enriquece cada vez mais à custa dos investimentos do ouro e de outras riquezas levadas do Brasil pelos seus clérigos.

– o –

Fonte: http://web.prover.com.br/mbm/famarte/aparecida.html

Formatado em arquivo “RTF” por Betel Net – http://www.gospelbr.net/betel com o objetivo de transferir as informações contidas em sites evangélicos – Sem finalidade lucrativa.

© Os direitos autorais e de publicação do livro são de propriedade de Edições Caminho de Damasco.

Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).

(retorne a http://solascriptura-tt.org/Seitas/Romanismo/)

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